quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capítulo 81



[...] Desde os primeiros passinhos, as primeiras palavras –a primeira foi pro Cody e foi ‘papa’-, a primeira viagem com ela, o batizado, as quatro primeiras festinhas de aniversário... Em tudo o Cody estava comigo, isso me deixava bem e feliz, ele estava sendo ótimo e sempre presente em tudo. Ainda morávamos na casa dele, mas ele estava trabalhando com tio Brad, ficava meio período lá e eu trabalhava em casa, organizava uns trabalhos pro meu chefe e ia lá uma vez por semana pra ver o que ele queria que eu fizesse, era bem legal esse ponto, porque eu não podia deixar de trabalhar e nem deixar a responsabilidade de ficar com a pequena pra tia Angie ou pra minha mãe. Agora, Cody estava no trabalho, ele chegaria em pouco tempo, Kath já estava na janela o esperando. Fui até a poltrona em que ela estava.
“Cadê papai, mamãe?”
“Logo ele chega, pequena.”
“Logo quando?” Ela sentou no meu colo.
Pensei em algo. “Quando o almoço estiver pronto.”
“Vamos fazer almoço pra ele chegar?”
“A tia Alli e o tio Jake também logo chegam.”
“E o Gabe e o Tom?” Ela perguntou indo em direção à cozinha.
“Foram viajar com a vovó e o vovô, lembra?”
Ela me ‘ajudou’ a fazer o almoço e um pouquinho depois de terminarmos de fazer ele, ela ouviu Cody entrar com o carro na garagem e ficou em frente à porta da sala. Quando ele abriu a porta, ela foi correndo e pulou em seu colo, sorri com a cena.
“Papai!”
“Oi pequena!” Beijou o rosto dela demoradamente, enquanto fechava a porta.
Ela desceu do colo dele balançando os cabelos loiros e rindo. “Eu ajudei a mamãe a fazer o almoço.”
“Ah é? E o que temos de bom pra comer?” Veio até mim e me deu um selinho demorado. “Oi mô.”
“Oi amor.” Sorri.
“Tem carne, arroz, legumes e sobremesa, né mamãe?” Contou cada um dos itens nos dedos, o que nos fez rir.
Cody me abraçou por trás, apoiando o queixo no meu ombro. “Vamos esperar Alli e Jake ou vamos comer?”
“Vamos ver se eles não demoram ou quer comer, filha?”
“Não, eu espero.” Se jogou no sofá e ligou a tv num desenho.
Cody olhou sapeca pra ela no sofá e voltou a me olhar. “Saudades de você.”
“Mas a gente se vê todos os dias, amor.”
“Não entendeu, lerdinha?” Ele riu.
“Claro que eu entendi, só tava brincando, sem graça.”
“Eu não tava brincando, mas eu quero brincar.” Se aproximou de mim, mordendo o lábio inferior.
“Ta com fogo, é?”
“Só um pouquinho.” Riu.
“Mais tarde, ta?”
“Okay, eu aguento até mais tarde.”
Beijei ele e depois nós fomos pra sala. Esperamos por bastante tempo e nada de Alli e Jake, Kath já estava com fome e a minha e do Cody também já estava aparecendo. Almoçamos e só percebemos a hora quando tia Angie chegou. Depois do almoço, a pequena sempre ia dormir e essa seria nossa horinha vaga, subimos pro quarto, nos certificamos de que ela estava dormindo.
Quando tudo estava ficando quente entre nós, alguém bateu na porta. Cody levantou resmungando. Vesti minha blusa e continuei sentada na cama.
Jake parecia um pouco aflito quando entrou.
“Porque nos incomoda, Jake Thrupp?”

“Vocês sabem se a Alli sairia depois da faculdade?”
“Não, ela me disse que você buscaria ela e depois viriam pra cá para almoçarmos.”
“E viríamos, mas ela não estava na faculdade.”
“Como não?” Cody arregalou os olhos.
“Simplesmente não estava... As meninas disseram que ela não apareceu na aula hoje e isso ta me preocupando. O diretor de lá me mostrou a lista de presença de hoje e ela não assinou mesmo.”
“Pra onde a Alli foi, meninos?” Encaixei a cabeça no ombro do Cody.
~POV Cody Simpson~
Estava cada vez mais preocupado pela Alli não ter aparecido, nem estarmos conseguindo falar com ela... A noite foi caindo e nada, eu, meu pai e Jake já tínhamos rodado Gold Coast por todos os lados possíveis. Manu e minha mãe estavam em casa tentando contato pelo celular, nenhuma das amigas sabiam dela e nem tinham a visto no dia. Eu e Jake voltamos pra casa e meu pai foi até uma delegacia.  Kath não entendia muito bem o que estava acontecendo e nós não queríamos passar a história pra ela.
“Mamãe, não vamos jantar? To com fome.”
“Vamos sim, pequena. Vem comigo.” Levantou e estendeu a mão pra ela.
As duas foram pra cozinha e nós permanecemos nas mesmas posições na sala, sem dizermos uma só palavra... O barulho do telefone ecoou pela sala e eu pulei pra atender, na esperança de ser a Alli.
~Ligação Onn~
“Alô?” Atendi o menos desesperado que pude.
“Passa pra Manuela.” Não consegui identificar se era uma voz feminina ou masculina, provavelmente, estavam mudando a voz.
“Não vou passar pra Manuela se não me disser quem é.”
“Passa logo que é do seu interesse e do dela. Não vai querer que a loirinha se machuque, vai?”
“DESGRAÇADO! O que fez com a minha irmã?”
“Já disse que quero falar com a Manuela.”
“Fala comigo, porra, a Manu não ta aqui!”
“Então eu ligo outra hora.”
~Ligação Off~
Joguei o telefone no sofá e me sentei com as mãos entre o cabelo. O que eles queriam com a minha irmã e porque queriam falar somente com a Manu?
“O que eles disseram? O que fizeram com a Alli?” Minha mãe perguntou em meio às lágrimas.
“Não sei. Eles querem falar com a Manu.”
Ela veio da cozinha e pediu pra que minha mãe ficasse com a Kath lá.
“O que disseram? A Alli ta bem?”
Levantei e passei as mãos novamente pelo cabelo. “O que você tem a ver com as pessoas que pegaram minha irmã?”
“Eu? Como assim?”
“Pra saberem o seu nome te conhecem. O que tem a ver com isso tudo?” Alterei um pouco meu tom de voz.
“Você ta louco?”
“Não, não to louco!”
“Para, Cody! Você só pode estar louco mesmo, como poder estar acusando a sua namorada?”
“Você ta me acusando só por eles saberem meu nome? Alli é como uma irmã pra mim e você sabe disso, Simpson!”
“EU TE FIZ UMA PERGUNTA E QUERO UMA RESPOSTA!”
“VOCÊ TA SENDO RIDICULO! RIDICULO, CODY! EU NÃO TENHO NADA COM ISSO. NÃO ESPERAVA ISSO DE VOCÊ!”
“Nem eu, Cody.” Jake negou com a cabeça.
Respirei fundo. “Me fala de onde conhece eles.”
“COMO EU VOU SABER? SE SOUBESSE COM QUEM SUA IRMÃ TA EU NÃO ESTARIA AQUI PARADA!”
“NÃO GRITA COMIGO, PORRA.”
“VOCÊ QUE COMEÇOU A GRITAR E EU NÃO VOU TE OUVIR CALADA.”
De relance, nós olhamos pra cozinha e a pequena estava parada com lágrimas nos olhos. Manu me encarou.
“Ta vendo no que deu o que você começou?” Foi até ela e se abaixou.
“Vocês estavam brigando?”
“Não, filha, foi só uma conversa...”
“Não foi não, vocês não conversam assim.” Coçou os olhos pra se livrar das lágrimas.
“O papai ta um pouquinho nervoso, só isso.” Beijou a testa dela. “Fica calma, okay?”
Ela assentiu e veio até mim. “Porque ta nervoso, papai?”
“Por nada pequena, esquece isso.”
“E porque o titio ta triste?” Apontou pro Jake.
“Não to triste, Kath... Vem cá.” Deu duas batidinhas no colo e eu a coloquei no colo dele. “Okay, um pouquinho triste porque a tia Alli foi fazer uma viagem.”
“Porque a gente não foi?”
“Porque era da escola dela.”
Passei a noite em claro esperando o telefone da sala tocar de novo... Meu pai já tinha feito b.o e estavam à procura dela. Manu não quis dormir comigo e acabou dormindo com a Kath, durante minha noite em claro, também pensei no que tinha dito pra ela e eu estava fora de mim... A culpa não era dela, não tinha que ter descontado nada nela... Levantei bem cedo no outro dia, tinha que ir até meu trabalho pra avisar o porque não iria trabalhar esses dias, tenho certeza de que meu chefe entenderia, e meu pai também não iria, então foi comigo até lá.
~POV Alli Simpson~
Não dormi a noite, não sabia onde estava, as cordas estavam começando a me machucar e minha fome já estava dando sinais... Só conseguia chorar ali, porque eles estavam comigo?
“Bom dia, princesinha.” Um dos caras disse quando entrou no galpão.
Eu não conseguia ver seu rosto por ele usar uma touca que o cobria.
“Porque estão comigo? Me solta, por favor.” Minha voz estava quase falha de tanto ter chorado.
“Vou soltar se sua amiguinha aceitar vir no seu lugar.”

“Não! Porque querem a gente? Porque?”
“Não é ‘a gente’, queremos ela. Você é só uma isca.”
“Que seja, porque querem ela?”
“Isso já é outra história, que você não precisa saber. Chega de conversa, aqui não é nem um paraíso pra estarmos conversando.” Ele pegou um telefone no bolso e ligou pra alguém, indo pra mais longe de mim, mas ainda conseguia ouvi-lo. “Até que em fim falando com você... Calma, baixa o tom de voz comigo... Quer sua amiga de volta?... Não quero dinheiro, fique tranquila, esta disposta a qualquer coisa?...”
“NÃO, MANU! NÃO!”
Ele tirou uma arma da cintura e apontou pra mim. “Fica quieta se não quiser levar um desses da testa.”
Me calei e voltei a chorar. Eu não queria que a Manu viesse pra ficar no meu lugar, eu carregaria essa culpa pra sempre se algo acontecesse.
“...E então?...Boa garota, te quero em no máximo três horas no galpão do fim da estrada. Se não chegar pode dar adeus à loirinha, mas venha sem a polícia ou vai ser ainda pior, pode acontecer algo com outra pessoa, melhor, com duas outras pessoas.” Desligou e guardou o celular no bolso. “Bom sua amiga chegar, será uma pena ter que te matar...” Passou uma das mãos no meu rosto e eu chorei mais ainda. “Ou então o seu irmão e sua sobrinha, não seria nada legal isso, não é?”
~POV Manuela Albuquerque~
Fiquei um pouco em choque no sofá e senti as lágrimas escorrerem, mas eu estava decidida a ir. Sequei as lágrimas e subi, tia Angie estava brincando com Kath em seu quarto.
“Me deixa um minutinho com ela?”
“Claro, querida.” Sorriu e saiu do quarto.
“O que foi, mamãe?”
Me sentei na cama e a coloquei em meu colo. “Se importa de ficar um pouquinho com a vovó?”
Ela negou com a cabeça. “Não, nós estamos brincado. Você vai sair?”
“Vou...”
“Posso ir com você?”
“Não, pequena, eu vou demorar um pouquinho pra voltar, logo o papai chega e fica com você.”
Ela suspirou. “Tudo bem, mamãe.”
“Kath?”
Ela me olhou. “Oi?”
“Eu te amo muito.”
“Eu também te amo muito.”
Olhei pro teto pra que minhas lágrimas não rolassem novamente. “Não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar e cuidar de você, se lembra disso, okay?”
“Não chora.” Limpou uma lágrima que escorreu e me abraçou.
Beijei a testa dela. “Logo eu volto.” Levantei. “Vou falar pra vovó voltar pra brincar com você.” Fui até a porta e mandei um beijo pra ela, que retribuiu.
Passei no meu quarto e do Cody, peguei minha bolsa e as chaves do meu carro e desci.
“Tia, fica com a Kath um pouco? Tenho que sair.”
“Tudo bem, é alguma coisa relacionada à Alli?”
“Não, não é.” Menti.
“O que eu digo pro Cody quando ele chegar?”
“Nada, não precisa dizer nada. Logo eu volto.” Dei um pequeno sorriso.
Fui pra fora de casa e tirei meu carro da garagem. Parei de sair quando um carro parou atrás do meu.
“Aonde vai?” Ele perguntou ao sair do carro.
“Dar uma volta.”
“Não vou te deixar ir sozinha, vou tirar meu carro e vou com você.”
“Não precisa, eu não quero que vá comigo.”
“Você ta estranha, agora que não te deixo sozinha mesmo.”
Ele entrou no carro e quando saiu com ele de trás do meu, eu não pensei duas vezes, e continuei a dirigir, mas ele estava me seguindo. Eu não podia ir pra outro lugar pra tentar disfarçar, então continuei meu caminho.
[...] Desci do carro ao chegar no galpão e ele desceu do dele.
“O que veio fazer aqui? A Alli ta aqui?”
“Eu acho que sim, me mandaram vir aqui. Por favor, me deixa entrar sozinha.”
“É lógico que não.”
Antes que eu pudesse convencê-lo de não entrar, dois caras saíram de dentro do galpão, um me pegou pelo braço e outro pegou ele. Nos colocaram pra dentro e fecharam o portão, tinha mais um cara lá dentro e Alli estava amarrada. Ele foi até ela e o outro cara me segurou.
“Vejo que aceitou nossa proposta.”
“Agora solta ela.”
“Não, Manu!”
“Como assim proposta?” Ele perguntou. “O que vocês querem pra soltar a Alli?”
“Uma troca justa.”
“Não, Manu, você não pode ficar! Pensa na Kath.” Alli disse em meio às lágrimas.
“É nela mesmo que eu estou pensando, Alli.”
“Chega de conversa. Libera a menina aí.” Um outro cara falou.
Soltaram a Alli e o cara continuou me segurando. Ele abraçou Alli e depois veio até mim.
“Solta ela! Vocês não vão ficar com ela.”
“Me pediram ela viva ou morta.” O outro cara tirou a arma da cintura e apontou pra mim. “Você escolhe, deixa ela ir por bem ou por mal.”
Ele foi dar um soco no cara, mas o outro acertou ele com um soco. O cara que estava com a arma a engatilhou, apontando pra mim. Quando o cara ia atirar, ele pulou na minha frente e levou o tiro por mim. Daí em diante percebi que meu sonho estava acontecendo e...
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Ooooi meninas (: gostaram? e ai, quem levou o tiro? hahahahahahhaha, comentem por aqui ou mandem algo pro meu twitter @MyAngelSimpson4, quanto mais comentários mais rápido eu posto. Xoxo <3

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Capítulo 80

Os dois desceram rapidamente e ficaram pálidos ao nos ver.
“O-o que fazem aqui?” Fernando perguntou parado ao lado de Luiza no segundo degrau.
“Saudades, mamãe e papai.” Ela sorriu irônica.
Cutuquei ela. “Não provoca.”
“Mamãe e papai? O que ta acontecendo?” Eles continuaram parados no mesmo degrau.
“”Nada. Só vim ver vocês e meu irmãozinho também, Laura me disse que ele estava doente... O que ele tinha?”
“Não sabemos direito, cada médico nos disse uma coisa.”
“Talvez tenha sido pra pagar a língua de vocês, não?”
...
“Me digam como puderam ser tão frios a ponto de pedirem pro Cody sumir com a bebê? Como?” Percebi a voz dela ficar chorosa. “Mesmo eu não querendo, a Kath é neta de vocês. Doeu muito descobrir o que disseram, por mais que não quisessem que eu fosse mão cedo...”  Tomou ar. “Vocês não tinham o mínimo direito de interferirem em algo na minha vida!”
“Filha, nós só queríamos te poupar dessa responsabilidade.”
“ME POUPAR? Me poupar? Vocês são ridículos! Mas, graças a Deus, o Cody não ouviu vocês.” Algumas lágrimas já rolavam pelo rosto dela, pelo pós-parto, ela estava muito sensível... Queria muito tirá-la dali. “Eu não preciso de vocês mandando na minha vida, muito menos opinando na da minha filha, tenho certeza de que eu vou ser uma boa mãe pra ela e eu vou apoiá-la quando ela precisar.” Limpou as lágrimas e levantou, levantei com ela. “Espero que o Luiz fique bem e não precise um dia saber o porque de quase ter morrido.”
Ela os deixou sem fala alguma e nós saímos e lá. Em prantos, Ela me abraçou.
“Calma, não vale a pena ficar assim por eles.” Beijei o rosto dela. “Não chora, não gosto de te ver chorar.”
“Eles são horríveis, Cody, horríveis.”
Olhei nos olhos dela. “Princesa, levanta a cabeça senão a coroa cai.”
Ela deu um pequeno sorriso em meio as lágrimas. “Eu te amo.”
“Eu te amo muito mais do que você pode imaginar.”
Entramos no carro e tava bem difícil dirigir com ela chorando.
“O que eu posso fazer pra te deixar melhor?” Perguntei sem tirar os olhos da rua.
“Acho que nada, amor...”
“Nem se eu comprar aqueles chocolates que você adora?”
“Não, isso só funciona quando eu brigo com você...” Riu e limpou as lágrimas com a costa da mão.
“Eu sabia, só queria que risse.” Sorri ao estacionar na frente de casa.
Depois de amamentar a pequena, dar banho e a fazer dormir, Manu disse que iria comprar algumas bobeiras no mercado. Um bom tempo depois estranhei ela ainda não ter chegado. Desci e encontrei minha mãe e Alli na cozinha preparando alguns biscoitos.
“Vocês viram a Manu?” Perguntei ao roubar uma daquelas gotas de chocolate.
Minha mãe bateu na minha mão e riu. “Não filho, porque?”
“Viram ela saindo?”
“Há mais de uma hora...” Alli falou. “Como você tava lá em cima, achei que ela já tinha voltado.”
“Não voltou... O mercado é aqui do lado, pô. Eu vou atrás dela, se incomodam de olhar a Kath?”
“Claro que não, filho.”
Subi, coloquei uma camisa, pedi ajuda pro Tom pra descer o carrinho enquanto eu levava a Kath, ele ficou na sala brincando com ela, que estava no carrinho.
“Eu vou lá, ta? Espero não demorar e achá-la...”
“Boa sorte.” As duas disseram.
“Quer que eu vá com você, maninho?”
“Não, fica aqui com a mãe.”
Ao passar pela sala, dei um beijo na testa da Kath.
“Papai já volta, princesa.”
Ela sorriu enquanto me olhava curiosa.
“Cuida dela, heim Tommy?!”
“Pode deixar, mas aonde você vai?”
“Procurar a Manu, volto logo.”
“Porque vai procurar? Ela sumiu?”
“Depois explico, agora tenho que ir.”
“Tudo bem, boa sorte então.”
“Obrigado.”
Peguei as chaves do carro em cima de mesinha e saí com o mesmo. Passei no mercado e mostrei a foto dela no Iphone para as meninas do caixa, uma delas me disse que ela tinha passado as coisas com ela há quase 2 horas.
“Tem certeza de que foi esse tempo todo?”
“Absoluta.”
“Viu pra qual lado ela foi?”
“Pra aquele.” Apontou pro lado oposto de casa.
“Obrigado...” Disse um pouco decepcionado e saí do mercado.
Entrei no carro e, antes de colocar o sinto, olhei pra nossa foto no celular.
“Cadê você, amor?” Suspirei e o coloquei no bolso.
Dirigi sem direção pro lado oposto de casa, entrava em ruas, saía de ruas, parava em alguns comércios, ninguém tinha visto ela, minha última esperança foi uma pequena lanchonete à beira de estrada, só se via estrada depois daqui... Passei a foto de mão em mão, recebi as mesmas respostas “não vi”, “não me lembro de ter visto”, o último a pegar a foto foi um velhinho, ele a observou por algum tempo.
“Garoto?”
Me aproximei dele. “O senhor a viu?”
“Há mais ou menos uma hora.” Me entregou o Iphone. “Estava sentando ali fora  e estranhei uma garota tão jovem estar indo em direção à estrada.”
“Pra lá?” Apontei pra estrada.
“Sim. É sua namorada, irmã...?”
“Namorada, ela não voltou pra casa há algum tempo e resolvi procurar por ela. Obrigado por ter me ajudado.” Sorri gentil.
“Por nada, boa sorte.”
Voltei pro carro e comecei a pensar em pra onde ela teria ido... Okay, ela estava triste e queria ficar sozinha, mas não precisava ir tão longe e me deixar quase alucinado a procurando... Pensei no meu lugar “secreto”, mas ela não desceria as rochas sozinha –ou desceria? Peguei meu caminho até lá, tudo estava deserto. Estacionei no mesmo lugar de sempre e comecei a descer. Meu coração se confortou ao vê-la sentada cabisbaixa com um graveto mexendo na água. Sentei ao lado dela e ela me olhou por cima dos ombros.
“Porque tão longe? Eu rodei a cidade toda, Manu...”
“Desculpa... Precisava ficar sozinha.”
“Olha pro seu joelho, amor? Todo estourado... Poderia ter ficado em casa e eu tentaria te ajudar.”
“Esse lugar me deixa bem, como te deixa quando você vem... Lembra quando me disse isso?” Tirou os olhos da água e me olhou. “Desculpa se te deixei preocupado, não era a intenção.”
“Tudo bem, só não faça isso de novo.”
“Quer um doce?” Ela me esticou a sacola que estava em seu colo.
“Não, obrigado.” Sorri. “Lembra de quando eu me declarei bem aqui?”
Ela riu. “Como eu poderia esquecer um dos melhores dias da minha vida?”
Ri. “O dia da minha mudança definitiva, de ‘pego todas’ pra romântico, quem imaginaria Cody Simpson assim?”
“Acho que nem eu imaginava.”
Me endireitei de modo que ficasse encostado em uma rocha e ela sentou entre minhas pernas com a cabeça no meu ombro.
“Vou te contar uma história que veio na minha cabeça esses dias, logo que a nossa pequena nasceu... Sabe aquele cara lá de cima? Ele juntou um garoto e um anjo, sabia? Quando o garoto nasceu ele logo disse ‘esse cara vai cair muito na vida e precisa de alguém que o ensine o verdadeiro valor do que é viver amando alguém’ e ai ele teve a ideia de colocar um anjo na terra, há principio esse anjo não encontrou o garoto porque a história dela tava meio conturbada do outro lado do mundo, mas logo ele deu um jeitinho pra que o anjo e o garoto se encontrassem. O garoto não ligou muito pro anjo e achou ser só uma pessoa comum, com o passar do tempo tudo foi mudando e, bom, o garoto se apaixonou, não queria de jeito nenhum fazer aquele anjo sofrer e mudou, mudou completamente. Uma mudança boa, muito boa pra ele. Com isso, Deus deve estar sorrindo com ar de missão cumprida lá de cima, pois o garoto aprendeu o que nunca pensou aprender...” Ela ouvia a tudo com os olhos cheios de lágrimas e os meus estavam do mesmo jeito. Depositei um beijo em sua testa e prossegui. “... Aprendeu o sentido do tão falado amor correspondido, aprendeu que quando se ama o suficiente é pouco, o significado de um ‘eu te amo’ verdadeiro, o valor de uma nova vida... E que tudo na vida tem uma consequência e a minha consequência é te amar.” Olhei pro alto pra que as lágrimas não escorressem. “Agradeço todos os dias por eu ser o garoto e você ser meu anjo, eu te amo. E... essa é nossa história.”
Ela se virou pra mim e colocou uma das mãos no meu rosto, secando com o polegar a lágrima que escorreu. “E-eu to sem palavras como sempre...”
“Não quero que diga nada, meu anjo, só me dá um beijo e aquele sorriso lindo.”
Ela me beijou e sorrimos entre o beijo. Aproveitamos por mais um tempinho, mas resolvemos ir, já estava escurecendo e a Kath precisava de nós. Logo nossos pais ficariam preocupados, principalmente por não saberem se eu tinha achado ela. Pra subirmos de volta foi um grande sacrifício pelos joelhos dela, mas no fim estávamos no carro.
“Tem algo pra fazer um curativo no meu joelho lá em casa?”
“Não sei, por via das dúvidas, vamos comprar na farmácia.” Comecei a dirigir. “Amor, liga lá pra casa pra avisar que eu te achei antes que a polícia venha atrás de nós.” Ri.
~POV Manuela Albuquerque~
Liguei pra tia Angie e ela quase teve um filho por telefone de tão desesperada por não termos chegado ainda, Cody estava indo um pouco rápido pra chegarmos mais rápido em casa, passamos na primeira farmácia que encontramos e ele comprou as coisas necessárias pro curativo. No carro mesmo eu fiz o curativo. Entramos em casa e meus pais já estavam lá também. Fomos rodeados de perguntas logo que abrimos a porta. Expliquei tudo pra eles e eu estava morrendo de fome há essa hora.
“Amor, prepara alguma coisa pra eu comer enquanto eu dou banho na Kath?”
“Claro.” Ele beijou meu rosto e foi até a cozinha.
Nossos pais subiram junto e nossos irmãos também, o quarto ficou bem cheio. Acabou que minha mãe e tia Angie que deram banho nela de tanto insistirem. Depois de amamentá-la, Cody me entregou meu lanche. Todos eles desceram e só Alli ficou no quarto.
“Ta melhor agora, cunhada?”
Coloquei a pequena deitada na cama, como a rotina dela era mamar e dormir, já estava dormindo, e me ajeitei na cama. “É, to sim.”
“Onde você tava?”
“No...” Lembrei que ninguém sabia do lugar. “Em algum lugar por aí.” Ri.
“Poxa, não vai me contar?”
“Não, desculpa, mas é segredo meu e do seu irmão.”
Ela fez beicinho. “Poxa... Mas eu pensei besteira agora.” Riu maliciosa.
“Não é nada do que você ta pensando, maliciosa, eu ainda estou em recuperação, esqueceu?”
“Mas se não tivesse eu saberia onde vocês estavam.”
“Chega desse assunto.”
Nós duas começamos a rir e Cody não entendeu nada ao entrar no quarto.
“Porque estão rindo desse jeito?” Sentou na cama com cuidado pra não acordar Kath.
“Sua irmã é uma maliciosa.”
“Minha irmãzinha?”
“Sua namorada que dá a entender as coisas erradas.”
“Okay, oficialmente, eu não estou entendo nada.” Riu.
“Esquece.” Dissemos juntas.
[...] 3 da manhã estava acordada com Kath chorando, a levei pro nosso quarto e Cody já estava acordado também, ele ligou a tv, deixando sem volume e ficou me olhando tentando a fazer dormir. Depois de amamentar ela novamente, ela dormiu.
“Deixa ela aqui.” Ele disse após desligar a tv.
Fechei a porta e a coloquei no meio da cama, me deitando do outro lado. “Espero que ela não acorde, amanhã você tem aula, precisa descansar.”
“Tava pensando em...”
Interrompi. “Não, você já faltou hoje.”
“Okay mamãe.” Ele revirou os olhos e riu.
“Boa noite.” Dei um selinho nele.
“Boa noite, princesa.” Retribuiu o selinho.
~~~~~~~~~~~
Bom, meninas, estamos quase chegando na reta final da fic e prometo muitas emoções hahahhahhahaa, eu tava inspirada pra escrever coisas fofas (não sei se ficou bom, maaaaas...) comentem com o que acharam do capítulo, okay? Quanto mais comentários maior e mais rápido o próximo capítulo (: Ah, bem-vinda leitora nova, espero que esteja gostando, se quiser deixa seu twitter e eu aviso quando postar o próximo <3 xoxo


sábado, 13 de outubro de 2012

Capítulo 79



Na rua de casa nos olhamos e começamos a rir descontroladamente do nada.
“Parecemos loucos.” Ela disse.
“Não parecemos, nós somos, princesa.” Troquei o violão de mão pra que pudesse abraçar ela.
“Tia Angie vai nos matar.”
“Pelo menos uma bronca vamos levar, se ela tiver de bom humor só isso.”
Encaramos a porta e, então, toquei a campainha. Já estava tudo apagado, mas não tínhamos levado as chaves. Lá de baixo ouvimos a pequena acordar com o barulho da campainha e em seguida as luzes se acenderam. Meu pai abriu a porta com a maior cara de sono e susto. Rimos mais ainda.

“Entrem logo.” Ele respirou fundo por ver que éramos nós.
“Calma, pai, respira.”
“Estão achando engraçado, né?” Ele segurou pra não rir enquanto fechava a porta.
“Só um pouquinho, sogrão.”
“Vocês acordaram a bebê e tão molhando a casa toda. Vou dar uma de Angie agora, já pra cima e depois não quero ver um pingo de água aqui no chão.” Imitou a voz da minha mãe.
“Eu to ouvindo, Brad!” Ela disse enquanto descia com Kath no colo. “Mas é isso mesmo, já pra cima e sequem o chão depois. Fico com a Kath até vocês se secarem ou passam resfriado pra ela.” Sentou no sofá.
Ainda rindo, nós subimos pro quarto, tomamos um banho e colocamos uma roupa quente, eu fui buscar a Kath e minha mãe já tinha nos livrado de secar o chão. Voltei pro quarto com ela, Manu a amamentou.
“Posso tentar fazer ela dormir?”
“Claro.” Me passou ela.
Enquanto a balançava cantei uma música bem calminha e ela logo dormiu, a coloquei em seu quarto e voltei pro nosso.
“Foi bem, geralmente, ela demora pra dormir.”
“Pai é pai, né amor?” Ri e me deitei ao lado dela.
“Vamos precisar do senhor pai todos os dias.”
“Senhor pai às suas ordens, senhorita.” Fiz uma voz daquelas de narradores de radio de antigamente, mas um pouco mais grossa.
“Mô?”
“Oi?”
“Eu te amo.”
“Eu te amo.”
Ficamos nos beijando por um tempo e depois fomos dormir, perdi a hora no outro dia e nós resolvemos dar uma volta com Kath até a praça, perto da hora do almoço.
~POV Manuela Albuquerque~
Fui comprar sorvetes pra nós porque o calor estava imenso. Enquanto pagava, escutei alguém me chamar e em seguida abraçar minha cintura, eu conheci essa voz.
“Eu tava com saudades, irmã.”
“Eu também, Laura... Nem foi mais me ver.”
“Mamãe disse que não era pra eu ir e também, só agora, que nosso irmão se recuperou.”
“Hãm? O que ele tinha?”
“Eu não sei direito, ouvi a mamãe e o papai dizendo que não sei qual bebê nem deveria nascer e depois disso o Luiz ficou mal e quase morreu... O Gustavo falou que foi porque eles não deveriam ter dito isso.”
“E agora ele ta melhor?”
“Ta sim, há duas semanas ele saiu do hospital.”
“Oi.” Gustavo se aproximou e me cumprimentou. Já conhecia ele há desde que havia se mudado pra cá, mas nós não tínhamos qualquer intimidade, muito menos amizade. “Vamos pra casa, Laura?”
“Eu quero ficar mais com minha irmã.”
“Mas...”
“Por favor, levo ela depois.”
“Okay... Não muito tarde porque nós vamos sair.”
“Tudo bem, é só por um tempo.”
Ele se despediu e seguiu seu caminho, comprei um sorvete pra Laura.
“Vou te apresentar uma pessoa.” Disse enquanto andávamos em direção a onde o Cody estava, mas ainda estávamos um pouquinho longe do banco.
“Quem? Você terminou com seu namorado e agora tem outro? Eu gostava dele...” Ela disse enquanto abria o sorvete.
Ri. “Não, nós estamos muito bem, é outra pessoa.”
Ao chegarmos no banco ela estranhou ter um bebê no colo do Cody.
“Oi cunhado.” Cumprimentou ele.
“Oi baixinha.”
“É sua irmãzinha?” Apontou pra Kath e sentou na ponta do banco, me dando espaço pra sentar ao lado do Cody.
Cody riu. “Não, ela é a nossa filha.”
“Isso é sério?”
“É sim, Laura. Ela que eu ia te apresentar, é a Katheryn.” Sorri.
“Ela é linda.” Os olhinhos dela brilharam. “Mas é por isso que a mamãe não deixava eu ir te ver?”
“Não sei, pode ser que sim...” Peguei a Kath do colo do Cody, pra que ele pudesse atender seu Iphone, que tocava e acordou ela.
“Desculpa, pequena.” Ele sussurrou ao atender e beijou a testa dela.
Depois de desligar ele começou a rir.
“Posso saber do que o senhor esta rindo?”
“Sua sogra é muito protetora, e ta falando pra gente ir pra casa.”
“Vou concordar com ela, porque o vento ta começando a ficar frio... Pode chover como ontem à noite.”
“Eu posso ir com vocês, né?” Laura perguntou.
“Claro que pode, baixinha.” Olhou pro relógio. “Logo o Tom e o Gabe chegam da escola e, provavelmente, eles vão lá pra casa.”
Fomos lá pra casa e Alli já estava lá.
“Até que em fim, achei que tinha sumido com a minha sobrinha.”
“Dramática!” Eu ri.
“Não sou dramática.” Cumprimentou a Laura. “Oi Laura.” Sorriu.
“Oi, Alli!”
“Tem gente lá em cima que vai adorar te ver, quer dizer, duas gentes.” Ela riu.
Laura corou.
“Para de deixar a menina com vergonha, Alli!”
“Desculpa gente... Mas é sério, Laura.”
“Okay... Vou dar um oi pra eles. Licença.” Subiu.
“Seus pais deixaram ela vir?” Alli perguntou ao pegar Kath do carrinho e nós sentamos no sofá.
“Não exatamente... Ela tava com meu irmão. Cara, sabiam que o Luiz quase morreu?”
“Hãm?” Os dois arregalaram os olhos.
“É, não entendi bem...”
~POV Cody Simpson~
“Deve ser pra aprenderem a nunca mais pedirem uma coisa daquelas.”
“Alli!”
“Hãm? Que coisa?”
“Nada, a Alli fala de mais.”
“Agora me falem, eu quero saber.”
“Você ainda não falou pra ela, Cody?”
“Não, eu disse que não era pra falar!”
“Falar o que? Dá pra vocês me falarem ou ta difícil?”
“É, não temos que fazer o almoço? Os meninos devem estar com fome.”
“---, me fala logo!”
“Eu faço o almoço, vai lá falar com ela.” Alli me entregou a Kath.
“Obrigado por nada, Alli.”
“Ela tem que saber.”
Subimos pro nosso quarto e eu enrolei bastante antes de falar. Fiz a Kath dormir, liguei a tv, arrumei umas coisas, liguei pro Jake pra pedir a lição, tentei falar de outro assunto...
“Cody! Para de enrolar e me fala.”
“O ALMOÇO TA PRONTO!” Alli gritou lá de baixo.
“Vamos almoçar, você deve estar com fome.” Levantei.
“Não, não estou.” Me puxou pra sentar de novo. “Me fala e depois você vai almoçar.”
“Deixa isso pra lá, já passou...”
“Não. Me fala antes que você vá passar a noite no sofá hoje.”
“Hãm?” Ri.
“É isso aí e eu não to brincando!”
“Você não vai desistir, amor?” Suspirei e passei uma das mãos pra ajeitar o cabelo.
Ela negou com um meneio de cabeça.
“Okay... Sabe quando voltamos de viagem? Acho que nesse dia seus pais biológicos descobriram que você tava grávida, porque eles vieram falar comigo...”
Ela me interrompeu. “Falar com você? O que eles disseram?”
“Posso acabar?” Ela se calou e eu tomei continuidade. “Eles disseram pra eu te afastar da Kath, fazer com que você não quisesse cuidar dela, ou então que eu sumisse com ela... Não queria te contar pra que não ficasse com raiva deles e pra não te deixar preocupada.”
Os olhos dela estavam cheios de lágrimas e ela levou as mãos à boca. “Como eles podem pedir isso?” Mirou o chão e as lágrimas rolaram.
A abracei. “Viu porque eu não queria te falar nada?” Limpei suas lágrimas. “Isso já passou, eles aprenderam a lição, não chora.”
“Mas é a nossa filha, Cody, e eles são meus pais... De um jeito ou de outro ela é neta deles...”
Peguei a Kath do carrinho e voltei pra cama. “Olha aqui, amor, ela ta com a gente e é isso que importa, não é?”
Ela assentiu e limpou as lágrimas com a costa da mão. “Mas eu vou esclarecer isso com eles quando for levar a Laura.”
“Não, você não vai esclarecer nada. Eu levo a Laura.”
“Sim, eu vou, e quero ver você me impedir.” Levantou. “Leva a Kath que eu levo o carrinho.”
Descemos, os quatro já estavam almoçando. Coloquei a Kath no carrinho e sentei ao lado da Manu. Depois do almoço, Jake trouxe a lição pra gente copiar e, quando acabamos, Laura pediu pra ir embora. Tentei convencer a Manu de me deixar levar ela sozinho, mas ela não quis, nem pensou na possibilidade... A pequena ficou com minha mãe, porque não iríamos demorar, pelo menos achávamos. Ela tocou a campainha e eu estava mais nervoso do que ela própria. Gustavo quem abriu.
“Obrigado por trazer ela.”
“De nada... É, Luiza e Fernando estão?”
“Lá em cima, quer que eu chame?”
“Se incomoda se nós entrarmos?”
“Não, entrem.” Abriu espaço e nós entramos.
“Tchau, irmã, vou tomar um banho pra sair.” Laura se despediu dela, depois de mim e subiu.
“Vou chamar eles, okay?” Gustavo disse após fechar a porta e em seguida subiu.
“Você tem certeza de que quer falar com eles?” Perguntei na esperança da resposta ser não.
“Tenho certeza, certeza absoluta.” Ela disse firme, mirando as escadas.
“Mas, Manu...”
“Sem ‘mas’, Cody.”
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Ooooi meninas, bom, o que esperam dessa conversa? Comentem e eu continuo! Desculpem a demora. (: xoxo