terça-feira, 23 de outubro de 2012

Capítulo 83

“Bom, o acidente não foi nada simples, ele esta respirando com ajuda de aparelhos e teve um traumatismo, não sabemos ainda a intensidade.”
“E quais serão os traumas?”
“Como eu disse, não sabemos, só conseguiremos saber a intensidade e os traumas quando ele acordar.”

“Quais podem ser?” Limpei minhas lágrimas com a costa da mão.

“Perda de algum movimento, dores de cabeça, convulsões, amnésia ou pode ser que ele não tenha nenhum trauma, isso vai de paciente pra paciente, como ele é jovem pode se recuperar melhor e mais rápido.” Fez uma pausa rápida. “Para a recuperação dele, eu vou precisar da família e amigos, ele está em coma, mas pode ouvir vocês, então terão que dar apoio pra ele, conversarem como se ele estivesse conseguindo responder, vai ajudar. Passem toda a positividade possível pra ele, nunca digam que sentem pena ou algo sim, entenderam?”
Assentimos.
“Podemos ver ele?”
“Podem, no máximo dois de cada vez.”
Coloque pra tocar antes de continuar lendo! (cliqueaqui)
Angie e Brad foram primeiro, Alli e Jake depois. Kath já estava impaciente por não saber onde Cody estava, pedi pra que ela ficasse com a vó enquanto eu ia ver se ela poderia entrar, na verdade, eu estava indo vê-lo. Parei em frente à porta e a encarei por segundos, tentando desvendar o que me esperava. Criei coragem e a abri, lágrimas rolaram por minha face ainda com mais frequência, uma dor enorme tomou meu coração. Me sentei na poltrona ao lado da cama e acariciei seus cabelos de leve, se eu pudesse, trocaria de lugar com ele sem pensar duas vezes. O pouco tempo que ele estava aqui já me parecia uma eternidade, sentia falta da voz dele, do sorriso, daqueles olhos verdes me olhando, sentia falta de tudo... Precisava dele bem e comigo de novo, mas ele estava tão frágil ali deitado imóvel em minha frente. Pedi mentalmente que Deus desse forças pra que ele se recuperasse sem nenhum trauma. Sequei minhas lágrimas e peguei na mão dele.
“Bom dia, amor... Ta conseguindo me ouvir?” Eu ainda acariciava os cabelos dele. “Você vai ficar bem, viu? Logo vai voltar pra mim, pra nossa pequena... Você é forte, confia nisso.” Limpei as lágrimas novamente. “Lembra de quando era eu que estava no hospital e você ficou todo o tempo comigo? Eu vou fazer o mesmo agora, estarei o tempo todo aqui cuidando de você e rezando pra você acordar logo. Eu te amo e sempre vou amar, guarda isso pra sempre.”
Fiquei por bastante tempo lá, apenas segurando a mão dele e acariciando seus cabelos, minha mente estava longe daqui...
~Flashback 1~
Limpou minhas lágrimas. “Para de chorar, isso me machuca muito...”
“Desculpa meu am... Cody...” Passei a mão pelo rosto.
Cody sorriu bobo. “Ia me chamar de meu amor?”
“Não, é que eu me atrapalhei...”
“Eu finjo acreditar em você desta vez, okay?”
Ri sem graça. “Mas é verdade.”
(Diga-me que você abrirá seus olhos)

~Flashback 2~
“Posso te dar uma coisa?”
“O que?”
“Fecha os olhos.”
“Ai meu Deus!” Fechei os olhos.
Ele me beijou e ao fim me abraçou. “Eu te amo.” Sussurrou enquanto olhava nos meus olhos.
(Pegue minha mão e entrelace seus dedos nos meus, nós sairemos deste quarto escuro pela última vez)

~Flashback 3~
Estava sentada na areia e Cody no meu colo. Tinham poucas pessoas nessa parte da praia, a maioria casais. Cody sentou também e me abraçou de lado.
“Ta vendo aquele casal ali?” Ele apontou pra um casal de velhinhos abraçados em um banco.
“Aham, que fofos.” Encostei a cabeça na dele.
“Nós vamos ser como eles, pra vida toda.” Sorriu.
(Eu quero tanto abrir seus olhos, porque preciso que você olhe nos meus)

~Flashback 4~
“Você conseguiu, princesa, trouxe nossa pequena ao mundo.” Sussurrou em meu ouvido e eu sorri, ele me deu um selinho em seguida.
“Nós conseguimos, obrigada por estar comigo e me desculpa pela mão.”
“Eu queria que você dividisse esse momento comigo. Ah, e tudo bem pela mão.” Riu.
A doutora enrolou Kath em uma toalha e a colocou no colo meu colo. Lágrimas escorreram por nossos rostos, nenhum de nós conseguia dizer nada.
(Diga-me que você abrirá seus olhos)

Ele permaneceu assim por duas semanas, minha rotina era a mesma de todos os dias, do hospital pra casa, de casa pro hospital... Ele tinha tido a primeira reação há dois dias, tinha apertado minha mão e isso foi uma grande conquista pra mim, aos poucos ele estava se recuperando. Revezava as noites e dias lá com tia Angie e tio Brad, pois eu precisava ficar um tempo com Kath, mas não teve um só dia que eu não tenha passado pelo menos meia hora lá. Mais um dia, eu estava me preparando pra ir até o hospital, hoje não tinha ninguém lá, porque tia Angie tinha passado mal e então vindo pra casa. Tomei café com eles e a pequena veio com as perguntas frequentes de toda a manhã.
“Mamãe, eu posso ir com você?”
“Não, meu amor, a vovó Marie falou pra você ficar com ela hoje.”
“Okay... Mas, eu queria ver meu papai.”
“Você ainda não pode ir, logo vai poder, eu prometo.” A peguei no colo e beijei seu rosto.
“Eu sinto falta dele...” Seus olhinhos se encheram de lágrimas.
“Tenho certeza de que ele também sente sua falta, logo ele vai acordar.”
“Porque ele não pode dormir rapidinho que nem a gente?”
“Porque ele ta dodói.”
Me despedi de Angie e Brad e peguei minha bolsa, deixei Kath na casa dos meus pais e voltei pra casa pra pegar meu carro, quando estava saindo com ele, vi Alli e Jake. Eles disseram que estavam indo pro hospital também, então fomos juntos.
~POV Hailey Baldwin~
“Como podem ter sido tão estúpidos a ponto de prepararem o plano por quase 5 anos e ter dado errado?”
“Os sequestradores foram presos, não tivemos culpa.”
“Sim, tiveram! E ainda por cima, era pra eu ter o Cody de voltar e agora ele ta entre a vida e a morte. Espero que saibam que a policia, uma hora ou outra,vai conseguir com que eles falem sobre nós e eu já vou estar bem longe daqui.”
“Eles não vão falar!”
“Paguem pra ver, adeus!” Peguei minhas malas.
“Vai desistir do Cody?”
“Vou, Harry, deveria fazer o mesmo com a Manu, eles se amam e a gente não vai mudar isso nunca, não percebeu ainda?”
Ele abaixou a cabeça.
“Não vai concordar, vai Harry?”

“Vou, e estou indo com a Hailey pra onde ela for, não vale a pena ficar aqui...”

“Vocês dois são ridículos!”
~POV Manuela Albuquerque~
Chegamos no hospital, mas não nos deixaram entrar não sei porque...
Sentei com eles na sala de espera, batia meus pés constantemente, eu estava nervosa por não poder vê-lo...
“Para, Manu, ta me deixando nervoso.”
“Mas, Jake, eu to preocupada por não terem nos deixado entrar.”
“Vai ver só estão fazendo exames de rotina, cunhada, calma.”
Jake se levantou, pegou um copo de água e voltou. “Bebe pra se acalmar.” Me entregou o copo.
“Obrigada.” Bebi a água enrolando um pouco pra ver se me acalmava.
O doutor veio sorrindo do corredor, eu estranhei isso... Fui até lá e Jake e Alli me seguiram.
“Doutor, como o Cody ta? Porque não podemos ver ele?”
“Se acalma.” Sorriu novamente. “Ele está bem e vão gostar de saber que estávamos fazendo alguns exames porque...”
“Porque?” Perguntamos em coro.
“Porque ele acordou.”
“Isso é sério? Nós podemos vê-lo?” Alli perguntou por mim, já que eu estava sem fala.
“Podem vê-lo, mas sem muitos exageros com ele, por favor, ele acordou não tem nem uma hora.”
Fomos até o quarto e entramos, eu paralisei ao lado da cama, ele estava mesmo acordado, não dava pra acreditar... Alli se paralisou também e Jake abraçou ele.
“E ae, broh? Ta com a gente de novo, heim?” Ele secou rapidamente a lágrima que escorreu.
“Há quanto tempo eu to assim, Jake?”
“Duas semanas.”
Cody olhou pra mim e pra Alli, ele parecia confuso, eu não entendi isso...
“E elas?”
“É, meu, não vão abraçar ele?”
“Não é isso... Quem são?”
Um nó fechou minha garganta... Tinha ouvido isso mesmo? Jake olhou pra nós e depois voltou o olhar pra ele.
“Você não se lembra?”

“Não... Quer dizer, não sei... Minha cabeça ta confusa.” Ele se ajeitou na cama.

Alli continuou estática, mas estava chorando. Minha única reação foi ir em direção à porta, saí do quarto e parei no meio do corredor, minhas lágrimas acabaram rolando.
“Manu...” Jake estava atrás de mim. “Ele não tem culpa.”
“Eu sei, Jake, mas eu não estava preparada psicologicamente.”
Ele me abraçou. “Se acalma, ele vai lembrar e pode ser só um esquecimento momentâneo.”
O doutor veio do fim do corredor. “O que aconteceu?”

“Doutor, seria possível ele lembrar de algumas pessoas e outras não?” Jake perguntou.

“Sim, é como uma amnésia, isso aconteceu?”

“Aconteceu...”

“Aos poucos ele vai lembrar, mas teremos que fazer alguns exames com isso... A irmã dele está no quarto?”
Alli saiu do quarto.
“Não mais...” O doutor mesmo respondeu. “Vou fazer os exames que são necessários, dou notícia pra vocês depois.”
Jake levou eu e Alli pra sala de espera, nós duas nos abraçamos e choramos juntas.
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Oi meninas, postado! Comentem e eu continuo, deem opiniões, por favor... Estamos na reta final e gostaria da opinião de cada uma de vocês, então comentem. xoxo



domingo, 21 de outubro de 2012

Capítulo 82



Daí em diante percebi que meu sonho estava acontecendo e Jake tinha levado esse tiro por mim, Alli se abaixou ao lado dele desesperada, meu coração estava quase saindo pela boca e eu tentava me soltar pra poder ver como ele estava, mas o cara era muito mais forte do que eu.
~POV Cody Simpson~
Cheguei em casa com meu pai, nosso chefe tinha deixado que pegássemos essa semana pra ficarmos nas buscas e tudo mais. O telefone tocou logo que entramos, novamente, eu corri pra atender.
~Ligação Onn~
“Alô?”
“Por favor, uma ambulância pro galpão no fim da estrada.”
“Hãm? Alli?”
“Galpão no fim da estrada.” Ela repetiu. “Vem logo!”
~Ligação Off~
Peguei as chaves do carro da mão do meu pai, ele me perguntou se era Alli e me seguiu até o carro, mas o convenci a ficar, dizendo que dava noticias depois. Saí com o carro antes que ele mudasse de ideia e me seguisse. Me aproximando do local, vi que tinham três carros parados, em um deles o motorista estava entrando e tinham três pessoas no banco de trás e uma delas era a Manu, eu não podia acreditar nisso.
~POV Manuela Albuquerque~
Eles não eram muito espertos, percebi isso quando pedi pra ficar até a ambulância chegar e eles, meio que, concordaram. Alli ligou duas vezes pra lá e eu não entendi o porquê... Como já estávamos esperando há um tempo, eles não quiseram esperar mais. Jake estava consciente o tempo que ficamos lá, isso me deixou mais calma. Notei que um carro estava nos seguindo e também notei que era o carro do tio Brad, Cody estava dirigindo. Mas como ele tinha chegado aqui? Fiquei olhando pra trás e um dos caras que estava ao meu lado olhou também.
“Quem ta seguindo a gente?”
“E-eu não sei...”
“É o seu namorado, não é?” ... “FALA!”
“É...”
“Então você vai mandar ele parar ou vai ser pior pra ele.”
“Não façam nada com ele, vocês querem a mim, não é? Deixem ele fora disso.”
“Desde que ele pare de nos seguir pode ser que não aconteça nada, manda ele parar agora.”
“Como?”
“Ligando, tem celular pra que, garota?”
Okay, eles não eram mesmo espertos. Peguei meu celular e disquei pro Cody.
~Ligação Onn~
“Amor, eu acabei de ligar pra policia, eles vão te tirar daí.”
“Cody, para de seguir a gente, por favor.”
“Não, não vou parar.”
“Eles disseram que se não parar vai ser pior.” Pausei. “Volta pro galpão e ajuda Alli e Jake.”
“O que aconteceu?”
“Volta e vê, só para de seguir.”
Me pediram pra que desligasse logo e parasse de enrolar.
“Manu, eu não vou parar.”
“Sim, você vai.”
Nós dois já estávamos chorando.
“Eu não quero te perder.”

“Você não vai, eu espero.”
“Eu te amo, te amo muito, mas não vou parar de seguir, não posso te deixar.”

“Eu te amo demais, cuida da nossa pequena por mim.”
~Ligação Off~
Quase voei quando eles não viram a curva,por estarem prestando atenção na minha conversa,e viraram o volante bruscamente. Depois disso, não vi mais o Cody. Ouvi ao longe as sirenes de polícia e os caras tremeram, estavam passando poucos carros na estrada e com certeza nós seriamos parados por eles.
“Solta ela e a gente continua, se formos pegos não vamos receber nada, pelo menos já temos metade do dinheiro.”
“E não ficaremos atrás das grades por sei lá quantos anos.”
Eles dirigiram por mais algum tempo, as sirenes ficavam cada vez mais próximas, eles tiraram as toucas e me deixaram tonta com uma coronhada na cabeça, me tiraram do carro em seguida. Eles foram ainda mais rápidos pra se afastarem de onde eu estava. As sirenes pararam, passaram duas ambulâncias em direção ao galpão e alguns carros de policia também, o último parou e um policial veio até mim.
“Esta tudo bem?” Ele me ajudou a levantar.
Assenti. “Só estou um pouco tonta.”
“Os caras que te pegaram acabam de ser detidos. Quer ir pra um hospital?”
“Não, eu estou bem, só me levem pra onde estão indo?”
“Estamos indo ver o que aconteceu em frente.”
“Tudo bem, me deixem lá.”
“Não, nós te levamos pra sua casa, senhorita.”
Do carro liguei pra Alli, ela me disse que estava à caminho do hospital com Jake e ele estava fora de perigo, porque a bala tinha pegado só de raspão. Perguntei se ela tinha falado com Cody, ela disse que não e isso me preocupou. Liguei pro número dele e ninguém atendeu. Os policiais pararam perto da curva, onde tinham outros carros de policia, as duas ambulâncias e muita gente. Desci com eles e tentei ver o que tinha acontecido pela barreira, não conseguia ver nada além de alguns paramédicos, pois as pessoas que estavam na minha frente não me deixavam passar. Fui até um dos policiais.
“O que aconteceu?”
“Um acidente, parece que o carro caiu da curva em alta velocidade.”
Um arrepio me subiu pelo corpo todo, os paramédicos começaram a subir com dificuldade por carregarem uma maca. Me aproximei deles quando subiram. Perdi meu chão, eu não podia estar vendo isso... Poucos minutos atrás eu e ele estávamos nos falando e agora ele estava assim? Eu não queria nem podia pensar em perdê-lo. Tentei me aproximar da ambulância, mas o policial me barrou.
“Não pode ir.”
“Sou namorada dele e tenho direito de ir na ambulância, não vai ser você que vai me barrar.”
Ele me deixou passar, estava desesperada e me joguei ao lado da maca, que estava no chão.
“Meu amor, vai ficar tudo bem.” Beijei a testa dele. “Não me deixa.”
O rosto dele estava totalmente ensanguentado, eu nunca esperava vê-lo nesse estado...
“Se afaste, senhorita. Vamos colocá-lo na ambulância.”
Colocaram aquele colete cervical no pescoço dele e o colocaram na ambulância.
“Moço, eu posso ir pro hospital com ele?”
“É da família?”
“Moramos juntos, sou namorada dele.”
“Tudo bem, pode entrar.”
Na ambulância, os médicos tentavam o reanimar a todo custo, mas não estava adiantando... Meu choro aumentou com a hipótese de perdê-lo, rezei por diversas vezes e algo deu resultado, o coração dele voltou, mas estava com poucos batimentos por minuto, ele perdia cada vez mais sangue. Antes, ele estava com medo de me perder e agora o medo era meu. Chegamos no hospital, os médicos o conduziram pra um lugar onde eu não pude entrar, me pediram pra que avisasse a família dele após fazer a ficha. Tomei coragem pra ligar, fiz o possível pra parar de chorar.
~Ligação Onn~
“Alô?”
“Tia Angie?”
“Manu, já estava preocupada, Alli acabou de me ligar.”
“Ela e Jake estão bem?”
“Sim, os sequestradores foram presos, ficou sabendo.” Pausou. “Mas, o que me preocupa é o Cody ter saído depois de ter falado com a Alli, pelo que pareceu, e não voltou nem deu notícias.”

“É sobre isso que eu preciso falar...” Suspirei.

“Você sabe dele?”
“Sei...”
“Onde ele ta, Manu?”
“Tia, a culpa foi minha... Eu distraí ele no telefone.” Voltei a chorar.
“Está me deixando preocupada, me diz o que aconteceu.”
“Ele... Ele sofreu um acidente enquanto seguia o carro em que os sequestradores me levavam.”
“Me-meu filho não!” Ela começou a chorar comigo. “Eu vou pra aí com o Brad, sabe me dizer como ele está?”
“Não, chegamos quase agora aqui.”
“E onde estão?”
“No hospital que o convênio cobre.”
“Teremos que levar a Kath também.”
“Tudo bem.”
“Chegamos aí em pouco tempo.”
~Ligação Off~
[...] Eles acabavam de chegar, desesperados, Kath dormia no colo do Brad. Meus olhos já estavam ardendo de tanto chorar.
“Já teve noticias, Manu?”
“Não tio, não me deixaram ver ele.”
“Eu avisei mais ou menos pra Alli e quando acabarem os pontos do Jake eles vem pra cá.” Tia Angie me abraçou. “Fica calma, querida, ele vai ficar bem, sei que vai.”
“Ele é forte.” Tio Brad sorriu de lado.
Ficamos sentados na sala de espera do hospital, até que um médico veio falar conosco.
“Família de Cody Simpson?”
Levantamos e fomos até ele.
"Como o Cody ta?"
Minha aflição aumentou pensando no que ele diria.
"O senhor Simpson entrou em coma profundo, eu sinto muito..."
Com a noticia, minhas pernas bambearam e eu cai na cadeira atrás de mim. Tio Brad foi o único que permaneceu de pé, mas com lágrimas inundando seus olhos. Abracei tia Angie e nós choramos juntas, ele se juntou a nós depois de colocar Kath deitada em uma poltrona. Alli e Jake chegaram, Alli já estava chorando e, ao nos ver daquele jeito, só chorou mais.
"O que aconteceu?" Jake perguntou e uma lágrima acabou escorrendo.
"O Cody ta em coma profundo, o doutor só nos disse isso." Tio Brad explicou.
Alli empalideceu e caiu na cadeira a meu lado. O semblante de Jake se desfez por completo, ele e Cody praticamente cresceram juntos. O silêncio ficou por um bom tempo entre nós, mas foi interrompido quando a pequena acordou.
"Mamãe? Cadê você?" Ela sentou assustada.
Fui até ela. "Mamãe ta aqui, meu amor."
"Aonde a gente ta?" Olhou ao redor.
Nota:
"Dorme, amanhã a gente conversa."
"E meu tetê?" Achei que ela não lembraria, mas sempre tomava leite com chocolate antes de dormir.
"Eu pego pra ela na lanchonete." Jake beijou o rosto dela e levantou.
"E o papai?"
Olhei pra Alli e ela deu sinal positivo pra que eu falasse.
"O papai ficou dodói, por isso estamos aqui." Coloquei ela no meu colo.
"Nós vamos cuidar dele? E porque a vovó ta chorando?" Apontou pra Angie que estava em frente a nós com Brad.
"Porque ela ta preocupada com o papai e amanhã nós cuidaremos dele."
Jake logo chegou com o leite pra ela, ela tomou e eu a fiz dormir. Não pregamos os olhos durante a noite toda. De manhã o médico pediu pra Angie entrar pra falar com o médico, mas ela pediu pra que eu fosse com ela pra me acalmar. Entramos no consultório branco e monótono e sentamos nas duas cadeiras de frente pro doutor.
“Bom dia.”
“Bom dia...”
“Chamei vocês aqui pra poder explicar a situação do senhor Simpson.”
“E qual a situação, além do coma?”
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O que o doutor vai dizer sobre o Cody? Comentem bastante e eu continuo logo ♥ e já sabem, qualquer coisa mandem pelo meu twitter @MyAngelSimpson4 , Xoxo

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capítulo 81



[...] Desde os primeiros passinhos, as primeiras palavras –a primeira foi pro Cody e foi ‘papa’-, a primeira viagem com ela, o batizado, as quatro primeiras festinhas de aniversário... Em tudo o Cody estava comigo, isso me deixava bem e feliz, ele estava sendo ótimo e sempre presente em tudo. Ainda morávamos na casa dele, mas ele estava trabalhando com tio Brad, ficava meio período lá e eu trabalhava em casa, organizava uns trabalhos pro meu chefe e ia lá uma vez por semana pra ver o que ele queria que eu fizesse, era bem legal esse ponto, porque eu não podia deixar de trabalhar e nem deixar a responsabilidade de ficar com a pequena pra tia Angie ou pra minha mãe. Agora, Cody estava no trabalho, ele chegaria em pouco tempo, Kath já estava na janela o esperando. Fui até a poltrona em que ela estava.
“Cadê papai, mamãe?”
“Logo ele chega, pequena.”
“Logo quando?” Ela sentou no meu colo.
Pensei em algo. “Quando o almoço estiver pronto.”
“Vamos fazer almoço pra ele chegar?”
“A tia Alli e o tio Jake também logo chegam.”
“E o Gabe e o Tom?” Ela perguntou indo em direção à cozinha.
“Foram viajar com a vovó e o vovô, lembra?”
Ela me ‘ajudou’ a fazer o almoço e um pouquinho depois de terminarmos de fazer ele, ela ouviu Cody entrar com o carro na garagem e ficou em frente à porta da sala. Quando ele abriu a porta, ela foi correndo e pulou em seu colo, sorri com a cena.
“Papai!”
“Oi pequena!” Beijou o rosto dela demoradamente, enquanto fechava a porta.
Ela desceu do colo dele balançando os cabelos loiros e rindo. “Eu ajudei a mamãe a fazer o almoço.”
“Ah é? E o que temos de bom pra comer?” Veio até mim e me deu um selinho demorado. “Oi mô.”
“Oi amor.” Sorri.
“Tem carne, arroz, legumes e sobremesa, né mamãe?” Contou cada um dos itens nos dedos, o que nos fez rir.
Cody me abraçou por trás, apoiando o queixo no meu ombro. “Vamos esperar Alli e Jake ou vamos comer?”
“Vamos ver se eles não demoram ou quer comer, filha?”
“Não, eu espero.” Se jogou no sofá e ligou a tv num desenho.
Cody olhou sapeca pra ela no sofá e voltou a me olhar. “Saudades de você.”
“Mas a gente se vê todos os dias, amor.”
“Não entendeu, lerdinha?” Ele riu.
“Claro que eu entendi, só tava brincando, sem graça.”
“Eu não tava brincando, mas eu quero brincar.” Se aproximou de mim, mordendo o lábio inferior.
“Ta com fogo, é?”
“Só um pouquinho.” Riu.
“Mais tarde, ta?”
“Okay, eu aguento até mais tarde.”
Beijei ele e depois nós fomos pra sala. Esperamos por bastante tempo e nada de Alli e Jake, Kath já estava com fome e a minha e do Cody também já estava aparecendo. Almoçamos e só percebemos a hora quando tia Angie chegou. Depois do almoço, a pequena sempre ia dormir e essa seria nossa horinha vaga, subimos pro quarto, nos certificamos de que ela estava dormindo.
Quando tudo estava ficando quente entre nós, alguém bateu na porta. Cody levantou resmungando. Vesti minha blusa e continuei sentada na cama.
Jake parecia um pouco aflito quando entrou.
“Porque nos incomoda, Jake Thrupp?”

“Vocês sabem se a Alli sairia depois da faculdade?”
“Não, ela me disse que você buscaria ela e depois viriam pra cá para almoçarmos.”
“E viríamos, mas ela não estava na faculdade.”
“Como não?” Cody arregalou os olhos.
“Simplesmente não estava... As meninas disseram que ela não apareceu na aula hoje e isso ta me preocupando. O diretor de lá me mostrou a lista de presença de hoje e ela não assinou mesmo.”
“Pra onde a Alli foi, meninos?” Encaixei a cabeça no ombro do Cody.
~POV Cody Simpson~
Estava cada vez mais preocupado pela Alli não ter aparecido, nem estarmos conseguindo falar com ela... A noite foi caindo e nada, eu, meu pai e Jake já tínhamos rodado Gold Coast por todos os lados possíveis. Manu e minha mãe estavam em casa tentando contato pelo celular, nenhuma das amigas sabiam dela e nem tinham a visto no dia. Eu e Jake voltamos pra casa e meu pai foi até uma delegacia.  Kath não entendia muito bem o que estava acontecendo e nós não queríamos passar a história pra ela.
“Mamãe, não vamos jantar? To com fome.”
“Vamos sim, pequena. Vem comigo.” Levantou e estendeu a mão pra ela.
As duas foram pra cozinha e nós permanecemos nas mesmas posições na sala, sem dizermos uma só palavra... O barulho do telefone ecoou pela sala e eu pulei pra atender, na esperança de ser a Alli.
~Ligação Onn~
“Alô?” Atendi o menos desesperado que pude.
“Passa pra Manuela.” Não consegui identificar se era uma voz feminina ou masculina, provavelmente, estavam mudando a voz.
“Não vou passar pra Manuela se não me disser quem é.”
“Passa logo que é do seu interesse e do dela. Não vai querer que a loirinha se machuque, vai?”
“DESGRAÇADO! O que fez com a minha irmã?”
“Já disse que quero falar com a Manuela.”
“Fala comigo, porra, a Manu não ta aqui!”
“Então eu ligo outra hora.”
~Ligação Off~
Joguei o telefone no sofá e me sentei com as mãos entre o cabelo. O que eles queriam com a minha irmã e porque queriam falar somente com a Manu?
“O que eles disseram? O que fizeram com a Alli?” Minha mãe perguntou em meio às lágrimas.
“Não sei. Eles querem falar com a Manu.”
Ela veio da cozinha e pediu pra que minha mãe ficasse com a Kath lá.
“O que disseram? A Alli ta bem?”
Levantei e passei as mãos novamente pelo cabelo. “O que você tem a ver com as pessoas que pegaram minha irmã?”
“Eu? Como assim?”
“Pra saberem o seu nome te conhecem. O que tem a ver com isso tudo?” Alterei um pouco meu tom de voz.
“Você ta louco?”
“Não, não to louco!”
“Para, Cody! Você só pode estar louco mesmo, como poder estar acusando a sua namorada?”
“Você ta me acusando só por eles saberem meu nome? Alli é como uma irmã pra mim e você sabe disso, Simpson!”
“EU TE FIZ UMA PERGUNTA E QUERO UMA RESPOSTA!”
“VOCÊ TA SENDO RIDICULO! RIDICULO, CODY! EU NÃO TENHO NADA COM ISSO. NÃO ESPERAVA ISSO DE VOCÊ!”
“Nem eu, Cody.” Jake negou com a cabeça.
Respirei fundo. “Me fala de onde conhece eles.”
“COMO EU VOU SABER? SE SOUBESSE COM QUEM SUA IRMÃ TA EU NÃO ESTARIA AQUI PARADA!”
“NÃO GRITA COMIGO, PORRA.”
“VOCÊ QUE COMEÇOU A GRITAR E EU NÃO VOU TE OUVIR CALADA.”
De relance, nós olhamos pra cozinha e a pequena estava parada com lágrimas nos olhos. Manu me encarou.
“Ta vendo no que deu o que você começou?” Foi até ela e se abaixou.
“Vocês estavam brigando?”
“Não, filha, foi só uma conversa...”
“Não foi não, vocês não conversam assim.” Coçou os olhos pra se livrar das lágrimas.
“O papai ta um pouquinho nervoso, só isso.” Beijou a testa dela. “Fica calma, okay?”
Ela assentiu e veio até mim. “Porque ta nervoso, papai?”
“Por nada pequena, esquece isso.”
“E porque o titio ta triste?” Apontou pro Jake.
“Não to triste, Kath... Vem cá.” Deu duas batidinhas no colo e eu a coloquei no colo dele. “Okay, um pouquinho triste porque a tia Alli foi fazer uma viagem.”
“Porque a gente não foi?”
“Porque era da escola dela.”
Passei a noite em claro esperando o telefone da sala tocar de novo... Meu pai já tinha feito b.o e estavam à procura dela. Manu não quis dormir comigo e acabou dormindo com a Kath, durante minha noite em claro, também pensei no que tinha dito pra ela e eu estava fora de mim... A culpa não era dela, não tinha que ter descontado nada nela... Levantei bem cedo no outro dia, tinha que ir até meu trabalho pra avisar o porque não iria trabalhar esses dias, tenho certeza de que meu chefe entenderia, e meu pai também não iria, então foi comigo até lá.
~POV Alli Simpson~
Não dormi a noite, não sabia onde estava, as cordas estavam começando a me machucar e minha fome já estava dando sinais... Só conseguia chorar ali, porque eles estavam comigo?
“Bom dia, princesinha.” Um dos caras disse quando entrou no galpão.
Eu não conseguia ver seu rosto por ele usar uma touca que o cobria.
“Porque estão comigo? Me solta, por favor.” Minha voz estava quase falha de tanto ter chorado.
“Vou soltar se sua amiguinha aceitar vir no seu lugar.”

“Não! Porque querem a gente? Porque?”
“Não é ‘a gente’, queremos ela. Você é só uma isca.”
“Que seja, porque querem ela?”
“Isso já é outra história, que você não precisa saber. Chega de conversa, aqui não é nem um paraíso pra estarmos conversando.” Ele pegou um telefone no bolso e ligou pra alguém, indo pra mais longe de mim, mas ainda conseguia ouvi-lo. “Até que em fim falando com você... Calma, baixa o tom de voz comigo... Quer sua amiga de volta?... Não quero dinheiro, fique tranquila, esta disposta a qualquer coisa?...”
“NÃO, MANU! NÃO!”
Ele tirou uma arma da cintura e apontou pra mim. “Fica quieta se não quiser levar um desses da testa.”
Me calei e voltei a chorar. Eu não queria que a Manu viesse pra ficar no meu lugar, eu carregaria essa culpa pra sempre se algo acontecesse.
“...E então?...Boa garota, te quero em no máximo três horas no galpão do fim da estrada. Se não chegar pode dar adeus à loirinha, mas venha sem a polícia ou vai ser ainda pior, pode acontecer algo com outra pessoa, melhor, com duas outras pessoas.” Desligou e guardou o celular no bolso. “Bom sua amiga chegar, será uma pena ter que te matar...” Passou uma das mãos no meu rosto e eu chorei mais ainda. “Ou então o seu irmão e sua sobrinha, não seria nada legal isso, não é?”
~POV Manuela Albuquerque~
Fiquei um pouco em choque no sofá e senti as lágrimas escorrerem, mas eu estava decidida a ir. Sequei as lágrimas e subi, tia Angie estava brincando com Kath em seu quarto.
“Me deixa um minutinho com ela?”
“Claro, querida.” Sorriu e saiu do quarto.
“O que foi, mamãe?”
Me sentei na cama e a coloquei em meu colo. “Se importa de ficar um pouquinho com a vovó?”
Ela negou com a cabeça. “Não, nós estamos brincado. Você vai sair?”
“Vou...”
“Posso ir com você?”
“Não, pequena, eu vou demorar um pouquinho pra voltar, logo o papai chega e fica com você.”
Ela suspirou. “Tudo bem, mamãe.”
“Kath?”
Ela me olhou. “Oi?”
“Eu te amo muito.”
“Eu também te amo muito.”
Olhei pro teto pra que minhas lágrimas não rolassem novamente. “Não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar e cuidar de você, se lembra disso, okay?”
“Não chora.” Limpou uma lágrima que escorreu e me abraçou.
Beijei a testa dela. “Logo eu volto.” Levantei. “Vou falar pra vovó voltar pra brincar com você.” Fui até a porta e mandei um beijo pra ela, que retribuiu.
Passei no meu quarto e do Cody, peguei minha bolsa e as chaves do meu carro e desci.
“Tia, fica com a Kath um pouco? Tenho que sair.”
“Tudo bem, é alguma coisa relacionada à Alli?”
“Não, não é.” Menti.
“O que eu digo pro Cody quando ele chegar?”
“Nada, não precisa dizer nada. Logo eu volto.” Dei um pequeno sorriso.
Fui pra fora de casa e tirei meu carro da garagem. Parei de sair quando um carro parou atrás do meu.
“Aonde vai?” Ele perguntou ao sair do carro.
“Dar uma volta.”
“Não vou te deixar ir sozinha, vou tirar meu carro e vou com você.”
“Não precisa, eu não quero que vá comigo.”
“Você ta estranha, agora que não te deixo sozinha mesmo.”
Ele entrou no carro e quando saiu com ele de trás do meu, eu não pensei duas vezes, e continuei a dirigir, mas ele estava me seguindo. Eu não podia ir pra outro lugar pra tentar disfarçar, então continuei meu caminho.
[...] Desci do carro ao chegar no galpão e ele desceu do dele.
“O que veio fazer aqui? A Alli ta aqui?”
“Eu acho que sim, me mandaram vir aqui. Por favor, me deixa entrar sozinha.”
“É lógico que não.”
Antes que eu pudesse convencê-lo de não entrar, dois caras saíram de dentro do galpão, um me pegou pelo braço e outro pegou ele. Nos colocaram pra dentro e fecharam o portão, tinha mais um cara lá dentro e Alli estava amarrada. Ele foi até ela e o outro cara me segurou.
“Vejo que aceitou nossa proposta.”
“Agora solta ela.”
“Não, Manu!”
“Como assim proposta?” Ele perguntou. “O que vocês querem pra soltar a Alli?”
“Uma troca justa.”
“Não, Manu, você não pode ficar! Pensa na Kath.” Alli disse em meio às lágrimas.
“É nela mesmo que eu estou pensando, Alli.”
“Chega de conversa. Libera a menina aí.” Um outro cara falou.
Soltaram a Alli e o cara continuou me segurando. Ele abraçou Alli e depois veio até mim.
“Solta ela! Vocês não vão ficar com ela.”
“Me pediram ela viva ou morta.” O outro cara tirou a arma da cintura e apontou pra mim. “Você escolhe, deixa ela ir por bem ou por mal.”
Ele foi dar um soco no cara, mas o outro acertou ele com um soco. O cara que estava com a arma a engatilhou, apontando pra mim. Quando o cara ia atirar, ele pulou na minha frente e levou o tiro por mim. Daí em diante percebi que meu sonho estava acontecendo e...
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Ooooi meninas (: gostaram? e ai, quem levou o tiro? hahahahahahhaha, comentem por aqui ou mandem algo pro meu twitter @MyAngelSimpson4, quanto mais comentários mais rápido eu posto. Xoxo <3