terça-feira, 16 de outubro de 2012

Capítulo 80

Os dois desceram rapidamente e ficaram pálidos ao nos ver.
“O-o que fazem aqui?” Fernando perguntou parado ao lado de Luiza no segundo degrau.
“Saudades, mamãe e papai.” Ela sorriu irônica.
Cutuquei ela. “Não provoca.”
“Mamãe e papai? O que ta acontecendo?” Eles continuaram parados no mesmo degrau.
“”Nada. Só vim ver vocês e meu irmãozinho também, Laura me disse que ele estava doente... O que ele tinha?”
“Não sabemos direito, cada médico nos disse uma coisa.”
“Talvez tenha sido pra pagar a língua de vocês, não?”
...
“Me digam como puderam ser tão frios a ponto de pedirem pro Cody sumir com a bebê? Como?” Percebi a voz dela ficar chorosa. “Mesmo eu não querendo, a Kath é neta de vocês. Doeu muito descobrir o que disseram, por mais que não quisessem que eu fosse mão cedo...”  Tomou ar. “Vocês não tinham o mínimo direito de interferirem em algo na minha vida!”
“Filha, nós só queríamos te poupar dessa responsabilidade.”
“ME POUPAR? Me poupar? Vocês são ridículos! Mas, graças a Deus, o Cody não ouviu vocês.” Algumas lágrimas já rolavam pelo rosto dela, pelo pós-parto, ela estava muito sensível... Queria muito tirá-la dali. “Eu não preciso de vocês mandando na minha vida, muito menos opinando na da minha filha, tenho certeza de que eu vou ser uma boa mãe pra ela e eu vou apoiá-la quando ela precisar.” Limpou as lágrimas e levantou, levantei com ela. “Espero que o Luiz fique bem e não precise um dia saber o porque de quase ter morrido.”
Ela os deixou sem fala alguma e nós saímos e lá. Em prantos, Ela me abraçou.
“Calma, não vale a pena ficar assim por eles.” Beijei o rosto dela. “Não chora, não gosto de te ver chorar.”
“Eles são horríveis, Cody, horríveis.”
Olhei nos olhos dela. “Princesa, levanta a cabeça senão a coroa cai.”
Ela deu um pequeno sorriso em meio as lágrimas. “Eu te amo.”
“Eu te amo muito mais do que você pode imaginar.”
Entramos no carro e tava bem difícil dirigir com ela chorando.
“O que eu posso fazer pra te deixar melhor?” Perguntei sem tirar os olhos da rua.
“Acho que nada, amor...”
“Nem se eu comprar aqueles chocolates que você adora?”
“Não, isso só funciona quando eu brigo com você...” Riu e limpou as lágrimas com a costa da mão.
“Eu sabia, só queria que risse.” Sorri ao estacionar na frente de casa.
Depois de amamentar a pequena, dar banho e a fazer dormir, Manu disse que iria comprar algumas bobeiras no mercado. Um bom tempo depois estranhei ela ainda não ter chegado. Desci e encontrei minha mãe e Alli na cozinha preparando alguns biscoitos.
“Vocês viram a Manu?” Perguntei ao roubar uma daquelas gotas de chocolate.
Minha mãe bateu na minha mão e riu. “Não filho, porque?”
“Viram ela saindo?”
“Há mais de uma hora...” Alli falou. “Como você tava lá em cima, achei que ela já tinha voltado.”
“Não voltou... O mercado é aqui do lado, pô. Eu vou atrás dela, se incomodam de olhar a Kath?”
“Claro que não, filho.”
Subi, coloquei uma camisa, pedi ajuda pro Tom pra descer o carrinho enquanto eu levava a Kath, ele ficou na sala brincando com ela, que estava no carrinho.
“Eu vou lá, ta? Espero não demorar e achá-la...”
“Boa sorte.” As duas disseram.
“Quer que eu vá com você, maninho?”
“Não, fica aqui com a mãe.”
Ao passar pela sala, dei um beijo na testa da Kath.
“Papai já volta, princesa.”
Ela sorriu enquanto me olhava curiosa.
“Cuida dela, heim Tommy?!”
“Pode deixar, mas aonde você vai?”
“Procurar a Manu, volto logo.”
“Porque vai procurar? Ela sumiu?”
“Depois explico, agora tenho que ir.”
“Tudo bem, boa sorte então.”
“Obrigado.”
Peguei as chaves do carro em cima de mesinha e saí com o mesmo. Passei no mercado e mostrei a foto dela no Iphone para as meninas do caixa, uma delas me disse que ela tinha passado as coisas com ela há quase 2 horas.
“Tem certeza de que foi esse tempo todo?”
“Absoluta.”
“Viu pra qual lado ela foi?”
“Pra aquele.” Apontou pro lado oposto de casa.
“Obrigado...” Disse um pouco decepcionado e saí do mercado.
Entrei no carro e, antes de colocar o sinto, olhei pra nossa foto no celular.
“Cadê você, amor?” Suspirei e o coloquei no bolso.
Dirigi sem direção pro lado oposto de casa, entrava em ruas, saía de ruas, parava em alguns comércios, ninguém tinha visto ela, minha última esperança foi uma pequena lanchonete à beira de estrada, só se via estrada depois daqui... Passei a foto de mão em mão, recebi as mesmas respostas “não vi”, “não me lembro de ter visto”, o último a pegar a foto foi um velhinho, ele a observou por algum tempo.
“Garoto?”
Me aproximei dele. “O senhor a viu?”
“Há mais ou menos uma hora.” Me entregou o Iphone. “Estava sentando ali fora  e estranhei uma garota tão jovem estar indo em direção à estrada.”
“Pra lá?” Apontei pra estrada.
“Sim. É sua namorada, irmã...?”
“Namorada, ela não voltou pra casa há algum tempo e resolvi procurar por ela. Obrigado por ter me ajudado.” Sorri gentil.
“Por nada, boa sorte.”
Voltei pro carro e comecei a pensar em pra onde ela teria ido... Okay, ela estava triste e queria ficar sozinha, mas não precisava ir tão longe e me deixar quase alucinado a procurando... Pensei no meu lugar “secreto”, mas ela não desceria as rochas sozinha –ou desceria? Peguei meu caminho até lá, tudo estava deserto. Estacionei no mesmo lugar de sempre e comecei a descer. Meu coração se confortou ao vê-la sentada cabisbaixa com um graveto mexendo na água. Sentei ao lado dela e ela me olhou por cima dos ombros.
“Porque tão longe? Eu rodei a cidade toda, Manu...”
“Desculpa... Precisava ficar sozinha.”
“Olha pro seu joelho, amor? Todo estourado... Poderia ter ficado em casa e eu tentaria te ajudar.”
“Esse lugar me deixa bem, como te deixa quando você vem... Lembra quando me disse isso?” Tirou os olhos da água e me olhou. “Desculpa se te deixei preocupado, não era a intenção.”
“Tudo bem, só não faça isso de novo.”
“Quer um doce?” Ela me esticou a sacola que estava em seu colo.
“Não, obrigado.” Sorri. “Lembra de quando eu me declarei bem aqui?”
Ela riu. “Como eu poderia esquecer um dos melhores dias da minha vida?”
Ri. “O dia da minha mudança definitiva, de ‘pego todas’ pra romântico, quem imaginaria Cody Simpson assim?”
“Acho que nem eu imaginava.”
Me endireitei de modo que ficasse encostado em uma rocha e ela sentou entre minhas pernas com a cabeça no meu ombro.
“Vou te contar uma história que veio na minha cabeça esses dias, logo que a nossa pequena nasceu... Sabe aquele cara lá de cima? Ele juntou um garoto e um anjo, sabia? Quando o garoto nasceu ele logo disse ‘esse cara vai cair muito na vida e precisa de alguém que o ensine o verdadeiro valor do que é viver amando alguém’ e ai ele teve a ideia de colocar um anjo na terra, há principio esse anjo não encontrou o garoto porque a história dela tava meio conturbada do outro lado do mundo, mas logo ele deu um jeitinho pra que o anjo e o garoto se encontrassem. O garoto não ligou muito pro anjo e achou ser só uma pessoa comum, com o passar do tempo tudo foi mudando e, bom, o garoto se apaixonou, não queria de jeito nenhum fazer aquele anjo sofrer e mudou, mudou completamente. Uma mudança boa, muito boa pra ele. Com isso, Deus deve estar sorrindo com ar de missão cumprida lá de cima, pois o garoto aprendeu o que nunca pensou aprender...” Ela ouvia a tudo com os olhos cheios de lágrimas e os meus estavam do mesmo jeito. Depositei um beijo em sua testa e prossegui. “... Aprendeu o sentido do tão falado amor correspondido, aprendeu que quando se ama o suficiente é pouco, o significado de um ‘eu te amo’ verdadeiro, o valor de uma nova vida... E que tudo na vida tem uma consequência e a minha consequência é te amar.” Olhei pro alto pra que as lágrimas não escorressem. “Agradeço todos os dias por eu ser o garoto e você ser meu anjo, eu te amo. E... essa é nossa história.”
Ela se virou pra mim e colocou uma das mãos no meu rosto, secando com o polegar a lágrima que escorreu. “E-eu to sem palavras como sempre...”
“Não quero que diga nada, meu anjo, só me dá um beijo e aquele sorriso lindo.”
Ela me beijou e sorrimos entre o beijo. Aproveitamos por mais um tempinho, mas resolvemos ir, já estava escurecendo e a Kath precisava de nós. Logo nossos pais ficariam preocupados, principalmente por não saberem se eu tinha achado ela. Pra subirmos de volta foi um grande sacrifício pelos joelhos dela, mas no fim estávamos no carro.
“Tem algo pra fazer um curativo no meu joelho lá em casa?”
“Não sei, por via das dúvidas, vamos comprar na farmácia.” Comecei a dirigir. “Amor, liga lá pra casa pra avisar que eu te achei antes que a polícia venha atrás de nós.” Ri.
~POV Manuela Albuquerque~
Liguei pra tia Angie e ela quase teve um filho por telefone de tão desesperada por não termos chegado ainda, Cody estava indo um pouco rápido pra chegarmos mais rápido em casa, passamos na primeira farmácia que encontramos e ele comprou as coisas necessárias pro curativo. No carro mesmo eu fiz o curativo. Entramos em casa e meus pais já estavam lá também. Fomos rodeados de perguntas logo que abrimos a porta. Expliquei tudo pra eles e eu estava morrendo de fome há essa hora.
“Amor, prepara alguma coisa pra eu comer enquanto eu dou banho na Kath?”
“Claro.” Ele beijou meu rosto e foi até a cozinha.
Nossos pais subiram junto e nossos irmãos também, o quarto ficou bem cheio. Acabou que minha mãe e tia Angie que deram banho nela de tanto insistirem. Depois de amamentá-la, Cody me entregou meu lanche. Todos eles desceram e só Alli ficou no quarto.
“Ta melhor agora, cunhada?”
Coloquei a pequena deitada na cama, como a rotina dela era mamar e dormir, já estava dormindo, e me ajeitei na cama. “É, to sim.”
“Onde você tava?”
“No...” Lembrei que ninguém sabia do lugar. “Em algum lugar por aí.” Ri.
“Poxa, não vai me contar?”
“Não, desculpa, mas é segredo meu e do seu irmão.”
Ela fez beicinho. “Poxa... Mas eu pensei besteira agora.” Riu maliciosa.
“Não é nada do que você ta pensando, maliciosa, eu ainda estou em recuperação, esqueceu?”
“Mas se não tivesse eu saberia onde vocês estavam.”
“Chega desse assunto.”
Nós duas começamos a rir e Cody não entendeu nada ao entrar no quarto.
“Porque estão rindo desse jeito?” Sentou na cama com cuidado pra não acordar Kath.
“Sua irmã é uma maliciosa.”
“Minha irmãzinha?”
“Sua namorada que dá a entender as coisas erradas.”
“Okay, oficialmente, eu não estou entendo nada.” Riu.
“Esquece.” Dissemos juntas.
[...] 3 da manhã estava acordada com Kath chorando, a levei pro nosso quarto e Cody já estava acordado também, ele ligou a tv, deixando sem volume e ficou me olhando tentando a fazer dormir. Depois de amamentar ela novamente, ela dormiu.
“Deixa ela aqui.” Ele disse após desligar a tv.
Fechei a porta e a coloquei no meio da cama, me deitando do outro lado. “Espero que ela não acorde, amanhã você tem aula, precisa descansar.”
“Tava pensando em...”
Interrompi. “Não, você já faltou hoje.”
“Okay mamãe.” Ele revirou os olhos e riu.
“Boa noite.” Dei um selinho nele.
“Boa noite, princesa.” Retribuiu o selinho.
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Bom, meninas, estamos quase chegando na reta final da fic e prometo muitas emoções hahahhahhahaa, eu tava inspirada pra escrever coisas fofas (não sei se ficou bom, maaaaas...) comentem com o que acharam do capítulo, okay? Quanto mais comentários maior e mais rápido o próximo capítulo (: Ah, bem-vinda leitora nova, espero que esteja gostando, se quiser deixa seu twitter e eu aviso quando postar o próximo <3 xoxo


sábado, 13 de outubro de 2012

Capítulo 79



Na rua de casa nos olhamos e começamos a rir descontroladamente do nada.
“Parecemos loucos.” Ela disse.
“Não parecemos, nós somos, princesa.” Troquei o violão de mão pra que pudesse abraçar ela.
“Tia Angie vai nos matar.”
“Pelo menos uma bronca vamos levar, se ela tiver de bom humor só isso.”
Encaramos a porta e, então, toquei a campainha. Já estava tudo apagado, mas não tínhamos levado as chaves. Lá de baixo ouvimos a pequena acordar com o barulho da campainha e em seguida as luzes se acenderam. Meu pai abriu a porta com a maior cara de sono e susto. Rimos mais ainda.

“Entrem logo.” Ele respirou fundo por ver que éramos nós.
“Calma, pai, respira.”
“Estão achando engraçado, né?” Ele segurou pra não rir enquanto fechava a porta.
“Só um pouquinho, sogrão.”
“Vocês acordaram a bebê e tão molhando a casa toda. Vou dar uma de Angie agora, já pra cima e depois não quero ver um pingo de água aqui no chão.” Imitou a voz da minha mãe.
“Eu to ouvindo, Brad!” Ela disse enquanto descia com Kath no colo. “Mas é isso mesmo, já pra cima e sequem o chão depois. Fico com a Kath até vocês se secarem ou passam resfriado pra ela.” Sentou no sofá.
Ainda rindo, nós subimos pro quarto, tomamos um banho e colocamos uma roupa quente, eu fui buscar a Kath e minha mãe já tinha nos livrado de secar o chão. Voltei pro quarto com ela, Manu a amamentou.
“Posso tentar fazer ela dormir?”
“Claro.” Me passou ela.
Enquanto a balançava cantei uma música bem calminha e ela logo dormiu, a coloquei em seu quarto e voltei pro nosso.
“Foi bem, geralmente, ela demora pra dormir.”
“Pai é pai, né amor?” Ri e me deitei ao lado dela.
“Vamos precisar do senhor pai todos os dias.”
“Senhor pai às suas ordens, senhorita.” Fiz uma voz daquelas de narradores de radio de antigamente, mas um pouco mais grossa.
“Mô?”
“Oi?”
“Eu te amo.”
“Eu te amo.”
Ficamos nos beijando por um tempo e depois fomos dormir, perdi a hora no outro dia e nós resolvemos dar uma volta com Kath até a praça, perto da hora do almoço.
~POV Manuela Albuquerque~
Fui comprar sorvetes pra nós porque o calor estava imenso. Enquanto pagava, escutei alguém me chamar e em seguida abraçar minha cintura, eu conheci essa voz.
“Eu tava com saudades, irmã.”
“Eu também, Laura... Nem foi mais me ver.”
“Mamãe disse que não era pra eu ir e também, só agora, que nosso irmão se recuperou.”
“Hãm? O que ele tinha?”
“Eu não sei direito, ouvi a mamãe e o papai dizendo que não sei qual bebê nem deveria nascer e depois disso o Luiz ficou mal e quase morreu... O Gustavo falou que foi porque eles não deveriam ter dito isso.”
“E agora ele ta melhor?”
“Ta sim, há duas semanas ele saiu do hospital.”
“Oi.” Gustavo se aproximou e me cumprimentou. Já conhecia ele há desde que havia se mudado pra cá, mas nós não tínhamos qualquer intimidade, muito menos amizade. “Vamos pra casa, Laura?”
“Eu quero ficar mais com minha irmã.”
“Mas...”
“Por favor, levo ela depois.”
“Okay... Não muito tarde porque nós vamos sair.”
“Tudo bem, é só por um tempo.”
Ele se despediu e seguiu seu caminho, comprei um sorvete pra Laura.
“Vou te apresentar uma pessoa.” Disse enquanto andávamos em direção a onde o Cody estava, mas ainda estávamos um pouquinho longe do banco.
“Quem? Você terminou com seu namorado e agora tem outro? Eu gostava dele...” Ela disse enquanto abria o sorvete.
Ri. “Não, nós estamos muito bem, é outra pessoa.”
Ao chegarmos no banco ela estranhou ter um bebê no colo do Cody.
“Oi cunhado.” Cumprimentou ele.
“Oi baixinha.”
“É sua irmãzinha?” Apontou pra Kath e sentou na ponta do banco, me dando espaço pra sentar ao lado do Cody.
Cody riu. “Não, ela é a nossa filha.”
“Isso é sério?”
“É sim, Laura. Ela que eu ia te apresentar, é a Katheryn.” Sorri.
“Ela é linda.” Os olhinhos dela brilharam. “Mas é por isso que a mamãe não deixava eu ir te ver?”
“Não sei, pode ser que sim...” Peguei a Kath do colo do Cody, pra que ele pudesse atender seu Iphone, que tocava e acordou ela.
“Desculpa, pequena.” Ele sussurrou ao atender e beijou a testa dela.
Depois de desligar ele começou a rir.
“Posso saber do que o senhor esta rindo?”
“Sua sogra é muito protetora, e ta falando pra gente ir pra casa.”
“Vou concordar com ela, porque o vento ta começando a ficar frio... Pode chover como ontem à noite.”
“Eu posso ir com vocês, né?” Laura perguntou.
“Claro que pode, baixinha.” Olhou pro relógio. “Logo o Tom e o Gabe chegam da escola e, provavelmente, eles vão lá pra casa.”
Fomos lá pra casa e Alli já estava lá.
“Até que em fim, achei que tinha sumido com a minha sobrinha.”
“Dramática!” Eu ri.
“Não sou dramática.” Cumprimentou a Laura. “Oi Laura.” Sorriu.
“Oi, Alli!”
“Tem gente lá em cima que vai adorar te ver, quer dizer, duas gentes.” Ela riu.
Laura corou.
“Para de deixar a menina com vergonha, Alli!”
“Desculpa gente... Mas é sério, Laura.”
“Okay... Vou dar um oi pra eles. Licença.” Subiu.
“Seus pais deixaram ela vir?” Alli perguntou ao pegar Kath do carrinho e nós sentamos no sofá.
“Não exatamente... Ela tava com meu irmão. Cara, sabiam que o Luiz quase morreu?”
“Hãm?” Os dois arregalaram os olhos.
“É, não entendi bem...”
~POV Cody Simpson~
“Deve ser pra aprenderem a nunca mais pedirem uma coisa daquelas.”
“Alli!”
“Hãm? Que coisa?”
“Nada, a Alli fala de mais.”
“Agora me falem, eu quero saber.”
“Você ainda não falou pra ela, Cody?”
“Não, eu disse que não era pra falar!”
“Falar o que? Dá pra vocês me falarem ou ta difícil?”
“É, não temos que fazer o almoço? Os meninos devem estar com fome.”
“---, me fala logo!”
“Eu faço o almoço, vai lá falar com ela.” Alli me entregou a Kath.
“Obrigado por nada, Alli.”
“Ela tem que saber.”
Subimos pro nosso quarto e eu enrolei bastante antes de falar. Fiz a Kath dormir, liguei a tv, arrumei umas coisas, liguei pro Jake pra pedir a lição, tentei falar de outro assunto...
“Cody! Para de enrolar e me fala.”
“O ALMOÇO TA PRONTO!” Alli gritou lá de baixo.
“Vamos almoçar, você deve estar com fome.” Levantei.
“Não, não estou.” Me puxou pra sentar de novo. “Me fala e depois você vai almoçar.”
“Deixa isso pra lá, já passou...”
“Não. Me fala antes que você vá passar a noite no sofá hoje.”
“Hãm?” Ri.
“É isso aí e eu não to brincando!”
“Você não vai desistir, amor?” Suspirei e passei uma das mãos pra ajeitar o cabelo.
Ela negou com um meneio de cabeça.
“Okay... Sabe quando voltamos de viagem? Acho que nesse dia seus pais biológicos descobriram que você tava grávida, porque eles vieram falar comigo...”
Ela me interrompeu. “Falar com você? O que eles disseram?”
“Posso acabar?” Ela se calou e eu tomei continuidade. “Eles disseram pra eu te afastar da Kath, fazer com que você não quisesse cuidar dela, ou então que eu sumisse com ela... Não queria te contar pra que não ficasse com raiva deles e pra não te deixar preocupada.”
Os olhos dela estavam cheios de lágrimas e ela levou as mãos à boca. “Como eles podem pedir isso?” Mirou o chão e as lágrimas rolaram.
A abracei. “Viu porque eu não queria te falar nada?” Limpei suas lágrimas. “Isso já passou, eles aprenderam a lição, não chora.”
“Mas é a nossa filha, Cody, e eles são meus pais... De um jeito ou de outro ela é neta deles...”
Peguei a Kath do carrinho e voltei pra cama. “Olha aqui, amor, ela ta com a gente e é isso que importa, não é?”
Ela assentiu e limpou as lágrimas com a costa da mão. “Mas eu vou esclarecer isso com eles quando for levar a Laura.”
“Não, você não vai esclarecer nada. Eu levo a Laura.”
“Sim, eu vou, e quero ver você me impedir.” Levantou. “Leva a Kath que eu levo o carrinho.”
Descemos, os quatro já estavam almoçando. Coloquei a Kath no carrinho e sentei ao lado da Manu. Depois do almoço, Jake trouxe a lição pra gente copiar e, quando acabamos, Laura pediu pra ir embora. Tentei convencer a Manu de me deixar levar ela sozinho, mas ela não quis, nem pensou na possibilidade... A pequena ficou com minha mãe, porque não iríamos demorar, pelo menos achávamos. Ela tocou a campainha e eu estava mais nervoso do que ela própria. Gustavo quem abriu.
“Obrigado por trazer ela.”
“De nada... É, Luiza e Fernando estão?”
“Lá em cima, quer que eu chame?”
“Se incomoda se nós entrarmos?”
“Não, entrem.” Abriu espaço e nós entramos.
“Tchau, irmã, vou tomar um banho pra sair.” Laura se despediu dela, depois de mim e subiu.
“Vou chamar eles, okay?” Gustavo disse após fechar a porta e em seguida subiu.
“Você tem certeza de que quer falar com eles?” Perguntei na esperança da resposta ser não.
“Tenho certeza, certeza absoluta.” Ela disse firme, mirando as escadas.
“Mas, Manu...”
“Sem ‘mas’, Cody.”
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Ooooi meninas, bom, o que esperam dessa conversa? Comentem e eu continuo! Desculpem a demora. (: xoxo

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Capítulo 78

~POV Harry Watson~
“E então, já temos um plano?”
“Não, esse plano vai ter que ser perfeito, então ele pode demorar um pouco.”
“Um pouco quanto?” Perguntei estrelando minhas mãos.
“O tempo necessário, quer que saia como o acidente?”
“Não, eu quero acabar de vez com o amor desses dois.”
“Então espera, eu vou planejar tudo perfeitamente.”
~POV Cody Simpson~
 Jake chegou já eram quase 14h e pouco, minha mãe chegou pouco tempo depois. Jake ficou encantado com a Kath, quando ela acordou, minha mãe fez o que estava querendo desde que havia chegado e a pegou.
“Saudades de quando vocês eram bebês.” Olhou pra mim, pra Alli e pro Tom enquanto brincava com a neta.
“Agora baba nela e não pense em ter mais filhos.” Tom disse enciumado.
“Olha o ciúmes.” Ri.
“Não sei aonde tem ciúmes aqui.”
“Eu queria que minha mãe tivesse outro filho.” Gabe disse.
“Mas a mãe não quer, irmão. Se contente com uma sobrinha.” Manu riu.
Os dois dias seguintes elas ficaram no hospital e eu revezava entre ir pra casa tomar banho, pegar a lição e tudo mais e ficar no hospital. Na quarta de manhã, ela colocou essa roupa:

e recebeu alta, antes de irmos pra casa ela quis passar no shopping pra comprar batata com cheddar do Burger King, ela me esperou no carro. Logo que voltei nós fomos pra casa. Ainda estava cedo, umas 9h30, não tinha ninguém em casa.
“Em fim em casa.” Ela sentou no sofá e ajeitou Kath no solo.
“Também não aguentava mais o hospital.” Ri e sentei ao lado dela.
“Imagine eu que ficava só deitada naquela cama desconfortável? Mas valeu a pena tudo isso.” Beijou a testa de pequena.
“Posso pegar ela um pouquinho?”
“Claro, que pergunta, amor.” Me passou ela.
A manhã foi bem calma e o resto do dia também, Jake, como de costume, passou em casa pra nos passar as coisas da aula. Mais tarde, Manu fez brigadeiro pra gente e ficamos conversando por bastante tempo. A noite foi difícil pra gente dormir, pois a Kath chorou, praticamente, toda hora. Conseguimos pegar no sono já davam quase 4h, essa semana não iria pra aula pra poder ajudar no que precisasse. Minha mãe revezava com a mãe dela pra nos ensinarem a cuidar da Kath. Nunca recebemos tantas visitas, até a diretora veio... Tudo corria muito bem e ela já não chorava tanto de noite. Depois de a amamentar e ela dormir, Manu a deixou em seu quarto e voltou pro nosso.
Deitou ao meu lado. “Amanhã você vai pra aula, né mô?”
“Quer que eu fique, princesa?”
“Não, só perguntei, você já perdeu muita aula nas últimas semanas.”
Abri um dos braços e ela se encaixou. “Queria ficar com vocês, mas...”
“Já estamos quase no meio de setembro, logo acaba o cursinho.”
“Verdade, só falta um bimestre de provas.” Pausei. “Amor, e nosso casamento?”
“A gente já tem estabilidade financeira?”
“Não...”
“Então não tem casamento ainda, amor.”
“Okay.” Olhei pro relógio. “Vou dormir, boa noite.” Dei um selinho nela e me ajeitei na cama. “Te amo.”
“Amor, não fica bravo...”
“Não to bravo.”
“Okay...” Suspirou. “Boa noite, te amo.”
~POV Manuela Albuquerque~
Acordei na manhã seguinte com a Kath chorando, a amamentei em seu quarto, a coloquei no carrinho e fomos pro meu quarto. Olhei pro criado-mudo e tinha um bilhete com a letra do Cody: ‘Bom dia princesa, não quis te acordar pra dar parabéns, então deixei esse bilhete... Parabéns princesa, bom, eu estou sem tempo, mas quando eu chegar te recompenso. Boa sorte com a pequena e eu te amo
Sorri e olhei pra Kath, que mexia nas mãozinhas. “O papai é muito fofo, né filha?” Coloquei o bilhete de volta no lugar. “Vamos descer porque eu to com fome.”
Tive um pequeno contratempo na escada, porque o carrinho não desceria as escadas sem que eu rolasse com ele escada a baixo. Voltei pro quarto, deixei a pequena na cama, desci o carrinho primeiro e depois a peguei e coloquei ela nele. Era estranho tomar café sozinha, sendo que todos esses dias eu tinha alguém pra conversar. Fiquei arrumando a casa por não ter nada pra fazer, quando acabei tudo, fiz o almoço e esperei eles chegarem. Só Alli entrou em casa e já pulou em cima de mim.
“Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! ” Me abraçou muito forte. “Parabéns cunhada!”
“Awwwwwn, obrigada!”
“Espera, vou pegar seu presente.” Ela subiu as escadas quase pulando os degraus e os desceu no mesmo ritmo poucos minutos depois. “Eu achei a sua cara, então comprei ele.” Ela me entregou uma caixinha e sentou ao meu lado, puxando o carrinho da Kath pra si.
Abri a caixinha e era um colar lindo de lacinho. “Eu amei, obrigada cunhada!” Abracei ela novamente.
“Sério? Eu comprei um igual porque eu amei.”
“Eu também amei.” Pausa. “Cunhada, cadê seu irmão?”
Ela riu. “Logo ele chega.” Pegou a Kath do carrinho.
20 minutos depois a campainha tocou, abri e me deparei com Cody atrás de um buquê de rosas enorme.
“Amor!” Levei uma das mãos à boca.
Ele me entregou o buquê. “Parabéns, princesa!”
Coloquei o buquê no sofá e abracei ele, que me beijou e colou nossas testas, segurando minha cintura.
“Eu te amo.” Sussurrou.
“Eu te amo.” Disse no mesmo tom.
“Mais tarde eu tenho uma surpresa pra você.”
“Pra mim?”
“Lógico, pra quem mais seria?”
Jake limpou a garganta pra que nós percebêssemos sua presença e entregou um embrulho pro Cody.
“Ah é... Seu presente.” Me entregou o embrulho.
Abri, tinha uma caixa dos meus chocolates preferidos e um perfume da Victoria’s Secrets que eu estava louca pra comprar. “Awwn, obrigada amor!” Dei um selinho nele.
“E agora o meu.” Jake me entregou o embrulho que estava em sua mão e me abraçou. “Parabéns, baixinha!”
“Obrigada, Jake!”
Abri e comecei a rir, era um bichinho de pelúcia do filme ET.
“Eu lembrei de você.”
“Que maldade com ela, bro.” Cody disse me abraçando por trás e colocando a cabeça encaixada no meu ombro.
Alli se juntou à nós com Kath no colo. “Awwwn, eu achei fofinho.”
“Eu achei fofinho também, tirando o fato de você ter lembrado de mim.” Disse ainda rindo. “Mesmo assim, obrigada.”
Subi pra guardar os presentes e quando voltei eles estavam babando na pequena, sorri e me sentei. “Já querem almoçar?”
“O que tem de bom pra comer?” Jake perguntou.
“Então, eu fiz lasanha, só que sem queijo por causa do Cody.”
“Lasanha sem queijo?” Ele fez uma careta.
“Se quiser come, senão vai pra sua casa comer lá.”
“Nossa, ta grossa heim.” Ele se fez de ofendido.
“Ninguém mandou falar o que quis, amor.” Alli riu.
“É isso ae, senhor Thrupp.”
~POV Cody Simpson~
Me preparei o dia psicologicamente pra cantar de novo pra ela, dessa vez só nós dois. A gente fez uma festinha tipo a da Alli lá em casa só pras nossas famílias mesmo. 20h30, mais ou menos, tomei um banho e me troquei, pedi pra que ela me encontrasse na praia e ela foi amamentar a Kath, quando ela entrou pro banho brinquei um pouquinho com a pequena e ela dormiu. Peguei meu violão e sai em direção à praia. Ela demorou um pouco pra chegar, enquanto isso ensaiei a música mais um pouco, antes do acidente dela eu tinha feito, quando tivemos toda a briga por causa da Stella... Mas, nunca tinha mostrado pra ela. Ela sorriu ao sentar ao meu lado e ver o violão.
“Você vai tocar?”
“Vou, mas a música eu fiz quando a gente terminou por causa da Stella e tudo mais... Queria te mostrar.”
Ela me olhou atenta.
Tomei coragem e comecei os acordes do violão. “Não há nenhuma canção que eu poderia cantar, mas eu posso tentar pelo seu coração. Nossos sonhos, eles são feitos de coisas reais, como uma caixa de sapatos, de fotografias com tom sépia amoroso. O amor é a resposta, 

pelo menos para a maioria das perguntas no meu coração como, por que estamos aqui? E onde nós vamos? E por que é tão difícil? Não é sempre fácil e às vezes a vida pode ser decepcionante. Eu vou te dizer uma coisa, é sempre melhor quando estamos juntos Mmm, é sempre melhor quando estamos juntos Yeah,, vamos olhar para as estrelas quando estivermos juntos.Bem, é sempre melhor quando estamos juntos Yeah, é sempre melhor quando estamos juntos.
Ela sorriu com algumas lágrimas escorrendo por sua face.
E todos esses momentos só podem encontrar seu caminho para meus sonhos esta noite. Mas eu sei que eles irão embora quando a luz da manhã cantar e traz coisas novas para amanhã à noite você vê que eles estão indo... Há muitas coisas que tenho para fazer, mas se todos estes sonhos puderem achar seu caminho para a luz do dia, eu terei a impressão de que eu estava em algum lugar com apenas dois, só eu e você. Há tantas coisas que nós temos que fazer ou lugares que temos que ver, vamos sentar debaixo da árvore de manga agora. Sim, é sempre melhor quando estamos juntos Mmm, nós estamos em algum lugar juntos. Bem, é sempre melhor quando estamos juntos Yeah, é sempre melhor quando estamos juntos Mmm, mmm, mmm.” Aqui eu já estava me emocionando com ela. “Eu acredito em memórias, elas parecem tão, tão bonitas quando eu durmo... Hey agora, e quando eu acordo,você está tão bonita dormindo perto de mim, mas não há tempo suficiente, e não há nenhuma canção que eu poderia cantar, não há uma combinação de palavras que eu poderia dizer, mas eu ainda vou lhe dizer uma coisa, somos melhores juntos.” Dei os últimos acordes da música e coloquei o violão de lado. “Nós somos melhores juntos amor, e sempre vai ser assim.”
Ela riu com lágrimas inundando seus olhos. “Amor, eu não sei o que falar, é perfeita!”
Coloquei seu rosto entre minhas mãos, fazendo-a olhar em meus olhos. “Não precisa dizer nada, era importante pra mim te mostrar. É seu aniversário e eu queria te dar algo que fosse além do material, tudo bem, o material pode ser guardado, mas acho que o sentimental vale mais do que o dinheiro pode pagar. É o primeiro seu aniversário que eu passo com você e gostaria de fazê-lo especial mostrando em partituras que eu te amo. O aniversário é seu, mas o presente é meu, há 17 anos um anjo veio pra terra e agora me trouxe outro anjo. Parabéns, princesa, eu te amo muito.” Tentei escorrer as lágrimas que escorriam pela face dela. “Não, não chora. Abre aquele sorriso que me conquista sempre.” Pedi sorrindo.
Ela sorriu, tirou minhas mãos de seu rosto e entrelaçou-as nas suas. “Eu não sei o que dizer, você sempre me surpreende com suas palavras, você é o garoto mais fofo com quem eu já estive. Agradeço muito a Deus por ter te colocado na mina vida, e também pela nossa Kath, que é nossa eterna união. Obrigada por tudo, príncipe, por ter estado comigo sempre que eu precisei, tanto em momentos bons quanto ruins e por sempre ter sido minha direção. Eu não sou nada boa com as palavras...” Fungou pra se livrar das lágrimas. “Mas eu espero que não tenha ficado confuso.” Riu. “Eu te amo.”
Beijei ela. “Olha.” Apontei pro céu.
“O que?” Ela olhou pra cima. “As estrelas?”
“Sim, elas estão sendo testemunhas de tudo que está sendo dito, nós e elas, a partir de agora, somos confidentes.” Deitei na areia e ela deitou no meu peito.

Acariciando seu cabelo, nós ficamos olhando as estrelas em silêncio, mas o silêncio era compreendido por ambos, quando duas pessoas se amam o silêncio não é um problema. Pra completar nossa noite, começou uma garoa leve, que foi aumentando aos poucos. Quando já estávamos começando a espirrar, resolvemos ir pra casa.  
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Hiiiii ((: Ficou bem meloso, né? KKKKKKKKK' O que vocês acham que Harry e Victória estão aprontando? hahhhahaa, comentem com as opiniões ou com o que seja, mas comentem (: podem mandar por twitter também, o meu é o @MyAngelSimpson4 , pra quem não sabe. Aaaah, e eu estou com uma nova fic, que ainda está no começo, se quiserem ler: fic-our-memories.blogspot.com  Em fim, comentem e eu continuo <3 xoxo