domingo, 7 de outubro de 2012

Capítulo 77

Ele olhou pro teto, passou as mãos pelo cabelo, olhou pra todos os lados do quarto e, em fim, olhou pra mim.
“É tão ruim assim?” Perguntei e ele assentiu. “Então me fala.”
“Eles me disseram um monte por causa da gravidez e não querem a Manu com um bebê...”
“Como assim?”
Os olhinhos dele se encheram de lágrimas e me deu um aperto no coração. “Eles querem que eu faça ela não querer cuidar da bebê ou que eu suma com ela... Eu não sei se eles estão loucos ou o que, mas como eles me pediram isso, irmã? Nunca faria isso com minha filha, muito menos com a garota que eu amo.”
“Devem ter dito da boca pra fora, Cody.”
“Não sei, Alli... Só sei que não vou fazer nada disso e, por favor, não conta nada pra Manu.”
“Porque não? Ela tem que saber disso.”
“Não. Eu não quero preocupar ela.”
“Tudo bem, como quiser... Mas eu acho que você deveria contar.”
~POV Cody Simpson~
5 meses depois estava dando os últimos retoque no quarto da nossa pequena Katheryn, Manu dava as opiniões sentada na poltrona que tínhamos colocado no quarto, pois ela já estava pra entrar no 9° mês de gestação. Já estávamos morando na minha casa, a principio os pais dela não gostaram muito, mas depois concordaram que era melhor pra bebê se cuidássemos dela unidos e em uma casa só. Desde a vez que os pais biológicos da Manu falaram comigo não a procuraram mais, ela dizia estar feliz com isso, mas eu sabia que não estava... Na parede ela quis colocar um mural, como tinha no antigo quarto dela, pra conforme o tempo passasse, fossemos colocando novas fotos.
“Ta do jeito que você queria, princesa?”

“Ta ainda melhor.” Os olhos dela brilharam.
Sorri e me abaixei ao lado da poltrona. “Logo a nossa pequena vai estar aqui.” Acariciei a barriga dela e Katheryn começou a se mexer rápido.
“Acho que ela já reconhece o toque do papai.” Riu.
“Também, o papai é um babão que não para de acariciar a barriga da mamãe.” Nós rimos e ela me deu um selinho.
“Já ta tarde, deve estar cansado. Vamos dormir?”
“Vamos.” Levantei e estiquei a mão pra ela levantar.
Ela se levantou com dificuldade pela barriga e se olhou no espelho ao lado. “Minha barriga ta cada vez mais baixa, logo ela cai de vez.”
“Minha mãe disse que quanto mais baixa mais perto ta do parto.”
“Confesso que eu tenho um pouco de medo do parto.” Ela disse depois de entrarmos em nosso quarto.
“Porque?”
“Sei lá, pode dar algo errado.”
“Vai dar tudo certo, mô.”
“Espero que sim.”
Beijei o rosto dela. “Vou tomar um banho, ta?”
Tomei um banho rápido pra tirar o suor do corpo, arrumar o quarto da Kath me deixou cansado... Quando voltei pro quarto ela já dormia profundamente. Ajeitei o lençol nela, beijei sua testa e me deitei. Apaguei bem rápido.
[...] “Cody?”...”Cody?”...”CODY?”
“Que foi, amor?” Perguntei ainda com os olhos fechados.
“Minha barriga ta doendo.”
Num pulo levantei da cama. “Acha que ta na hora?”
“Não sei, acho que... Ai... pode ser que sim.”
“Há quanto tempo ta doendo?” Perguntei enquanto pegava uma calça no armário.
“Não sei o tempo exato, mas tem bastante tempo, só que tava mais fraca.” Ela se levantou. “Agora estão vindo de 5 em 5 minutos mais fortes.”
“Senta aí que eu pego as coisas.”
“Preciso me trocar.”
“Que roupa? Eu pego pra você.”
“Um short daqueles larginhos e uma blusa de frio que feche na minha barriga.”
Peguei o short e uma blusa de frio minha e entreguei pra ela. Quer ajuda?”
“Não, enquanto eu me troco, coloca as coisas no carro?”
“Okay, eu já volto.”
Levei a bolsa pro carro e já o coloquei pra fora da garagem. Chamei meus pais pra avisar que estávamos indo pro hospital e em minutos eles estavam prontos pra irem com a gente, minha mãe ligou pros pais da Manu e eles logo chegaram, deixando o carro pronto também. As contrações dela já estavam vindo em menor tempo, mas a bolsa ainda não tinha rompido. Nossas mães estavam se desesperando e conversando sobre as experiências na hora do parto.
“Dá pra vocês me levarem logo pro hospital? Lá terão bastante tempo pra conversar.” Ela levou as mãos à barriga depois de outra contração.
Descemos pro carro e no caminho pro hospital as dores dela foram aumentando. Percebi isso porque disse pra ela apertar minha mão quando doesse e ela já estava quando colocando os dedos pra dentro do meu braço. Quando ela entrou pra um quarto no hospital já eram quase 5 da manhã, coloquei a roupa que era requisitada para entrar e entrei com ela, nossos pais ficaram na sala de espera. Enquanto a enfermeira fazia os procedimentos antes do parto a bolsa rompeu. A cada coisa que acontecia meu nervosismo aumentava, mas eu não queria transmiti-lo pra ela. A doutora chegou e já deu uma injeção nela pra que sentisse menos dor, agora o trabalho de parto iria começar.
“Vou pedir pra que você faça toda a força que conseguir a partir de agora.”
“Aaah! Eu não vou conseguir.”
“Vai sim, Manu. Você vai conseguir.” Segurei a mão dela.
“Você vai conseguir sim, agora vamos no três...1...2...3.”
Ela estava fazendo toda a força possível e minha mão estava quase sendo atravessada novamente, mas nessa hora eu nem estava sentindo, só estava torcendo pra que desse tudo certo com as duas. Algum tempo depois o choro da pequena invadiu o quarto e eu suspirei aliviado.
“Você conseguiu, princesa, trouxe nossa pequena ao mundo.” Sussurrei no ouvido dela e ela sorriu, me dando um selinho em seguida.
“Nós conseguimos, obrigada por estar comigo e me desculpa pela mão.”
“Eu queria que você dividisse esse momento comigo. Ah, e tudo bem pela mão.” Ri.
A doutora enrolou Kath em uma toalha e a colocou no colo da Manu. Meus olhos marejaram e algumas lágrimas escorreram, nenhum de nós conseguia dizer nada.
“Parabéns, ela é linda.” A doutora disse sorrindo.
“O-obrigado(a).”
Katheryn Albuquerque Simpson:

Kath tinha os olhos atentos em nós e eu sorri, ela era linda e tão pequena. Toda essa nova sensação fazia eu me emocionar mais ainda.
“Vamos ter que levá-la para os exames, depois traremos ela de novo.”
“Eu te amo, pequena.” Manu beijou a testa dela.
“Eu também te amo, princesinha.” Dei um beijo na testa dela também.
Manu entregou ela pra uma das enfermeiras após colocar a pulseira de identificação nela e na Manu a doutora começou os pontos. A aflição dela era visível.
~POV Manuela Albuquerque~
Os pontos me deixaram com muita aflição, não sentia dor pela injeção, mas eu odiava agulhas e sabia que ela estava me ‘costurando’. Quando ela acabou, eu fui transferida de quarto e o Cody foi falar com nossos pais. Ele tinha deixado meu celular comigo e ele logo deu bipe de sms.
Alli: “WTF, Manuela? Como é isso de saírem e não me chamarem? Aonde vocês tão?”
Manu: “Calma cunhada, calma. Primeiro, porque ta acordada às 6 da manhã?”
Alli: “Porque eu tenho aula, esqueceu?”
Manu: “Putz! É verdade, então depois da aula você já tem o que fazer.”
Alli: “Hãm? O que?”
Manu: “Vir pro hospital.”
2 minutos depois ela me respondeu.
Alli: “OMG! Minha afilhada nasceu? É por isso que só estamos eu e Tom em casa?”
Manu: “Isso mesmo, lerdinha. Hhahhahaha.”
Alli: “E vocês não me chamaram porque, seus putos?”
Manu: “Cody só chamou seus pais pra avisar que sairíamos.”
Alli: “E ninguém podia me avisar? Valeu pela consideração de vocês L eu queria ver minha afilhada.”
Manu: “Depois da aula você vem ver ela, amiga. Desculpa não termos avisado.”
Alli: “Vou ligar pra sua sogra e ver se posso levar o Tom pra aula e ir pra aí, xoxo.”
Manu: “Xoxo.”
Cody e nossos pais entraram no quarto, todos com um sorriso no rosto, eles acabavam de vir da maternidade.
“E ai, conseguiram ver ela?”
“Só do vidro, estavam fazendo os exames nela, amor.”
“Ela é linda!” Os quatro falaram juntos e depois um por um me abraçou.
Cody sentou na beira da cama e me abraçou de lado. “Ta um pouco menos cansada?”
“To sim, príncipe.”
O celular da tia Angie tocou e quando ela ia olhar o visor...
“Alli perguntando se pode vir pra cá depois de levar o Tom pra escola.”
Eles riram.
“Pelo visto já se falaram.” Brad riu.
Tia Angie atendeu, mas não deixou que ela viesse, pois hoje tinha uma avaliação valendo nota e tudo mais.
“Querida, porque não deixou ela vir? Ela podia fazer a prova outro dia...”
“Não, Brad. Depois ela se acostuma e vai querer faltar toda hora.”
“Concordo com a Angie.” Minha mãe disse.
“Tadinha dela, tia.”
“Logo você vai entender, querida.”
“Putz, logo eu vou entender a cabeça louca de vocês.” Ri.
Uma das enfermeiras trouxe meu café quando já eram 7h00, nossos pais foram para seus trabalhos um pouco mais tarde e nós ficamos lá no quarto. Tomamos o café, como eu não estava com muita fome dividi com ele. Depois de vir buscar a bandeja ela disse que logo traria a Kath e, realmente, logo trouxe. Ela estava com a primeira roupinha que o Cody tinha dado, o bory branco e amarelo, ele sorriu ao ver a roupinha nela. A enfermeira a deixou no quarto e saiu. A amamentei e o Cody a pegou, meio sem jeito ainda.
“To pegando certo ou não?”
“Ta sim, amor. Só apóia um pouquinho mais a cabeça.”
Ele a ajeitou um pouco e ficou olhando bobo pra ela. “Ela é linda, muito linda.”
“Percebeu que ela se parece um pouco com você? Além de ser loirinha.”
“Percebi, mas eu achei que ela tem alguns traços seus.”
“Pouca coisa.” Ri. “Eu carrego ela por nove meses e ela sai a cópia do pai.”
“Quem sabe o próximo não se pareça com você.” Piscou pra mim.
“Opa, opa, opa, ainda vamos demorar muito pra ter outro, você não sabe o quanto eu sofri naquela sala de parto.”
Ele riu. “To brincando, vamos curtir muito nossa pequena.”
Ela começou a resmungar um pouquinho, eu a peguei e consegui fazer com que ela parasse. Ficamos babando nela por um bom tempo, agora ela ficaria no quarto junto comigo. Ela dormiu e eu pedi pro Cody a colocar no pequeno berço quando meu braço cansou.
[...] Perto da 13h, Alli entrou no quarto com Tom e Gabe, eles foram olhar ela no berço e Alli ficou emocionada.
“Nem dá pra acreditar que agora ela ta aqui com a gente.” Sorriu. “E ela é linda, parabéns.” Veio abraçar a gente. “Mas ainda to brava por não terem me chamado.”
Nós dois rimos.
“Ah cunhada, desculpa.”
“Só porque eu sou legal.” Ela riu também.
Tom e Gabe revezaram pra nos abraçar.
“O que acharam dela?” Cody perguntou.
“Linda e pequena.”
“Concordo com o Tom.”
“O Jake vem pra cá depois, viu? Ele só vai esperar a mãe dele chegar por causa da Poppy. Ele ficou louco quando eu disse que tinha nascido.”
“Imagino, o Jake já é meio louco.” Cody riu.
“Não fala assim do meu namorado, você também é louco.”
“Você também, loirinha. Não sei do que ta falando.”
“Todos nós somos loucos.” Tom disse com uma cara óbvia.
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Oi meninas (: e ai, o que estão achando? Estamos entrando quase na reta final da fic #sad, vamos até o capítulo 100 mais ou menos... Bom, só depende de vocês pra eu continuar, então comentem. Xoxo


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Capítulo 76

“Meu Deus! Quantos brigadeiros vocês compraram?”
“Surpresa, cunhada! Eles foram comprar as coisas pra sua festa. Bom, não é bem festa, mas é uma comemoraçãozinha pra não passar em branco.”
“Juram que não é uma festa? Olha o tanto de coisas que tem nas sacolas!” Ela riu.
“Amor...” Jake abraçou ela por trás, passando uma enorme sacola pro colo dela. “Seu presente, eu não achei coisa melhor.”
Ela abriu e era um enorme urso de pelúcia com uma cara muito fofa. “Awwwn, não preciso de nada melhor. É lindo!” Deu um selinho nele.
“Te amo.”
“Te amo, bebê.”
Ajudei o Cody a arrumar as coisas na mesa que tinha no quarto enquanto os dois ficavam no love. Com tudo pronto, cantamos parabéns pra Alli, cortamos o bolo e ficamos jogando conversa fora enquanto comíamos tudo que eles tinham trazido.
“Meu porta-malas vai ir muito cheio na volta, digo, já tava cheio na ida, agora então.” Ri.
“A gente vai dar um jeito, mô. Alli e Jake se apertam atrás.”
“Ninguém aqui concordou com isso, senhor Simpson.”
“São seus presentes, amor.”
“Okay... Nesse caso, tudo bem.” Ela riu.
“Cara, esse brigadeiro ta muito bom!”
“E o que não ta bom pra você ultimamente?”
“O meu humor, ele não anda muito bom e se uma mulher provar que ta grávida a pena dela por assassinato é menor, sabia disso?”
Os três arregalaram os olhos e eu ri.
“To brincado gente, quer dizer, isso da pena acho que é verdade, mas eu não deixaria minha cunhada viúva antes do casamento.”
“Só por isso? Você me ama, baixinha.”
“Quem disse?”
“Eu disse.”
“Completamente errado.” Mordi o brigadeiro. “Eu amo o meu loiro, não você.” Abracei o Cody de lado.
“Nossa! Magoou bem lá no fundo depois dessa.” Ele fez beicinho.
Alli, rindo da situação, abraçou ele. “Não fica triste, amor.”
Ele escondeu o rosto no ombro dela, eu achei que ele estivesse chateado de verdade.
“Iiiih, alguém deixou o Jake triste.” Cody riu.
“Não, ele ta brincando, né Jake?”
...
“Né Jake?”
...
“Jake?” Me aproximei dele. “Jake?” Comecei a sacudi-lo. “É brincadeira, eu te amo sim, você é meu melhor amigo. Não fica triste comigo, Jake.”
Num ato rápido, ele me encheu de cócegas, eu estava morrendo de rir e ele, Cody e Alli também.
“Quem é seu melhor amigo?”
“Você, Jake. Para!”
“Quem?”
“Você!”
“Agora repete comigo: ‘Jake, melhor amigo do mundo inteiro, por favor, você poderia parar com isso?’”
“Jake, melhor amigo do mundo inteiro, por favor, você pode parar?”
Ele parou e beijou meu rosto. “Não fiquei triste, viu?”
“Eu sei.” Ri.
“Não sabia não, cunhada, ficou toda preocupada.”
“No fundo ela gosta do Jake.” Cody riu e me abraçou.
“Todos me amam.”
“Aé, senhor Thrupp?” Alli cruzou os braços.
“Não amor, não foi assim que eu quis dizer... Todos os amigos.”
“Sei...”
“Alerta de ciúmes, alerta de ciúmes.” Cody fez uma voz de robô.
Ficamos conversando e brincando pro mais bastante tempo, umas 23h30, eu e Cody fomos pro quarto. Tomamos um banho e caímos na cama. Na manhã seguinte, quando acordei, ele ainda dormia profundamente. Levantei sem fazer barulho, fui até o banheiro, fiz minha higiene pessoal e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo. Coloquei minha mala em cima da cama com cuidado pra não acordá-lo e comecei a procurar uma roupa que me agradasse. Cody beijou meu pescoço e sussurrou um “Bom dia” no meu ouvido.
“Você gosta de me deixar arrepiada, né?”

“Gosto muito.” Olhou pra minha mala. “Ta pensando em se trocar?”

“Lógico, quer que eu vá tomar café de baby-doll?”
“Tomar café não, mas te quero mais um tempinho com ele.” Passou a língua pela boca.
“Safado!”
Deitou na direção oposta da mala e me puxou pra deitar por cima. “Você que provoca.” Deslizou as mãos até minha bunda.
“Ta com fogo, é?” Mordi o lábio.
“Não imagina o quanto.”
Entre mãos bobas e beijos quentes, ele deu um chupão no meu pescoço e, quando tava começando a esquentar, esmurraram a porta.
“Vamos tomar café, casal!”
“Puta que pariu! Tinham que ser os dois...”
“A gente já vai, podem ir descendo.”
“Não demorem!”
“Depois a gente termina.” Pisquei pra ele e levantei. “Agora levanta daí e se troca.” Voltei a procurar uma roupa.
Ele levantou resmungando e foi pro banheiro. Escolhi um vestido super fofo e uma sapatilha. Cody colocou uma bermuda e uma regata, passou a mão pelo cabelo para arrumá-lo e nós descemos pro salão de café da manhã. Fizemos os pratos e fomos pra mesa com Alli e Jake.
Bom, nosso último dia foi ótimo. Praia, amassos, brincadeiras, mas agora tínhamos que ir... Malas no carro e som tocando, pegamos a estrada. No meio do caminho o celular do Cody tocou, nova sms, ele pediu pra que eu abrisse.
“Uma nova sms de Stella.” Li em voz alta. “Pra alegria de vocês eu já estou bem longe. De mim estão praticamente livres, mas não sou a única que quer vocês separados. Cuidado. XX” Apaguei a sms. “Ela é muito fofa, até me emociona.”
“Deixa ela pra lá, princesa. Não vale a pena.”
“Stella nojentinha, af.” Alli revirou os olhos.
“Eu deveria ter batido mais quando eu tive a chance.”
“Prevejo que o assunto não vai terminar bem se continuar, então chega dele.” Jake disse.
Agora tínhamos somente o som da música no carro, como estava muito silêncio, eu dormi. Demoraríamos pra chegar em casa. Quando chegamos eram umas 18h, fomos cada um pra sua casa com as malas. Levei as compras para a bebê pra minha casa, pois iria lavá-las e guardar.
“Boa tarde família.” Cumprimentei cada um.
“Boa tarde.”
“Como foram de viagem?” Minha mãe perguntou.
“Foi ótima, aproveitamos bastante.”
“E compraram muito também, né?” Gabe apontou pras sacolas.
“Era impossível não comprarmos. Só vou levar minha mala pro quarto e já mostro pra vocês.” Subi e deixei minha mala.
Comecei a mostrar as roupinhas pra eles, que estavam babando, tipo a Alli quando viu. A campainha nos interrompeu. Meu irmão abriu e eu me surpreendi ao ver Luiza e Fernando, achei que eles estavam no Brasil... Eles nos cumprimentaram e sentaram no sofá vago.
“Sabíamos que você voltaria hoje e resolvemos vir.”
Sorri. “E onde estão Luiz e Laura?”
“Em casa com o Gustavo.”
“Então eles ainda estão no Brasil?”
“Não, nós compramos a casa que tínhamos alugado. Seu pai conseguiu um bom emprego aqui.”
“Ah...”
“Marie, porque não nos disse que estava grávida?” Ela apontou pras roupinhas.
“É...” Minha mãe olhou pra mim.
“Porque minha mãe não esta grávida.”
“E de quem são essas roupinhas?” Fernando perguntou confuso.
“São da minha filha.”
Os dois começaram a rir e eu olhei confusa pros meus pais.
“Porque estão rindo?”
“Por causa da sua piada, filha.”
“Não é piada, eu to falando sério, eu e Cody teremos uma filha.”

Eles se olharam e voltaram a olhar pra mim. “Só pode estar brincando!”

“Eu to com cara de quem ta brincando?”
“Eu sabia que aquele garoto não era bom pra você!” Fernando deu um soco na própria perna.
“Ele não fez nada sozinho.”
“Minha mãe ta certa.”
“Exato, a culpa é de vocês também, por não terem educado ela!”
“Hãm? Meus pais me educaram muito bem!”
“Se tivessem educado bem você não estaria grávida ou nem estaria mais nessa casa.”
“Eu to dando graças a Deus por vocês não terem minha guarda, porque né...” Pausei. “Agora, já podem ir embora. Eu tenho mais o que fazer.”
“Eu também tenho.” Fernando levantou e Luiza o segui até a porta, os dois saíram.
“Af, acabou o clima de felicidade. Vou subir, depois me leva as sacolas, mãe?”
“Tudo bem, querida.”
~POV Cody Simpson~
Estava tirando as coisas da mala quando esmurraram a porta do meu quarto.
“Caralho Alli, eu já disse que não é pra...” Disse enquanto abria a porta, mas parei ao ver os pais biológicos da Manu. Limpei a garganta com vergonha. “É... Desculpem, achei que era minha irmã.”
“Você tem que se desculpar por outra coisa, não acha?” Os dois entraram no meu quarto. “Você vai nos ouvir agora.”
~POV Alli Simpson~
Não entendi o porquê dos dois aqui, mas deixei quieto. Voltei pro meu quarto pra arrumá-lo um pouco. Tom não me deixou arrumar nada, pois ficava pedindo ajuda na lição de casa, como uma boa irmã, eu ajudei. Depois disso conversei com Jake por sms por um tempo. Fui tomar um banho e, quando estava descansando um pouco, ouvi a porta do quarto do Cody bater, não uma batida normal, foi um pouco alto. Ele deveria estar nervoso, esse era um dos ‘sintomas’. Levantei e fui até lá, bati na porta e coloquei o corpo pra dentro.
“Posso?”

“Na boa? Não.”

Entrei mesmo assim. “Me fala o que foi e eu saio, juro.”
“Esquece e me deixa sozinho.”
“Não vou esquecer. Você é meu irmão e eu quero saber o que foi.” Ele não disse nada. “O que os pais biológicos da Manu fizeram ou falaram?”
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E ai, o que acham que eles fizeram? Hahaahhhahaha, comentem! Ah, uma coisa, o número de comentários abaixou e eu queria pedir que vocês comentem pra eu saber o que estão achando, poxa :( Façam isso, please... Xoxo



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Capítulo 75

~POV Cody Simpson~
Na manhã seguinte, às 9h já estávamos trocados, de café tomado e com as malas prontas. A mãe da Manu e a minha começaram os sermões, perdemos uma meia hora nisso. Nos despedimos e,ao irmos pro carro, percebi que minha irmã e a Manu não tinham trocado meia palavra, perguntei se estava tudo bem e elas afirmaram, achei bem estranho. 3 horas de viagem, contando com as paradas. Fomos direto almoçar, na mesa o silêncio dominou, novamente obtive a mesa resposta ai perguntar se estava tudo bem. Jake aderiu ao silêncio das duas e eu tive que aderir também. O hotel era no final da rua, seguimos até lá de carro. Pegamos os quartos, que eram um em frente ao outro.
“O que foi com você e com a Alli?” Perguntei abraçando ela por trás.
“Nada.”
“Fala. Vocês não estariam sem se falar por nada.”
“Não nos falamos porque não tinha assunto.”
Ela não iria me falar... Então a única maneira que achei de descobrir, era jogar verde.
“Ah amor, eu sei que ela não deveria ter dito aquilo...”
“É, cara, ela não entende que eu tenho meus motivos?”
“Motivos pra que mesmo?”
“AAH, idiota! Você ta jogando verde comigo, não é?”
“Então, né... Mas agora que começou termina.”
“Af, Cody.”
“Fala logo, Manu.”
“Okay... Alli falou um monte ontem por eu não ter aceitado seu pedido de casamento e, como você não estava em casa, que se algo acontecesse a culpa era minha. Eu nunca tinha visto ela assim e não achei legal ela chegar falando assim, sem saber os motivos e tal.”
“Vou falar com ela depois, okay?”
“Não Cody, deixa isso pra lá.”
“Certeza?”
“Absoluta.”
~POV Manuela Albuquerque~
Quando terminei de falar meu celular deu bipe de sms, vi no visor que era da Alli, olhei pro Cody e sorri.
“Falando nela...”
Abri a sms: ‘Manda o Cody pra cá? Eu preciso falar com você.’
Cody foi pro quarto dele e Alli veio pro nosso, nos acertamos e papeamos por um tempo. Até que tivemos a ideia de descer pra piscina. Me troquei com essa roupa:
E ela continuava sentada na cama.
“Não vai pro seu quarto se trocar?”
“Não gosto dos meus biquínis, me empresta um dos seus? São mais abertos.” Nós rimos.
“Claro, pode escolher.” Coloquei minha mala em cima da cama. “Vou7 avisar pros meninos irem com a gente, okay?”
Fui até o quarto da Alli e do Jake, ele que abriu.
“Aonde você vai?”
“Pra piscina. Vamos? Alli ta colocando o biquíni.”
Os dois concordaram em ir com agente. Ao voltar pro quarto, Alli já tinha colocado o biquíni e o short:
Ela foi pro quarto, Cody colocou uma bermuda e nós quatro descemos. Alli e Jake foram pra piscina e eu e Cody ficamos numa espreguiçadeira.
~POV Cody Simpson~
Como eu estava sentado atrás dela, mordi o nódulo de sua orelha e ela se arrepiou.
“Aha! Descobri outro ponto fraco.”
“Na orelha é sacanagem, amor.”
“Eu não sabia que...” Mordi a orelha dela de novo. “... você tinha...” Outra vez. “... tanto arrepio...” Outra vez. “... na orelha.” Mais uma.
Ela estava se contorcendo de arrepio. “Para com isso.”
“Para broh, a mina vai ter um treco.” Jake disse rindo com Alli.
“Eu faço isso porque amo ela.” Ri e abracei ela.
“Gosta de me ver sofrer, isso sim.”
“Ai Deus, parecem duas crianças.” Alli negou com a cabeça ainda rindo.
“Falou a velha.” Manu deu língua pra ela e levantou. “Vem pra água?” Me esticou a mão.
“Não princesa, vou só observar por enquanto.”
“Okay.” Ela tirou o short e entrou na piscina, se juntando com Alli e Jake.
Um tempo depois percebi que ela tava encarando umas meninas e também percebi que elas estavam me olhando. Ri da cara que ela tava fazendo e ela me olhou com um olhar mortal, saindo da piscina em seguida.
“Ta gostando disso?”
“Da sua cara de ciúmes?”
“Não, das minas te olhando.”
“Podem olhar a vontade, eu tenho dona.”
“Quem tem dono são cachorros, gatos e afins.”
“Linda com ciúmes.”
“Não é nada lindo ficar com ciúmes.” Ela sentou de frente pra mim. “Você gosta de sentir ciúmes por acaso?”
“Lógico que não, mas depois bate uma coisa de que você é minha e que não tem com que me preocupar.”
Sorriu. “Tem como ficar brava com você?”
“Acho que não.” Me endireitei na espreguiçadeira, com a ponta dos dedos trouxe o rosto dela pra mim e a beijei. “Eu te amo, princesa.”
“Awwwn, eu te amo, príncipe.”
“Awn quanto amor!” Alli fez um coração com a mão.
Dei dedo pra ela.
“A mãe não te deu educação não? Cuidado, heim cunhada? Ele vai ensinar isso pra minha afilhada.”
“Vai nada, Alli. Ele vai ser o maior babão, nem vai querer a filha fazendo isso.”
“Vou babar demais na nossa princesinha, demais mesmo.”
“Que desperdício.” Uma das meninas falou ao passar por nós.
“Inveja!” Manu retrucou puxando o ‘a’.
“Inveja de você, garota? Não mesmo!”
“Vai piar com seu bando, querida.”
“Chega, né?”
“O namorado vai defender? Cara, você é muito gostoso pra ta com ela.”
“E eu deveria estar com alguém da sua espécie? Porque eu não sou um galo.”
“Ui, me prendia no galinheiro depois dessa.” Alli disse no meio dos risos.
“Ridículos.” Ela foi andando com as outras.
“Boa, cunhada!”
“Amo tirar com garotas assim.”

“Vocês duas gostam de uma confusãozinha, não é?”
“Lógico, Jake.” Manu deu uma pausa. “Agora voltem o que estavam fazendo que eu tenho que falar com meu amor.”

“Okay, a gente não vai ouvir, senhorita.” Ele arrastou Alli pro outro canto da piscina.
“Pode falar, princesa.”
“Vamos comigo comprar o presente da Alli?”
“Putz! É verdade, vamos agora?”
“Temos que nos trocar, aí vamos.”
Levantamos. “Ae, nós vamos dar uma volta.”
Subimos pro quarto, nos trocamos e já saímos. Encontramos um shopping ali perto, enorme e a Manu ficou doida. A decisão do presente foi bem difícil, já que ela via uma coisa, via outra, voltava pra primeira, ia pra outra, em fim decidimos uma maleta com maquiagem e mais um monte de coisa que a vendedora disse, mas eu não entendi metade. Presente comprado e embrulhado, fomos pro piso superior, na verdade íamos dar uma volta pelo shopping, mas ela viu uma loja que chamou atenção.
“Olha, mô.” Apontou pra uma roupinha de bebê na vitrine.
“É linda. Quer comprar?”
“Sério?”
“Claro, porque não compraríamos?” Ri da cara que ela fez.
Era pra comprarmos só a roupinha da vitrine, mas a vendedora foi convincente e fez nós nos apaixonarmos por várias outras. Resultado, várias sacolas.
“Nossa pequena nem nasceu e olha o tanto de coisas que já tem.” Ri.
“Culpa daquela vendedora que ficava mostrando uma roupinha mais linda que a outra.”
“Por enquanto ta bom de coisas, né? Depois só temos que ver direitinho pra fazermos o quarto.”
“Vamos sentar? Cansei de ficar em pé.” Foi andando em direção ao banco vago mais próximo.
Sentamos.
“Amor, já tocou no assunto de morarmos na sua casa com seus pais?”
“Ainda não, mas vou falar o mais rápido possível.”
“Quando você falar eu tenho que falar com os meus, eles vão ter um leve ataque, mas vão entender... Espero.”

“E a Luiza e o Fernando? Eles já sabem da gravidez?”
“Não, eles estão no Brasil ainda, eu acho.”
Meu Iphone meio que disparou, tirei ele do bolso e tinham umas 7 sms seguidas do Jake, do tipo ‘onde vocês estão?’ ‘eu preciso ir comprar o presente da Alli e ela não vai querer ficar aqui’. Ri e olhei pra ela.
“Acho que o papai ta chamando pra irmos ficar com a Alli.”
“Jake?”

“Ele mesmo, quer comprar o presente da Alli e nós temos dois atrativos muito bons.” Apontei pra maleta e pras sacolas de roupinhas pra nossa filha.
“Okay, então vamos lá ajudar ele.”
~POV Manuela Albuquerque~
Chegando no hotel já tínhamos montado um plano pro Jake conseguir sair, mas o Cody ia com ele. Fomos pro quarto dos dois e eu disse que queria comer brigadeiro. Cody disse que ia buscar e chamou Jake, que entendeu o sinal. Antes deles irem, eu e Cody entregamos o presente da Alli, fizemos todo o discurso de feliz aniversário e ela se emocionou, ficando louca com o presente depois. Os dois saíram.
“Gostou do presente?”
“Amei, cunhada! Foi você que escolheu, né?”
“Depois de muitas opções, eu achei esse a sua cara, vamos dizer que seu irmão deu algumas opiniões.”
Ela viu todas as coisas e depois guardou nos mesmo lugares com toda calma do mundo. “E aquelas sacolas? Fizeram compras?” Apontou pras outras sacolas.
“Fizemos, trouxe pra você babar um pouquinho.” Peguei as sacolas e coloquei em cima da cama.
“Se eu gostar vou roubar pra mim.”
“Acho que não vão caber.” Ri.
Ela tirou a primeira peça da sacola. “Awwwwwn, roupinhas pra minha afilhada!”
Ela viu peça por peça e nem percebemos a hora, já estava anoitecendo... Logo ela acharia estranho a demora deles. Mandei sms pra ambos e o Cody respondeu que eles estavam em uma padaria esperando o bolo. É, eu teria que enrolar ela por mais um tempo.
“Cadê os meninos? Eles estão demorando pra comprar um brigadeiro, não acha?”
“Talvez eles não tenham achado um lugar que vendesse.”
“Será que aconteceu alguma coisa?”
“Acho que não, cunhada. Logo eles estão aí.”
“Espero que sim, não é legal eles ficarem andando sozinhos por aqui.”
“Ciumeeeeeenta!”
“Quem disse que é por ciúmes? Eles... eles... podem ser assaltados.”
“E você estando lá impediria alguma coisa?”
“Ai, okay, é por ciúmes. Mas com razão.” Ela riu.
Meia hora depois os dois chegaram, com tantas sacolas que dava pra fazer a festa toda.
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Oi meninas, desculpa a demora novamente... Bem vinda leitora nova! E ai, o que estão achando? Depende de vocês pra eu postar o próximo, então COMENTEM! Xoxo <3