quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Capítulo 65



“Deve levar sim, só tem que liberar isso.”
“Quem sabe um dia, agora vou lá falar com o Gabe.” O beijei e fui até a porta. “Te espero, amor.” Mandei beijos e saí.
Coloquei um biquíni e falei pro Gabe colocar uma bermuda de surf. 20 minutos depois, 9h45 em ponto, Cody tocou a campainha.
“Quem ai vai ter aula de surf?” Ele perguntou logo que eu abri a porta.
“Quem?” Gabe perguntou confuso.
“Você, agora levanta daí e vai pegar sua prancha, irmãozinho.”
“Você falou pra ele?”
“Mais ou menos.”
“Eu volto rapidinho.” Ele subiu correndo.
Cody deixou a prancha de lado e me beijou.
“Você ta linda.”
“Não to não, esse biquíni me deixa gorda.”
“Ai Deus, para com isso princesa. Não confia em mim? To dizendo que ta linda.”
“Awwwn!” Dei um selinho nele.
Quando Gabe desceu decidimos que iríamos com meu carro até o final leste da praia, que era o melhor pra iniciantes, segundo o Cody. Eles foram pra água e eu deitei na areia pra pegar um sol, pois o dia estava bem quente. Acabei dormindo por um bom tempo, não sei quanto, mas acordei com um riso histérico de garota. Me sentei um pouco sonolenta. Cody estava a meu lado, Gabe do outro e a garota na frente.
“Até que em fim, irmã.”
“Acho que eu tava melhor dormindo.” Disse e olhei pra ela.
Cody me olhou com um suplico de paciência.
“Então você que é...”
Interrompi ela. “A namorada do Cody? É, sou eu.”
“Eu ia dizer Manuela, mas... Prazer, sou Stella Hudgens.”
Olhei pro Cody e voltei a olhar pra ela. “A famosa Stella.” Sorri irônica.
“Stella sim, famosa eu já não sei.” Ela riu.
~POV Cody Simpson~
“Que lindo! Ela é engraçadinha também.”
“Manu...”
“Oi Cody, algum problema?” Ela disse irônica.
“Já conversamos sobre isso, certo?” Eu disse calmamente.
Ela não me disse mais nada. Saiu do meu lado e foi pro lado do Gabe.
“Então Cody, como eu estava dizendo... Encontrei com a Alli e o Jake ontem, eles disseram?”
“Vagamente.”
“Sua irmã ta linda e, desde a nossa época, sabia que eles dariam certo.”
“Vamos Gabe?”
“Já?”
“Se quiser fica com o Cody e com essa aí.” Ela deu ombros. “Boa conversa e não venha atrás de mim.”
“Poxa amor, a gente já falou sobre isso.”
“Não esqueça de levar meu irmão.” Ela me ignorou, levantou, abanou o corpo pra tirar a areia, entrou no carro e saiu com ele.
“É... Desculpa Stella, não foi um bom começo pra vocês duas, mas a Manu não ta muito bem...”
“Tudo bem Cody. Vai atrás dela, acredite, quando uma garota diz pra você não ir atrás é porque ela quer que você vá.”
“Obrigado.” Beijei o rosto dela e levantei. “Vamos, Gabe?”
“Okay, vamos...”
Pegamos as pranchas e fomos andando pra casa, mas antes de ir pra casa da Manu passei na minha. Tomei um banho, troquei de roupa, peguei dinheiro e saí. Fui até uma loja onde vendiam ursinhos de pelúcia e comprei um pra ela, só então fui pra casa dela. Gabe disse que ela estava no quarto. Subi as escadas, a porta estava entreaberta, dei duas batidinhas, entrei e fechei a porta.
“Princesa...”
“Vai ficar com a Stella.”
“Amor, não teve nada de mais. Para de bobeira.” Sentei ao lado dela.
Ela sentou na cama também. Fiz uma cara de cão sem dono e entreguei o ursinho pra ela, que abriu um lindo sorriso.
“To sendo infantil contigo, né?”
“Um pouquinho.”
“Me desculpa por isso?”
“Desculpo, agora me diz, porque tava chorando sendo que nós já conversamos sobre isso?”
“Eu não sei... Minhas emoções vêm e vão.”
“Isso ta com cara de...”
Ela me interrompeu. “Como a enfermeira disse, eu não tenho nada.”
“Não sei... Esse mês ou no outro veio pra você?”
“Esse mês ainda não já mês passado eu não lembro, acho que sim.”
“Só você pra esquecer isso dona Manuela.” Neguei com a cabeça.
“É normal esquecer.” Ela riu, deixou o ursinho em cima do travesseiro e levantou olhando pro relógio. “Já são 13h35, vai almoçar aqui?”
“Vou, to com preguiça de ir pra casa.”
“Ah lógico, porque sua casa é muito longe daqui, amor.”
“Vish, é longe mesmo.”
~POV Manuela Albuquerque~
Quando meus pais chegaram já tínhamos almoçado. Eles almoçaram e se juntaram à nós na sala.
“Meus pais vão dar um almoço amanhã pela nossa volta, posso contar com vocês lá?” Cody perguntou pros meus pais.
“Almoço de família no domingo.” Meu pai riu. “Vamos estar lá.”
“Por volta do 12h00, okay?”
“Okay.”

[...] Alli chegou na minha casa com uma cara nada boa.
“O que aconteceu, cunhada?”
“Oi pra vocês também.” Ela sentou ao nosso lado.
“Nossa, quando não é uma é a outra...” Cody riu. “Fala aí o que aconteceu, Alli.”
“Jake e Sam.”
“Hoje deve ser o dia mundial do ciúmes.”
“Você ou o Cody?”
“Eu.”
“Stella?”
“Ela mesma.”
“Jake me deixou falando sozinha pra falar com a Sam, acredita?”
“Acredito. O Cody ficou falando sei lá sobe o que com a Stella enquanto eu tava dormindo.”
“Ai amiga, esses garotos são praticamente iguais.”
“Ei, um dos garotos em discussão ta aqui.” Ele fez beicinho.
“Quando estivermos sozinhas a gente conversa sobre isso.”
“Me mandando embora, Alli?”
“Não, você fica aqui sob meus olhos, Simpson.”
“Ciumenta.”
“Disse o garoto que ficou com ciúmes do meu primo.”
“Ele te olhou dos pés à cabeça e eu sei o que quis dizer.”
“Mas é meu primo.”
“DR? Aqui na minha frente? Sério?”
“Como você ta chata, Alli. Vou falar com o Jake pra ele nunca mais te deixar com ciúmes nem brigar com você, porque, puta que pariu, te aguentar assim ninguém merece.”
“Isso, fala com seu amiguinho.”
17h00 Alli foi embora e Cody disse que ficaria mais 5 minutos comigo. Ele sentou no meio-fio e eu sentei entre suas pernas.
“Acho que não vou ficar só mais 5 minutos, ta tão bom aqui.”
“Tenho que concordar com você, amor.” Inclinei a cabeça e dei um selinho nele. “Depois de termos altos e baixos sempre fica bem de novo.”
“É verdade princesa, mas todo casal tem altos e baixos.”
Ele estava certo, todo casal tem altos e baixos, mas no decorrer de duas semanas isso piorou muito. Estávamos brigando a todo momento, em quase toda as brigas o assunto era a Stella ou ele achava outra coisa pra implicar... Era noite, ele tinha saído com Jake, Cambo e Chris e eu e as meninas estávamos na casa da Alli. Tom foi dormir em casa e eu dormiria aqui, então resolvi já ir buscar meu pijama. Depois de pega-lo, minha mãe avisou que Luiza tinha ligado pra dizer que minha irmã chegaria na manhã seguinte e, pela tarde, eles viriam me ver. Voltei pra casa da Alli e quando entrei no quarto elas fecharam o notebook rapidamente.
“Estão me escondendo o que?”
“Nada...” Elas disseram em coro.
Deixei o pijama em cima da cama dela. “Vai, me falem o que estavam vendo.”
Elas ficaram em silêncio.
“Alli?”
Sabia que ela não me esconderia nada e nem me mentiria pra mim, ela não conseguia.
“Amiga, você não vai gostar, quer ver mesmo assim?”
“Alli!” Madd e Babi repreenderam.
“Ai gente, ela tem que saber.” Ela deu duas batidinhas ao lado de onde estava sentada e eu me sentei ao seu lado.
O notebook estava em modo de espera e logo que Alli ligou-o de volta abriu uma foto do Cody e da Stella no twitter dela, com a seguinte legenda: “@CodySimpson invadindo o twitter da Stella hahahahhaa e relembrando os velhos tempo.”
~POV Alli Simpson~
As meninas me olharam quando a Manu começou a empalidecer. Ao se recuperar, ela pediu pra uma das suas ligar pro namorado e perguntar onde eles estavam e quem estava junto. Babi quem ligou, Cambo disse que estavam na praia e que estava com Jake, Chris e Cody, mas não mencionou a Stella... Abracei a Manu.
“Amiga, eu to com um pouco de medo desse ‘relembrando os velhos tempos’, eu e ele brigamos constantemente agora, e se eles tiverem tendo alguma coisa?” Foi o máximo que ela consegui dizer antes de cair em lágrimas.
Soltei ela e sequei suas lágrimas. “Qualquer coisa que eu disser agora vai ser inútil... E, por mais que seja difícil, nós vamos até lá tirar a prova, mas se não quiser ir, eu vou sozinha.”a seguinte legenda.o twitter dela, com a seguinte legenda.ik rapidamente. utra coisa pra implicar...
“Eu vou ir sim, quero ver com os meus próprios olhos.”
As meninas brigaram, mas no fim foram com a gente. Fomos andando até a praia e começamos a percorrê-la pelo meio, assim poderíamos ver todos que estavam lá de ambos os lados. Manu estava cada vez mais nervosa. A praia estava quase vazia e uma fogueira que iluminava uma pequena parte da praia chamou minha atenção. À medida em que nos aproximávamos estava torcendo pra que não fossem eles, ou pelo menos que a Stella não estivesse lá. Manu começou a reconhecê-los. Chegamos perto deles sem sermos percebidas. Cody estava ao lado de Stella cantando uma música que ele costumava cantar pra ela quando estavam juntos, Summertime. Vi que a Manu ia fazer alguma coisa, mas nem tentei impedi-la de nada. Ela foi se aproximando da Stella sem fazer barulho algum, nisso só Cody e Stella não tinham nos percebido. Manu levantou Stella da areia pelo cabelo, então, Cody percebeu que estávamos ali.
“Manu...”
Interrompi ele. “Quieto Cody!”
“Me solta, sua louca!” Stella disse enquanto tentava soltar seu cabelo.
“Vou te dar uma lição, garota.” Deu um tapa na cara dela.
“Manuela, para com isso!”
As duas começaram a brigar na areia, Cody tentava separar mas levava vários chutes.
“Porra, dá pra, ao invés de ficarem olhando, virem me ajudar?”
“Dá outro nela pra marcar, amiga!”
Jake, Cambo e Chris foram ajudar. Jake e Cambo seguraram a Manu e Cody e Chris a Stella. A situação do rosto da Stella estava bem pior que o da Manu. Jake tinha conseguido um jeito de segurar a Manu sozinho e ela não se soltar.
“Alli, manda seu namorado me soltar.”
“Acho que a Stella já ta bem machucada, baixinha.” Jake segurou pra não rir e Cody jogou um olhar matador pra ele.
“Não solta ela, Jake.”
“Vai Jake, me solta pra eu ir embora.”
Jake a soltou, ela olhou pro Cody e pra Stella e ele começou a brigar com ela de novo...
~POV Manuela Albuquerque~
“Manuela, você ta louca de fazer isso? Eu não esperava isso de você.”
“E eu não esperava ver você com ela, também não esperava que me enganasse.”
“Eu não te enganei.”
“Você disse que ia sair com os meninos.”
“Fica na sua, Alli, não se mete nisso!”
“Me meto sim, porque você ta errado.”
“Deixa quieto amiga.” Voltei a olhar pro Cody. “Eu não to aguentando mais isso.” Sequei uma lágrima que estava escorrendo e tirei minha aliança de compromisso. “Fica com ela. Dá pra Stella, talvez...” Coloquei-a na mão dele. “Tchau, Simpson.”
“Ta terminando comigo?”
“Acho que nós já terminamos desde que ela chegou.” Virei as costas.
Alli e Jake me seguiram até em casa.
“Manu, pensa direito nisso... Você ama ele e ele te ama.”
“Não Jake, já pensei muito... Poxa, ele nem cogitou quando eu terminei com ele.”
“Tem certeza de que isso vai ser o melhor pra vocês?”
“Tenho. Nós quase nunca estamos juntos agora e quando estamos nos estranhamos. Somos quase desconhecidos de duas semanas pra cá, é tudo Stella isso, Stella aquilo, eu e a Stella não sei o que... Isso cansa e eu já cansei há muito tempo.” Respirei fundo. “Quem sabe quando a Stella for embora a gente converse... Ou não, não sei mais de nada. Gente, eu vou dormir, não to muito bem... Até amanhã lá no colégio.”
Eles foram embora. Rejeitei a janta e subi pra tomar um banho. Passei pomada no canto da boca, onde a Stella tinha me machucado... Chorei durante um bom tempo e acabei pegando no sono. Na manhã seguinte, depois do banho pra ir pro cursinho, decidi que mostraria que era forte. Passei uma leve maquiagem, soltei o cabelo, coloquei a camisa da escola, um short, o único que eu consegui fechar, e um tênis de cano longo. Me olhei no espelho e me senti bem. Desci com minha mochila, tomei um copo de leite e quando meus pais saíram fui pro carro com Gabe. Chegamos no colégio em silêncio, estacionei em uma vaga e a maioria dos presentes ali olhou pro carro, que nunca tinham visto.
“Você ta bem?”
“Quero acreditar que sim, irmãozinho.” Sorri.
“Você é forte.” Beijou meu rosto.
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Meninas, desculpa a demora, mas meu word estava de zueira com a minha face u.u Bom, comentem e eu continuo... Acham que tem volta? hahahahaa, xoxo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Capítulo 64

Abri a caixa e encontrei um envelope logo por cima, nele dizia “Primeiro leia!”, dentro dele tinha uma carta, nela dizia:
“Minha querida netinha,
Hoje não deve ser um bom dia pra você... Não sei com quantos anos estará lendo essa carta, mas o sentimento será o mesmo. Lembra quando tinha 5 anos e, próximo ao natal, me pediu uma caixinha de música que passava no comercial? Talvez não se lembre, mas eu nunca pude esquecer... Ainda não tínhamos boas condições financeiras e ela era um pouco cara. Era uma caixinha que hoje pode parecer velha e sem graça, mas desde quando arrumei algum dinheiro comecei a procurá-la.
Deve estar se perguntando o porque de não ter desistido de achar essa caixinha de músicas, não é? Vou tentar explicar... Quando seus pais tinham 27 anos chegaram com você em casa, tão linda e
Pequena, minha primeira e única neta. Suas primeiras palavras, em nosso idioma, foram comigo, pois eu tentava durante o dia todo te ensinar. Quando me pediu aquela caixinha seus olhinhos brilhavam e sempre que o comercial passava, na televisão ou em anúncios de jornal, um sorriso estampava seu rostinho. Me senti mal quando o natal chegou e eu não pude dar ela pra você, lembro também de ter dito que estava tudo bem por não a ter ganhado, mas seus olhinhos estavam marejados e pela noite ouvi seu choro. Depois disso eu prometi a mim mesmo que te daria ela, seja quando fosse.  
Hoje tenho certeza que é uma garota/mulher maravilhosa e que, apesar das circunstâncias, está sorrindo com lágrimas nos olhos. Princesinha, lembra quando eu disse que cuidaria de você? Quer dizer, eu sempre disse isso. Prometo que irei cumprir isso sempre e para sempre. Mesmo não estando ao seu lado vou cuidar e proteger você de todo mal.
Não poderia partir sem deixar a caixinha com você, sim, eu consegui achá-la há algum tempo. Então, sempre que sentir falta de falar comigo a coloque pra tocar e pense que estou bem melhor onde eu estou agora. Eu amo você.
Willian.”
Ele estava certo, eu estava sorrindo, mas também estava chorando. Olhei pra caixa e tinha um embrulho. Era a caixinha de músicas. Dei corda nela e lembrei de quando via a propaganda e chamava ele pra ver comigo e também de como eu fiquei mal por não a ter ganhado. Mas agora ela estava aqui, na minha frente, e era mais especial do que se eu tivesse a ganhado naquele natal... Continuei a ver o que tinha na caixa. Haviam mais dois papéis, um dobrado e um aberto. O aberto estava com um cartão de banco fixado e mais uma mensagem: “Se eu me for antes de seu casamento, esse é meu presente pra você. Durante anos guardei dinheiro aí, acho que dá pro gasto. Ah, entregue pro Gabe o outro?”
[...] Estávamos no salão do velório de um cemitério. Assim que meus pais chegassem seria o enterro. Eles ainda não sabiam que eu e Cody estávamos aqui...
~POV Cody Simpson~
O salão do cemitério estava vazio, praticamente, a penas eu, Manu, sua avó, Will e mais 4 ou 5 pessoas... Ela estava chorando com a cabeça no meu ombro. Queria poder ajudá-la em algo, mas qualquer coisa que eu dissesse seria inútil, e eu também estava abalado com a situação. Albert, Marie e Gabe entraram no salão, eu gelei. Estava com medo do que eles diriam sobre estarmos ali... Manu levantou os olhos e em seguida voltou os pro chão. Os três caíram em lágrimas ao entrarem e verem o caixão. Gabe nos viu e veio correndo abraçar a Manu, depois me abraçou também.
“Vocês estavam com o vovô?”
Manu assentiu enquanto limpava as lágrimas.
Depois que os pais dela falaram com Charlotte e Will, olharam em nossa direção, surpresos. Os dois vieram até nós e nos abraçaram.
“Meu Deus!” Marie disse entre lágrimas. “Vocês estavam aqui o tempo todo?”
Suspirei. “Sim, estávamos na casa dos avós da Manu.”
Manu abraçou o pai que estava arrasado, não era pra menos, afinal era pai dele... O enterro foi bem rápido e no mesmo dia já voltamos pra Gold Coast. 16h30 quando chegamos. Fui pra minha casa, afinal, Manu tinha que ficar com os pais um pouco e eu tinha que ficar com os meus também. Ao entrar em casa, minha mãe quase me sufocou de tanto apertar.
“Filho! Você ta bem? Onde estavam?”
“Calma mãe, eu to bem e estava na casa dos avós da Manu, mas como o vô dela morreu...”
“Eu fiquei sabendo... Depois eu vou falar com eles. Como ela está?”
“Mal, muito mal. Espero que ela acorde melhor amanhã...” Suspirei. “Onde estão Alli, Tom e o papai?” Sentei no sofá e deixei a mochila de lado.
“Alli foi tomar sorvete com o Jake e seu pai e Tom estão no kart.”
Conversei mais um pouco com minha mãe e depois ela subiu pro banho. Minutos depois Alli e Jake entraram em casa, conversando distraídos.
“Mas e se o Cody encontrar ela também?”
“Se eu encontrar quem, Allizita?” Levantei do sofá.
“CODY!” Ela veio correndo e pulou no meu colo.
“Sentiu minha falta?” A coloquei de volta no chão.
“Que pergunta né?”
Jake veio até mim também e fizemos um toque seguido de um abraço. “Que bom que voltou, broh.”
“É bom estar de volta.” Dei um leve sorriso. “De quem estavam falando quando entraram?”
Os dois se entreolharam.
“Heim?”
“Não vamos falar nada.”
“Pô, fala broh... Uma hora ou outra eu vou saber.”
“Então descubra sozinho.” Alli tirou meu Iphone do bolso e me entregou.
“Tava com ele porque?” Desbloqueei e vi 3 novas sms.
“Para caso vocês entrassem em contato, Senhor Simpson.”
Abri as sms... 2 da operadora e uma que o número não estava na agenda que dizia: “Não fala mais comigo só porque ta namorando? XX, StellaH.”. A sms tinha sido enviada de manhã.
Olhei pros dois novamente. “Por acaso estavam falando da Stella?”
Eles se entreolharam de novo.
“ Só me digam se sim ou não.”
“Sim...” Por fim Jake disse.
“Ela ta aqui em Gold Coast?”
“Opa, opa, opa! Você tem a Manu, vai se acalmando aí.” Jake disse com repreensão.
“E como eu disse logo que você pediu ela em namoro, eu não quero outra cunhada.”
“Calma. Eu amo a Manu. Só fiz uma pergunta...”
“Pergunta que não deveria ter sido feita com euforia, ainda mais se tratando da nojentinha da Stella.”
“Chega né? Vou dormir porque meus dias foram corridos.”
Subi, tomei um banho, respondi a Stella, mandei um sms de boa noite pra Manu e virei na cama por um tempo. Logo de manhã, não sei que horas, meu Iphone tocou, não olhei o visor e atendi.
~Ligação Onn~
“Alô?” Disse sonolento.
“Bom dia! Desculpa se te acordei, mas queria ser a primeira a te dar bom dia.”
“Princesa, é você?”
...
Nisso a Manu entrou no quarto. Cocei os olhos e percebi que não era ela no telefone, obviamente.
“Quem é ‘princesa’?”
Desliguei. “Não é você?”
“Que engraçadinho você, Simpson.” Ela me jogou um olhar matador. “Quem era?”
“Eu não sei amor, acabei de acordar e atendi sem olhar o visor. Achei que era você...” Sentei na cama de frente pra ela.
“Então não conhece mais minha voz?”
“Amor, para com isso. Eu tava praticamente dormindo.”
~POV Manuela Albuquerque~
O Iphone dele tocou novamente, mas desta vez eu peguei da mão dele e olhei o visor, que piscava o nome Stella. Lembrei que uma vez ele havia me falado de uma Stella, que foi a 1ª namorada dele.
“O amor da sua vida ta de volta?”
“Que eu saiba o amor da minha vida ta na minha frente.”
“Então porque chamou ela de princesa?”
“Porque eu achei que era VOCÊ.”
“E porque ela ta te ligando?”
Alli entrou no quarto com a cara de sono e pijama. Só aí percebi que estávamos falando meio alto.
“Dá pra discutirem mais baixo?”
“Não tem mais discussão, eu to indo.”
Já no final da escada ele me puxou pelo braço, fazendo eu ficar colada nele.
“Manuela, para de bobeira.”
“Não é bobeira Cody, vocês já estiveram namorando e ela foi a primeira que você amou... Me sinto insegura.”
“Isso foi há 5 anos...” Colocou meu rosto entre as mãos. “A Stella é meu passado e você, Manu, é meu presente e meu futuro.” Me deu um selinho. “Desculpa se eu fiz você pensar besteira.”
“Eu que peço desculpas por estar tão sentimental.”
Ele entrelaçou os braços na minha cintura. “Fica tranquila. Eu te amo, okay? A Stella pode ter voltado, mas não muda nada.” Me deu outro selinho. “Veio me chamar pra ir pra algum lugar, princesa?”
“Na verdade não... Porque?”
“Porque se não eu te convidaria pra praia.”

“Só se meu irmão quiser ir junto... Meus pais saíram e me pediram pra não deixar ele sozinho.”
“Chama ele, coloca um biquíni e eu passo na sua casa em 20 minutos.”
“Okay, te espero lá. Vai ser bom pra mim e pra ele esquecermos da perda um pouco...”
“Acho que vou ensinar o Gabe a surfar, se ele quiser.”
“Ele sempre quis te pedir, mas tem vergonha...” Ri.
“Sério?”
“Muito sério.”
“Então ta fechado, vou ensinar ele. Quer aprender também?”
“Eu não levo jeito pra isso.”
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Pequeno, mas é o que temos pra hoje.. Quando tiverem comentários eu posto mais. Comentem com as opiniões do que vai acontecer com a chegada da Stella, hahhahahahaha.


domingo, 2 de setembro de 2012

Capítulo 63

As sirenes cessaram e deram lugar as luzes das viaturas ou ambulâncias, que invadiram o quarto pela janela. Minutos depois ouvi uma correria no corredor, pensei na possibilidade de ter acontecido um assalto, mas era quase impossível, teríamos escuto. Olhei pra Manu, ela dormia profundamente. Levantei sem fazer barulho, abri a porta lentamente e saí como estava, só de shorts. Levei um baita susto ao ver vários bombeiros, policiais ou paramédicos, não consegui identificar. Todos no estreito corredor.
“O que ta acontecendo?”
“Não sabemos direito...”
“Infarto, eu acho.” Um outro disse.
Fui até o quarto dos avós da Manu, mas me barraram na porta. Dois caras que pareciam armários.
“Não pode entrar.” Um deles disse.
“Eu quero saber o que ta acontecendo.”
“Como o senhor entrou aqui?”
“Acho que eu to morando aqui, né? Agora, posso passar?”
“Não, vai atrapalhar os procedimentos.”
“Puta que pariu! Eu quero saber o que aconteceu.”
“Quer ir preso por desacatos às autoridades?”
“Não...”
20 minutos depois Charlotte saiu do quarto.
“O que aconteceu, dona Charlotte?”
“Willian teve um infarto.”
“Como ele está?”
“Ele vai pro hospital, talvez ficar internado, eu não sei...”
“Quer que eu vá com a senhora? Deixo um bilhete pra Manu.”
“Não, fique com ela. Will vai me acompanhar até o hospital, só explica pra Manu o que aconteceu, ta? Pela manhã eu ligo pra dar notícias.”
“Espero que dê tudo certo.”

“Eu também...” Suspirou.
A maca saiu do quarto com ele, Charlotte foi para um carro de polícia com Will, todos os paramédicos e policias também foram embora e eu tranquei a porta. Subi de volta, Manu ainda dormia, já eu quase não preguei o olho. Ao amanhecer já tinha feito o café quando ela desceu.
“Bom dia príncipe.” Me deu um selinho.
“Bom dia princesa.” Retribui o selinho.
“Você que fez o café?” Sentou em uma das cadeiras.
“Foi sim.” Sentei de frente pra ela.
Comemos um pouco e ela fez uma careta algum tempo depois. “Acho que o cheiro do bacon não me faz bem...”
“Ta passando mal?”
“Um pouquinho.”
Coloquei o prato com bacon na bancada. Acabamos de comer e a pergunta, por qual eu me preparei tanto, chegou.
“Amor, cadê meus avós?”
“Você não ouviu uma movimentação pela madrugada?”
“Não, por quê?”
~POV Manuela Albuquerque~
Após suspirar ele se calou.
“Heim, Cody?”
“Eu não sei como te dizer isso...”
“Me fala logo.”
“É... Seu avô teve um infarto ontem... Mas, não sei como ele está, sua vó mandará notícias.”

Entrei em um pequeno estado de choque. Não sabia se tentava falar algo ou se chorava... Apenas congelei.
“Meu amor, fala alguma coisa...”
“O que, Cody? Eu to arrasada.”
Ele me envolveu em seus braços. “Eu sei disso, quer que eu ligue pra sua vó?”
Assenti e ele foi até a sala, voltou um tempo depois com um papel na mão.
“Quer ir até o hospital?” Ele perguntou e em seguida secou minhas lágrimas.
“Quero, tem o endereço?”
“Tenho.” Levantou a mão em que o papel estava.

[...] Minha aflição estava deixando Cody aflito também que, por diversas vezes, me pedia calma e pra ser forte, eu só abaixava a cabeça e chorava ainda mais, ao chegarmos fomos até a sala de espera, onde minha avó estava.
~POV Gabryel Albuquerque~
Depois da aula, Tom foi até minha casa jogar, pra não ficar sozinho e pra esquecermos um pouco a fuga da Manu e do Cody. Minha mãe não tinha ido pro trabalho e tia Angie estava junto com nossos pais à procura dos dois. Almoçamos e quando íamos ligar o vídeo game a campainha tocou, eu fui abrir. Eram Luiza e Fernando com o filho deles, Luiz. Eles cumprimentaram a gente e entraram, minha mãe veio da cozinha secando as mãos em um pano.
“Olá Marie, já podemos levar nossa princesa?”
“É... Na verdade não Fernando...”
“Como não?” Luiza se indignou.
“A Manu acabou fugindo pra não ir com vocês.”
“Fugindo? Como assim?”
“Estamos praticamente a forçando a fazer o que não quer por isso ela achou que fugindo se livraria de ir com vocês.”
Luiza passou Luiz parar Fernando. “E vocês está nessa calma?”
“Meu marido, Brad e Angie estão procurando enquanto eu fico com os meninos e espero pra ver se eles ligam pra casa.”
“Eles? Ela foi com alguém?” Pausou. “Me diz que não foi com aquele loiro, o tal namorado.” Fernando embraveceu o semblante.
“Ele é meu irmão! E cuida muito bem da namorada dele.” Tom disse num tom de voz um pouquinho alto.
“Marie, como deixa minha filha ir sozinha com aquele garoto?”
“Se eu tivesse deixado não seria uma fuga. Meio óbvio isso, né Luiza?”
“A culpa disso é de vocês, por não a educarem.”
~POV Cody Simpson~
Desde a hora em que chegamos, só agora tínhamos tido informações... Ele estava em estado crítico na UTI e corria risco de morte. Após a notícia, Manu apagou. Ela passou em consulta, mas a enfermeira disse que era um desmaio pelo susto...
~POV Alli Simpson~
3 dias depois, nada deles, mas nossos pais não queriam colocar a polícia no meio das buscas. Estava no clima com Jake quando meu Iphone tocou. Era um número que marcava “Restrito”.
~Ligação Onn~
“Alô?”
“Alli?”
“MANU!” Jake arregalou os olhos quando eu gritei.

“Não, não fala meu nome.”
“Só estamos eu e Jake, cunhada.”
“Só liguei pra dizer que estamos bem e pra perguntar como estão todos por aí.”
“Ta todo mundo louco atrás de vocês, mas de restante tudo bem.” Pausei. “To com saudades, cunhada.”
“Eu e Cody também estamos com saudades, cunhada.”
“Onde ele ta?”
“No banho.”
“E quando vocês voltam?”
“Assim que as coisas por aqui melhorarem.” Pausou. “Amiga, vou ter que desligar, estamos quase saindo.”
“Manda beijos pro Codes?”
“Mando, manda pro Jake?”
“Vou mandar. Ei cunhada, eu amo você.”
“Eu também amo você, cunhada.” Fez outra pausa. “Só não contem que eu liguei.”
“Fica tranquila.”

“Obrigada, xoxo.”
“Xoxo.”
~Ligação Off~
“Era a Manu?”
Era, Jake! Eles estão bem.” Abracei ele. “E ela te mandou beijos.”
“Quando eles voltam?”
“Segundo ela, quando as coisas melhorarem.”
“Que coisas?”
“Não sei...”

“Será que eles brigaram?”
“Acho que não, ela não estava com voz de quem brigou com o Cody.”
“E tem voz de quem brigou com o Cody, amor?” Ele riu.
“Tem, pra ela é voz triste.”
[...] O Iphone do Cody, que estava comigo esses dias pra caso eles entrassem em contato, deu bipe de sms de um número que não estava salvo na agenda.
“Sms. Será que é deles?”
“Acho que não, mas abre aí... Quem sabe.”
Abri e nela dizia: “Cody, estou com saudades:/ Tenho uma surpresa... Estou em GC!! Quando podemos nos ver? XX, Stella Hudgens”. Não, agora que o Cody tinha se livrado de vez da Hailey não!
“É a garota que o Cody namorou, não é?”
“É, amor... Apago ou deixo pra ele ver quando voltar?”
“Olha, pela sua amiga ciumenta, eu acho melhor apagar. Nós sabemos que o Cody era louco pela Stella... E se ele volta com o sentimento?”
“É, ta certo.” Apaguei a sms. “Espero que ele não descubra ou então que eles voltem quando ela já tiver ido embora.”
~POV Stella Hudgens~
1 mês e meio em Gold Coast. Talvez o tempo perfeito para laçar o Cody novamente ou, pelo menos, deixar ele balançado. Havia pegado o telefone dele com uma garota que se disse amiga dele, na frente do colégio em que ele estuda. Enquanto ele não respondia fui procurá-lo no twitter. Últimos tweets há 5 dias, a maioria melosos. “Como não estar feliz ao seu lado, princesa? @ManuAbq”; “Viveria a eternidade se você estivesse comigo.” E uma foto como essa:

Com legenda “eu te amo minha Manu.”. Não seria tão fácil, ou talvez fosse.
~POV Manuela Albuquerque~
A maior parte dos 3 dias nossa rotina era do hospital pra casa e vice-versa. Como agora mesmo já iríamos pro hospital. Meu avô estava acordado hoje, pelo que minha avó havia dito. Cody entrou comigo no quarto da UTI, eu não conseguiria ir sozinha. Ele sentou  na poltrona de espera e eu ao lado da cama. Ele sorriu pra mim com incentivo e eu comecei a falar.
“Vô?” Disse quase num sussurro.
“Manuela...” Ele disse com uma voz trêmula e fraca.
“O senhor vai ficar bem.” Depositei um beijo na mãe dele.
“Não princesinha... Chegou minha hora, quando chega a gente sente...” Ele abriu um sorriso sem forças. “Mas não pense que eu vou deixar de cuidar da minha neta, mas lá de cima, junto com todos os anjos que te protegem.”
Minhas lágrimas saíram de meu controle e começaram a rolar incessantemente. Um nó na garganta me impediu de falar qualquer coisa.
“Ei, chame seu namorado, quero lhe pedir uma coisa.”
Olhei pro Cody e o chamei com a mão, ele levantou e veio até nós.
“Quero pedir um favor, me dá esse direito?” Limpou com dificuldade a garganta ao perceber que a voz estava falhando.
“Claro, o que o senhor quiser.”
Meu avô tentou se ajeitar, mas os aparelhos o impediam. “Cuida da minha netinha? Ela vai precisar de você e, por favor, não faça ela sofrer.”
Cody me olhou e eu não parava de chorar.
“Vou cuidar dela até quando eu não puder mais, mas o senhor vai me ajudar.”
“Não daqui, garoto... Não daqui...” Ele pegou uma caixinha na pequena mesa ao lado e me entregou. “Só abra quando eu me for. Dentro dela tem algumas instruções para achar seu presente. Faça isso logo depois que receber a notícia, é meu último pedido.”
Ia perguntar sobre a caixinha pra ele, mas o doutor entrou no quarto, me interrompendo.
“O paciente tem que descansar.”
“5 minutinhos?” Cody pediu.
“Não posso, amanhã vocês voltam.”
“Vô, fique bem.” Depositei um beijo em seu rosto. “Eu amo o senhor.”
“Também amo você, princesinha.”
Acenei com a mão livre da porta e o doutor quase nos expulsou de lá. Voltei a me afogar em lágrimas, mas agora abraçada com o Cody.
“Ele vai ficar bem, amor.” Beijou minha testa.
“Eu não sei... Quero acreditar, mas não sei, amor.”
Uma hora depois, Will chegou e nós fomos pra casa. Passei mal de novo e não jantei. 23h o telefone tocou, desci correndo pra atender e Cody me seguiu.
~Ligação Onn~
“Alô?”
“Manu?”
“Sim, é você vó?”
“É, querida...”

“Aconteceu alguma coisa? Sua voz está estranha... Meu avô ta bem?”
Ela começou a chorar. “Manuela, seu avô faleceu...”
O telefone caiu da minha mãe e eu no sofá e em lágrimas também. Cody pegou o telefone, mas a ligação já tinha caído.
“Ele se foi, Cody... Se foi...”
Ele me abraçou forte e eu acabei sentindo algumas lágrimas no meu ombro. Momentos com meu avô passaram em minha mente...
“Ele ta melhor lá, princesa.” Beijou meu rosto. “Ele ia sofrer se continuasse no hospital...”
“Mas eu vou sentir falta dele...”
Lembrei da caixinha que ele pediu que eu abrisse logo depois de receber a notícia. Dentro dela havia uma chave e um papel com a letra dele “Segunda gaveta da escrivaninha, na caixa rosa, lá tem seus presentes.”. Olhei meio confusa pro Cody.
“Quer ir sozinha?”
“Não, vai comigo? Por favor.”
Fomos para o escritório e eu abri com a chave a segunda gaveta da escrivaninha, encontrei a caixa rosa, que ocupava a gaveta toda.
“O que será que tem aqui?” Limpei as lágrimas.
“Abre e me fala, amor.”
“Eu sei que vou chorar, seja o que tiver aqui...”
Abri a caixa e encontrei...
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Meninas, eu to amando os comentários com opiniões, continuem assim! E aí, o que será que tem na caixa rosa? Hahahahahaa. Comentem e eu continuo. Xoxo