segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Capítulo 64

Abri a caixa e encontrei um envelope logo por cima, nele dizia “Primeiro leia!”, dentro dele tinha uma carta, nela dizia:
“Minha querida netinha,
Hoje não deve ser um bom dia pra você... Não sei com quantos anos estará lendo essa carta, mas o sentimento será o mesmo. Lembra quando tinha 5 anos e, próximo ao natal, me pediu uma caixinha de música que passava no comercial? Talvez não se lembre, mas eu nunca pude esquecer... Ainda não tínhamos boas condições financeiras e ela era um pouco cara. Era uma caixinha que hoje pode parecer velha e sem graça, mas desde quando arrumei algum dinheiro comecei a procurá-la.
Deve estar se perguntando o porque de não ter desistido de achar essa caixinha de músicas, não é? Vou tentar explicar... Quando seus pais tinham 27 anos chegaram com você em casa, tão linda e
Pequena, minha primeira e única neta. Suas primeiras palavras, em nosso idioma, foram comigo, pois eu tentava durante o dia todo te ensinar. Quando me pediu aquela caixinha seus olhinhos brilhavam e sempre que o comercial passava, na televisão ou em anúncios de jornal, um sorriso estampava seu rostinho. Me senti mal quando o natal chegou e eu não pude dar ela pra você, lembro também de ter dito que estava tudo bem por não a ter ganhado, mas seus olhinhos estavam marejados e pela noite ouvi seu choro. Depois disso eu prometi a mim mesmo que te daria ela, seja quando fosse.  
Hoje tenho certeza que é uma garota/mulher maravilhosa e que, apesar das circunstâncias, está sorrindo com lágrimas nos olhos. Princesinha, lembra quando eu disse que cuidaria de você? Quer dizer, eu sempre disse isso. Prometo que irei cumprir isso sempre e para sempre. Mesmo não estando ao seu lado vou cuidar e proteger você de todo mal.
Não poderia partir sem deixar a caixinha com você, sim, eu consegui achá-la há algum tempo. Então, sempre que sentir falta de falar comigo a coloque pra tocar e pense que estou bem melhor onde eu estou agora. Eu amo você.
Willian.”
Ele estava certo, eu estava sorrindo, mas também estava chorando. Olhei pra caixa e tinha um embrulho. Era a caixinha de músicas. Dei corda nela e lembrei de quando via a propaganda e chamava ele pra ver comigo e também de como eu fiquei mal por não a ter ganhado. Mas agora ela estava aqui, na minha frente, e era mais especial do que se eu tivesse a ganhado naquele natal... Continuei a ver o que tinha na caixa. Haviam mais dois papéis, um dobrado e um aberto. O aberto estava com um cartão de banco fixado e mais uma mensagem: “Se eu me for antes de seu casamento, esse é meu presente pra você. Durante anos guardei dinheiro aí, acho que dá pro gasto. Ah, entregue pro Gabe o outro?”
[...] Estávamos no salão do velório de um cemitério. Assim que meus pais chegassem seria o enterro. Eles ainda não sabiam que eu e Cody estávamos aqui...
~POV Cody Simpson~
O salão do cemitério estava vazio, praticamente, a penas eu, Manu, sua avó, Will e mais 4 ou 5 pessoas... Ela estava chorando com a cabeça no meu ombro. Queria poder ajudá-la em algo, mas qualquer coisa que eu dissesse seria inútil, e eu também estava abalado com a situação. Albert, Marie e Gabe entraram no salão, eu gelei. Estava com medo do que eles diriam sobre estarmos ali... Manu levantou os olhos e em seguida voltou os pro chão. Os três caíram em lágrimas ao entrarem e verem o caixão. Gabe nos viu e veio correndo abraçar a Manu, depois me abraçou também.
“Vocês estavam com o vovô?”
Manu assentiu enquanto limpava as lágrimas.
Depois que os pais dela falaram com Charlotte e Will, olharam em nossa direção, surpresos. Os dois vieram até nós e nos abraçaram.
“Meu Deus!” Marie disse entre lágrimas. “Vocês estavam aqui o tempo todo?”
Suspirei. “Sim, estávamos na casa dos avós da Manu.”
Manu abraçou o pai que estava arrasado, não era pra menos, afinal era pai dele... O enterro foi bem rápido e no mesmo dia já voltamos pra Gold Coast. 16h30 quando chegamos. Fui pra minha casa, afinal, Manu tinha que ficar com os pais um pouco e eu tinha que ficar com os meus também. Ao entrar em casa, minha mãe quase me sufocou de tanto apertar.
“Filho! Você ta bem? Onde estavam?”
“Calma mãe, eu to bem e estava na casa dos avós da Manu, mas como o vô dela morreu...”
“Eu fiquei sabendo... Depois eu vou falar com eles. Como ela está?”
“Mal, muito mal. Espero que ela acorde melhor amanhã...” Suspirei. “Onde estão Alli, Tom e o papai?” Sentei no sofá e deixei a mochila de lado.
“Alli foi tomar sorvete com o Jake e seu pai e Tom estão no kart.”
Conversei mais um pouco com minha mãe e depois ela subiu pro banho. Minutos depois Alli e Jake entraram em casa, conversando distraídos.
“Mas e se o Cody encontrar ela também?”
“Se eu encontrar quem, Allizita?” Levantei do sofá.
“CODY!” Ela veio correndo e pulou no meu colo.
“Sentiu minha falta?” A coloquei de volta no chão.
“Que pergunta né?”
Jake veio até mim também e fizemos um toque seguido de um abraço. “Que bom que voltou, broh.”
“É bom estar de volta.” Dei um leve sorriso. “De quem estavam falando quando entraram?”
Os dois se entreolharam.
“Heim?”
“Não vamos falar nada.”
“Pô, fala broh... Uma hora ou outra eu vou saber.”
“Então descubra sozinho.” Alli tirou meu Iphone do bolso e me entregou.
“Tava com ele porque?” Desbloqueei e vi 3 novas sms.
“Para caso vocês entrassem em contato, Senhor Simpson.”
Abri as sms... 2 da operadora e uma que o número não estava na agenda que dizia: “Não fala mais comigo só porque ta namorando? XX, StellaH.”. A sms tinha sido enviada de manhã.
Olhei pros dois novamente. “Por acaso estavam falando da Stella?”
Eles se entreolharam de novo.
“ Só me digam se sim ou não.”
“Sim...” Por fim Jake disse.
“Ela ta aqui em Gold Coast?”
“Opa, opa, opa! Você tem a Manu, vai se acalmando aí.” Jake disse com repreensão.
“E como eu disse logo que você pediu ela em namoro, eu não quero outra cunhada.”
“Calma. Eu amo a Manu. Só fiz uma pergunta...”
“Pergunta que não deveria ter sido feita com euforia, ainda mais se tratando da nojentinha da Stella.”
“Chega né? Vou dormir porque meus dias foram corridos.”
Subi, tomei um banho, respondi a Stella, mandei um sms de boa noite pra Manu e virei na cama por um tempo. Logo de manhã, não sei que horas, meu Iphone tocou, não olhei o visor e atendi.
~Ligação Onn~
“Alô?” Disse sonolento.
“Bom dia! Desculpa se te acordei, mas queria ser a primeira a te dar bom dia.”
“Princesa, é você?”
...
Nisso a Manu entrou no quarto. Cocei os olhos e percebi que não era ela no telefone, obviamente.
“Quem é ‘princesa’?”
Desliguei. “Não é você?”
“Que engraçadinho você, Simpson.” Ela me jogou um olhar matador. “Quem era?”
“Eu não sei amor, acabei de acordar e atendi sem olhar o visor. Achei que era você...” Sentei na cama de frente pra ela.
“Então não conhece mais minha voz?”
“Amor, para com isso. Eu tava praticamente dormindo.”
~POV Manuela Albuquerque~
O Iphone dele tocou novamente, mas desta vez eu peguei da mão dele e olhei o visor, que piscava o nome Stella. Lembrei que uma vez ele havia me falado de uma Stella, que foi a 1ª namorada dele.
“O amor da sua vida ta de volta?”
“Que eu saiba o amor da minha vida ta na minha frente.”
“Então porque chamou ela de princesa?”
“Porque eu achei que era VOCÊ.”
“E porque ela ta te ligando?”
Alli entrou no quarto com a cara de sono e pijama. Só aí percebi que estávamos falando meio alto.
“Dá pra discutirem mais baixo?”
“Não tem mais discussão, eu to indo.”
Já no final da escada ele me puxou pelo braço, fazendo eu ficar colada nele.
“Manuela, para de bobeira.”
“Não é bobeira Cody, vocês já estiveram namorando e ela foi a primeira que você amou... Me sinto insegura.”
“Isso foi há 5 anos...” Colocou meu rosto entre as mãos. “A Stella é meu passado e você, Manu, é meu presente e meu futuro.” Me deu um selinho. “Desculpa se eu fiz você pensar besteira.”
“Eu que peço desculpas por estar tão sentimental.”
Ele entrelaçou os braços na minha cintura. “Fica tranquila. Eu te amo, okay? A Stella pode ter voltado, mas não muda nada.” Me deu outro selinho. “Veio me chamar pra ir pra algum lugar, princesa?”
“Na verdade não... Porque?”
“Porque se não eu te convidaria pra praia.”

“Só se meu irmão quiser ir junto... Meus pais saíram e me pediram pra não deixar ele sozinho.”
“Chama ele, coloca um biquíni e eu passo na sua casa em 20 minutos.”
“Okay, te espero lá. Vai ser bom pra mim e pra ele esquecermos da perda um pouco...”
“Acho que vou ensinar o Gabe a surfar, se ele quiser.”
“Ele sempre quis te pedir, mas tem vergonha...” Ri.
“Sério?”
“Muito sério.”
“Então ta fechado, vou ensinar ele. Quer aprender também?”
“Eu não levo jeito pra isso.”
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Pequeno, mas é o que temos pra hoje.. Quando tiverem comentários eu posto mais. Comentem com as opiniões do que vai acontecer com a chegada da Stella, hahhahahahaha.


domingo, 2 de setembro de 2012

Capítulo 63

As sirenes cessaram e deram lugar as luzes das viaturas ou ambulâncias, que invadiram o quarto pela janela. Minutos depois ouvi uma correria no corredor, pensei na possibilidade de ter acontecido um assalto, mas era quase impossível, teríamos escuto. Olhei pra Manu, ela dormia profundamente. Levantei sem fazer barulho, abri a porta lentamente e saí como estava, só de shorts. Levei um baita susto ao ver vários bombeiros, policiais ou paramédicos, não consegui identificar. Todos no estreito corredor.
“O que ta acontecendo?”
“Não sabemos direito...”
“Infarto, eu acho.” Um outro disse.
Fui até o quarto dos avós da Manu, mas me barraram na porta. Dois caras que pareciam armários.
“Não pode entrar.” Um deles disse.
“Eu quero saber o que ta acontecendo.”
“Como o senhor entrou aqui?”
“Acho que eu to morando aqui, né? Agora, posso passar?”
“Não, vai atrapalhar os procedimentos.”
“Puta que pariu! Eu quero saber o que aconteceu.”
“Quer ir preso por desacatos às autoridades?”
“Não...”
20 minutos depois Charlotte saiu do quarto.
“O que aconteceu, dona Charlotte?”
“Willian teve um infarto.”
“Como ele está?”
“Ele vai pro hospital, talvez ficar internado, eu não sei...”
“Quer que eu vá com a senhora? Deixo um bilhete pra Manu.”
“Não, fique com ela. Will vai me acompanhar até o hospital, só explica pra Manu o que aconteceu, ta? Pela manhã eu ligo pra dar notícias.”
“Espero que dê tudo certo.”

“Eu também...” Suspirou.
A maca saiu do quarto com ele, Charlotte foi para um carro de polícia com Will, todos os paramédicos e policias também foram embora e eu tranquei a porta. Subi de volta, Manu ainda dormia, já eu quase não preguei o olho. Ao amanhecer já tinha feito o café quando ela desceu.
“Bom dia príncipe.” Me deu um selinho.
“Bom dia princesa.” Retribui o selinho.
“Você que fez o café?” Sentou em uma das cadeiras.
“Foi sim.” Sentei de frente pra ela.
Comemos um pouco e ela fez uma careta algum tempo depois. “Acho que o cheiro do bacon não me faz bem...”
“Ta passando mal?”
“Um pouquinho.”
Coloquei o prato com bacon na bancada. Acabamos de comer e a pergunta, por qual eu me preparei tanto, chegou.
“Amor, cadê meus avós?”
“Você não ouviu uma movimentação pela madrugada?”
“Não, por quê?”
~POV Manuela Albuquerque~
Após suspirar ele se calou.
“Heim, Cody?”
“Eu não sei como te dizer isso...”
“Me fala logo.”
“É... Seu avô teve um infarto ontem... Mas, não sei como ele está, sua vó mandará notícias.”

Entrei em um pequeno estado de choque. Não sabia se tentava falar algo ou se chorava... Apenas congelei.
“Meu amor, fala alguma coisa...”
“O que, Cody? Eu to arrasada.”
Ele me envolveu em seus braços. “Eu sei disso, quer que eu ligue pra sua vó?”
Assenti e ele foi até a sala, voltou um tempo depois com um papel na mão.
“Quer ir até o hospital?” Ele perguntou e em seguida secou minhas lágrimas.
“Quero, tem o endereço?”
“Tenho.” Levantou a mão em que o papel estava.

[...] Minha aflição estava deixando Cody aflito também que, por diversas vezes, me pedia calma e pra ser forte, eu só abaixava a cabeça e chorava ainda mais, ao chegarmos fomos até a sala de espera, onde minha avó estava.
~POV Gabryel Albuquerque~
Depois da aula, Tom foi até minha casa jogar, pra não ficar sozinho e pra esquecermos um pouco a fuga da Manu e do Cody. Minha mãe não tinha ido pro trabalho e tia Angie estava junto com nossos pais à procura dos dois. Almoçamos e quando íamos ligar o vídeo game a campainha tocou, eu fui abrir. Eram Luiza e Fernando com o filho deles, Luiz. Eles cumprimentaram a gente e entraram, minha mãe veio da cozinha secando as mãos em um pano.
“Olá Marie, já podemos levar nossa princesa?”
“É... Na verdade não Fernando...”
“Como não?” Luiza se indignou.
“A Manu acabou fugindo pra não ir com vocês.”
“Fugindo? Como assim?”
“Estamos praticamente a forçando a fazer o que não quer por isso ela achou que fugindo se livraria de ir com vocês.”
Luiza passou Luiz parar Fernando. “E vocês está nessa calma?”
“Meu marido, Brad e Angie estão procurando enquanto eu fico com os meninos e espero pra ver se eles ligam pra casa.”
“Eles? Ela foi com alguém?” Pausou. “Me diz que não foi com aquele loiro, o tal namorado.” Fernando embraveceu o semblante.
“Ele é meu irmão! E cuida muito bem da namorada dele.” Tom disse num tom de voz um pouquinho alto.
“Marie, como deixa minha filha ir sozinha com aquele garoto?”
“Se eu tivesse deixado não seria uma fuga. Meio óbvio isso, né Luiza?”
“A culpa disso é de vocês, por não a educarem.”
~POV Cody Simpson~
Desde a hora em que chegamos, só agora tínhamos tido informações... Ele estava em estado crítico na UTI e corria risco de morte. Após a notícia, Manu apagou. Ela passou em consulta, mas a enfermeira disse que era um desmaio pelo susto...
~POV Alli Simpson~
3 dias depois, nada deles, mas nossos pais não queriam colocar a polícia no meio das buscas. Estava no clima com Jake quando meu Iphone tocou. Era um número que marcava “Restrito”.
~Ligação Onn~
“Alô?”
“Alli?”
“MANU!” Jake arregalou os olhos quando eu gritei.

“Não, não fala meu nome.”
“Só estamos eu e Jake, cunhada.”
“Só liguei pra dizer que estamos bem e pra perguntar como estão todos por aí.”
“Ta todo mundo louco atrás de vocês, mas de restante tudo bem.” Pausei. “To com saudades, cunhada.”
“Eu e Cody também estamos com saudades, cunhada.”
“Onde ele ta?”
“No banho.”
“E quando vocês voltam?”
“Assim que as coisas por aqui melhorarem.” Pausou. “Amiga, vou ter que desligar, estamos quase saindo.”
“Manda beijos pro Codes?”
“Mando, manda pro Jake?”
“Vou mandar. Ei cunhada, eu amo você.”
“Eu também amo você, cunhada.” Fez outra pausa. “Só não contem que eu liguei.”
“Fica tranquila.”

“Obrigada, xoxo.”
“Xoxo.”
~Ligação Off~
“Era a Manu?”
Era, Jake! Eles estão bem.” Abracei ele. “E ela te mandou beijos.”
“Quando eles voltam?”
“Segundo ela, quando as coisas melhorarem.”
“Que coisas?”
“Não sei...”

“Será que eles brigaram?”
“Acho que não, ela não estava com voz de quem brigou com o Cody.”
“E tem voz de quem brigou com o Cody, amor?” Ele riu.
“Tem, pra ela é voz triste.”
[...] O Iphone do Cody, que estava comigo esses dias pra caso eles entrassem em contato, deu bipe de sms de um número que não estava salvo na agenda.
“Sms. Será que é deles?”
“Acho que não, mas abre aí... Quem sabe.”
Abri e nela dizia: “Cody, estou com saudades:/ Tenho uma surpresa... Estou em GC!! Quando podemos nos ver? XX, Stella Hudgens”. Não, agora que o Cody tinha se livrado de vez da Hailey não!
“É a garota que o Cody namorou, não é?”
“É, amor... Apago ou deixo pra ele ver quando voltar?”
“Olha, pela sua amiga ciumenta, eu acho melhor apagar. Nós sabemos que o Cody era louco pela Stella... E se ele volta com o sentimento?”
“É, ta certo.” Apaguei a sms. “Espero que ele não descubra ou então que eles voltem quando ela já tiver ido embora.”
~POV Stella Hudgens~
1 mês e meio em Gold Coast. Talvez o tempo perfeito para laçar o Cody novamente ou, pelo menos, deixar ele balançado. Havia pegado o telefone dele com uma garota que se disse amiga dele, na frente do colégio em que ele estuda. Enquanto ele não respondia fui procurá-lo no twitter. Últimos tweets há 5 dias, a maioria melosos. “Como não estar feliz ao seu lado, princesa? @ManuAbq”; “Viveria a eternidade se você estivesse comigo.” E uma foto como essa:

Com legenda “eu te amo minha Manu.”. Não seria tão fácil, ou talvez fosse.
~POV Manuela Albuquerque~
A maior parte dos 3 dias nossa rotina era do hospital pra casa e vice-versa. Como agora mesmo já iríamos pro hospital. Meu avô estava acordado hoje, pelo que minha avó havia dito. Cody entrou comigo no quarto da UTI, eu não conseguiria ir sozinha. Ele sentou  na poltrona de espera e eu ao lado da cama. Ele sorriu pra mim com incentivo e eu comecei a falar.
“Vô?” Disse quase num sussurro.
“Manuela...” Ele disse com uma voz trêmula e fraca.
“O senhor vai ficar bem.” Depositei um beijo na mãe dele.
“Não princesinha... Chegou minha hora, quando chega a gente sente...” Ele abriu um sorriso sem forças. “Mas não pense que eu vou deixar de cuidar da minha neta, mas lá de cima, junto com todos os anjos que te protegem.”
Minhas lágrimas saíram de meu controle e começaram a rolar incessantemente. Um nó na garganta me impediu de falar qualquer coisa.
“Ei, chame seu namorado, quero lhe pedir uma coisa.”
Olhei pro Cody e o chamei com a mão, ele levantou e veio até nós.
“Quero pedir um favor, me dá esse direito?” Limpou com dificuldade a garganta ao perceber que a voz estava falhando.
“Claro, o que o senhor quiser.”
Meu avô tentou se ajeitar, mas os aparelhos o impediam. “Cuida da minha netinha? Ela vai precisar de você e, por favor, não faça ela sofrer.”
Cody me olhou e eu não parava de chorar.
“Vou cuidar dela até quando eu não puder mais, mas o senhor vai me ajudar.”
“Não daqui, garoto... Não daqui...” Ele pegou uma caixinha na pequena mesa ao lado e me entregou. “Só abra quando eu me for. Dentro dela tem algumas instruções para achar seu presente. Faça isso logo depois que receber a notícia, é meu último pedido.”
Ia perguntar sobre a caixinha pra ele, mas o doutor entrou no quarto, me interrompendo.
“O paciente tem que descansar.”
“5 minutinhos?” Cody pediu.
“Não posso, amanhã vocês voltam.”
“Vô, fique bem.” Depositei um beijo em seu rosto. “Eu amo o senhor.”
“Também amo você, princesinha.”
Acenei com a mão livre da porta e o doutor quase nos expulsou de lá. Voltei a me afogar em lágrimas, mas agora abraçada com o Cody.
“Ele vai ficar bem, amor.” Beijou minha testa.
“Eu não sei... Quero acreditar, mas não sei, amor.”
Uma hora depois, Will chegou e nós fomos pra casa. Passei mal de novo e não jantei. 23h o telefone tocou, desci correndo pra atender e Cody me seguiu.
~Ligação Onn~
“Alô?”
“Manu?”
“Sim, é você vó?”
“É, querida...”

“Aconteceu alguma coisa? Sua voz está estranha... Meu avô ta bem?”
Ela começou a chorar. “Manuela, seu avô faleceu...”
O telefone caiu da minha mãe e eu no sofá e em lágrimas também. Cody pegou o telefone, mas a ligação já tinha caído.
“Ele se foi, Cody... Se foi...”
Ele me abraçou forte e eu acabei sentindo algumas lágrimas no meu ombro. Momentos com meu avô passaram em minha mente...
“Ele ta melhor lá, princesa.” Beijou meu rosto. “Ele ia sofrer se continuasse no hospital...”
“Mas eu vou sentir falta dele...”
Lembrei da caixinha que ele pediu que eu abrisse logo depois de receber a notícia. Dentro dela havia uma chave e um papel com a letra dele “Segunda gaveta da escrivaninha, na caixa rosa, lá tem seus presentes.”. Olhei meio confusa pro Cody.
“Quer ir sozinha?”
“Não, vai comigo? Por favor.”
Fomos para o escritório e eu abri com a chave a segunda gaveta da escrivaninha, encontrei a caixa rosa, que ocupava a gaveta toda.
“O que será que tem aqui?” Limpei as lágrimas.
“Abre e me fala, amor.”
“Eu sei que vou chorar, seja o que tiver aqui...”
Abri a caixa e encontrei...
~~~~~~~~ 
Meninas, eu to amando os comentários com opiniões, continuem assim! E aí, o que será que tem na caixa rosa? Hahahahahaa. Comentem e eu continuo. Xoxo


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Capítulo 62

Poppy, com apenas 6 aninhos, já tentava falar sobre tudo da vida do irmão. Olhei pro Jake e ele estava sorrindo com o que ela disse.

“Sério?”
“É, você é a única que ele me fala as coisas que acontecem.”
“Poppy!” Ele corou.
Eu dei uma leve risada, mas não consegui dizer nada.
“Vou dormir um pouco, Jay.” Poppy deixou sua pequena mochila no sofá e subiu as escadas.

“Fala de mim pra ela?”
“É... Ás vezes...”

Abri um sorriso. “Fico feliz por isso.”
Ele levantou os olhos em minha direção. “Mesmo?”
Concordei com a cabeça e ele sentou ao meu lado “Então eu posso te afirmar que não é só ás vezes. Conto todos meus dias pra ela e na maior parte das vezes o que conto é mais sobre você do que qualquer outra coisa.”
Beijei ele. “Eu te amo Jake, você não pode imaginar o quanto.”
“Eu te amo Alli, te amo muito.”
~POV Cody Simpson~
De noite, lá pelas 19h, os avós dela resolveram dar um passeio e jantarem fora. Eu e Manu decidimos que ficaríamos na casa. Fui pro banho e quando sai ela foi. Liguei a tv no quarto onde estávamos hospedados, uma meia hora depois ela saiu do banho, cabelos presos e roupa íntima.
“Wow! Quer matar papai é?”

“Eu? Claro que não.” Ela disse com uma voz um pouco sensual e sentou ao meu lado. “Se incomoda se eu ficar assim?”
“Acho que não vai ficar assim por muito tempo.”
Nos amamos novamente e em seguida tomamos um outro banho. Descemos alguns minutos depois, enquanto eu pedi a pizza ela arrumou a mesa da cozinha, depois veio ao meu lado.

“Pediu, amor?”
“Acabei de pedir.”

Ela sentou com as pernas dobradas e a cabeça no meu ombro. “Será que já notaram nosso desaparecimento?”
“Acho que talvez ainda não tenham percebido... Nós sempre saímos de noite pra ir até a praia ou jantar.”
“Nossos pais vão ficar arrasados...”
“Depois eu me entendo com os meus. Tenho certeza que meu pai vai me apoiar.”
“Não sei príncipe... E se eles acharem que eu sou uma má influência?”
Coloquei o rosto dela entre as mãos. “Princesa, eu vim porque eu quis, você não me obrigou a vir. No fundo eles vão saber que se eu ficasse seria pior, eu ia até o inferno te procurar, se possível.”
Ela deitou com a cabeça no meu colo e eu acariciei seus cabelos.
“Espero que entendam... O tio Brad e a tia Angie são importantes pra mim...”
“Eu sei disso e sei que você é pra eles também.”
~POV Alli Simpson~
Jake me deixou em casa às 20h. Entrei e minha mãe estava indo de um lado pro outro da sala.
“Filha, seu irmão não tava com você e o Jake?”
“Não mãe, ele ainda não chegou?”
“Não e o pior é que o celular dele ta aqui na mesinha.” Apontou pra mesinha ao lado do sofá.
“Ele deve estar com a Manu.”
“Deve mesmo, vamos até a casa dela comigo?”
“Acho que eles não estão lá... Mas, vamos.”
Fomos até lá e tia Marie também andava de um lado pro outro... Gabe também parecia nervoso, pois balançava o pé constantemente.
“Achei que eles estavam aqui...” Minha mãe disse.
“Pelo menos eles estão juntos.” Eu disse.
“Você sabe de alguma coisa, filho?”
Ele ficou em silêncio.
“Gabe?”
“Tudo bem, eu sei...”
“Onde os dois estão?”
Os olhos dele marejaram. “A Manu fugiu pra não ir pro Brasil... Enquanto ela arrumava as coisas na mochila, eu chamei o Cody, que ainda não tinha saído de casa, e, contra a vontade da Manu, ele acompanhou ela... Me desculpem, em partes a culpa foi minha.”
Minha mãe começou a chorar juntamente com a tia Marie, abraçadas. Sentei ao lado do Gabe e o abracei também.
“A culpa não foi sua, pequeno, você fez bem em falar com o Cody, ele ficaria louco se não soubesse onde ela esta.” Pausei. “Se eles estão juntos devem estar bem.”
“Espero que sim... Minha irmã não saberia se cuidar sozinha.”
“Eu sei disso e com o que pode estar acontecendo então...”
“Como assim?”
“Nada, só umas coisas que eu acho, esquece...”
Ele levantou e foi até nossas mães.
“Tia Angie, fui eu que coloquei o Cody nessa, não a Manu... Ela não teve culpa.”
“Tudo bem, querido...” Minha mãe disse limpando as lágrimas. “Eu entendo o seu lado, o da Manu e o do Cody... Ele ama a Manu e nunca deixaria ela ir sozinha.”
“Não vai ficar brava com minha irmã?”
“Claro que não.” Ela abraçou ele.
“E você mãe? Ta brava comigo e com ela?”
“Gabe, eu não sei... Pelo menos sabe onde eles estão?”
“Não...”
Meu pai e tio Albert chegaram algum tempo depois, fomos em dois carros pra lados opostos do bairro, procuramos em todos os hotéis por onde passamos, nada. Albert e Marie também não deram sorte. Ao chegarmos liguei pra todos nossos amigos, mas nenhum deles sabia dos dois.
“To orgulhoso do meu garoto.” Mau pai disse e abriu um pequeno sorriso.
“Brad, isso não é hora. Os dois podem estar em algum tipo de perigo.”
“Meu irmão vai voltar?” Tom perguntou com uma voz chorosa.
“Vai sim irmãozinho. Logo, logo.” Beijei o rosto dele.
~POV Manuela Albuquerque~
Pizza e brigadeiro de panela, ótima opção de jantar. “Discutimos” quem ia lavar a louça. Eu lavei e ele guardou. Dei um jeito na cozinha, que após fazermos brigadeiro estava uma grande bagunça. Com a cozinha já arrumada e a louça lavada fomos até a varanda, sentamos no chão cheio de almofadas. A noite estava linda, mas com um vento muito frio.
“Ta com frio, mô?” Ele perguntou ao notar que meu braço estava arrepiado.
“Um pouco. Você não?”
“Não. Quer ver uma coisa que vai esquentar?” Ele levantou e me esticou a mão.
Levantei. “Tenho medo das suas ideias.”
“Não sei por que, eu sou um cara tão sério.”
“Ao contrário, só se for.”
Ele me pegou no ombro e saiu correndo em direção a piscina.
“Viado! Eu disse que queria me esquentar, não esfriar.” Dei vários tapas no braço dele.
Ele juntou meus pulsos e fixou os olhos nos meus. “Sabe que eu amo fazer isso, não é?”
“Não entendo por que.” Ri.
“1° que você fica nervosa e 2° que fica transparente.”
“Hãm?” Perguntei e só depois me toquei do que ele tava falando. “Tarado!”
“Por você.” Me puxou mais para si e me beijou.
“Ta safado hoje heim?”
“Você quem começou.” Passou a língua pelo lábio.
Beijei ele e o clima começou a esquentar, de novo. O soar da campainha nos interrompeu. Saí da piscina seguida do Cody resmungando, peguei a chave na mesinha, olhei pelo canto do portão do jardim, era Will, abri o portão e ele entrou.
“Oi de novo...” Ele coçou a nuca sem jeito. “Vim trazer as pilhas que o vô pediu pra eu comprar.”
“Ele não ta, Will... Foi jantar com a vovó.”
“Tudo bem, posso deixá-las lá dentro?”
“Claro.”
Ele levou as pilhas pra dentro e já foi embora. Tranquei o portão e eu e Cody novamente sentamos na varanda de novo, pra escorrermos a água.
“Mô, porque ele tem quase o mesmo nome do seu vô?”
“Pelo que eu sei o pai dele homenageou meu avô, mas ninguém chama ele de Willian, só de Will.”
“Já tinham se visto antes?”
“Não, antes do pai dele morrer, há 3 anos, ele morava em Mônaco.”
“Entendi, a história dele é tocante, mas ainda não gosto dele.”
“Ciúmes, sim ou claro?”
“Não é ciúmes, é zelo.”
Beijei o rosto dele. “Ciúmes.”
Algumas horas depois meus avós chegaram, mas meu avô não parecia bem... Eles logo subiram, com uma rápida despedida. Eu e Cody subimos em seguida, rolei na cama por um tempo, mas depois consegui dormir. Novamente tive aquele sonho... Desta vez mais completo. Era um lugar fechado um galpão, eu acho, desci de um carro e um garoto estava à minha frente, ele usava uma blusa com capuz, então não dava pra ver quem era... Um cara com uma rouca cobrindo o rosto nos guiou até dentro do galpão. Havia mais dois caras lá e uma garota amarrada de costas. Soltaram ela e quando se virou vi que era Alli, ela estava com vários arranhões. Eles diziam algo que eu não conseguia ouvir, tudo se apagou e começou a passar como trechos de um filme. Apontaram uma arma pra minha cabeça; o garoto pulou na minha frente levando o tiro por mim; os caras me levaram em um carro; outro carro nos seguia e o mesmo capotou em uma curva.
Me sentei na cama em um pulo. Cody acordou assustado.
“Amor, o que aconteceu? Você ta bem?”
“Tudo bem... Não foi nada.”
“Ta passando mal de novo?”
“Não amor, foi só um sonho...”
Ele depositou um beijo no meu rosto. “Sonhos nem sempre querem dizer que vão se tornar reais.”
“Mas eu já tive esse sonho muitas vezes.”
“Como é?”
“Um garoto leva um tiro por mim, não consigo ver o rosto dele e agora vi que um carro capota.” Meus olhos marejaram.
Não queria falar pra ele sobre a Alli ter aparecido, sei que ele ficaria preocupado, assim como eu...
“Calma.” Ele acariciou meu rosto. “Nada disso vai acontecer.”
“Eu espero que não aconteça nada disso... Se alguém levasse um tiro por mim eu não me perdoaria...”
“Para com isso, princesa.”
~POV Cody Simpson~
Eram mais ou menos 4 da manhã quando eu acordei de novo, mas dessa vez com algumas sirenes. Achei que estavam só de passagem

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Meninas, mil desculpas a demora e também por não ter hot, mas não estou sozinha esses dias... Logo mais nós teremos, prometo! Comentem e eu continuo, xoxo <3 (Tá pequeno porque a Vanessa stá me ignorando e isso stá me deixando triste :´( )